08/12/2008

Problemas para quem quer, obrigada.

Nunca achei que fosse errado então eu não sei por que andei pensando nisso esses dias, se eu ainda tivesse mudado de idéia, mas não, continuo centrada... Estranho.

Enquanto ninguém sabia o que ia fazer da vida, ou então se preocupavam se iam ou não tentar colégio técnico, mas pra que curso, oh, deus!, eu ficava de canto só observando o desespero alheio. É que era engraçado, para eu que já sabia, ver o quão preocupada as pessoas ficam com isso, com o que vai ser do futuro e talz. Me poupei, decide muito cedo que iria viver de música e seja-o-que-for-que-será. Pode parecer estranho, mas músico é muito descriminado e ninguém nos leva a sério. Sorte não ter desistido. Eu não podia estar no caminho mais certo. Vou ser professora, vou viver de música, vou recuperar vidas (musicoterapia, ed. especial, essas coisas), as melhores coisas que alguém pode fazer! Mas eu não decidi isso agora, decidi há 7 anos, e eu só tenho 19 anos! Não vejo minha vida diferente, não me vejo fazendo outras coisas. Às vezes me assusta. Talvez eu não me abra para novas possibilidades, mas é que eu não consigo admitir que possa haver possibilidades!, eu não quero! Então, se eu não quero, fim de papo; não! Não consigo, continuo me achando concervadora! E eu não sei até que ponto isso é bom ou ruim, nessa situação. Está dando tudo certo, eu sei que vai dar tudo certo, de um jeito ou de outro, não me importo mesmo em ter uma vida bem simples, eu só quero poder passar para o maior número de pessoas, todo esse amor que eu tenho pela música, e poder mecher com a vida delas! :’) Eu não sei qual é o problema, mas mesmo assim eu me preocupo, seja com o que for. Eu estou feliz, muito. Eu já planejei tudo! Enfim, sei lá (:

07/12/2008

Brincadeira da Tataia

Eu gosto de responder essas coisas, mas é capaz de eu não conseguir indicar mais ninguém ;x

Regras
I. Colocar uma foto individual nossa;
II. Escolher uma banda/artista;
III. Responder às questões somente com títulos de canções da banda/artista escolhido;
IV. Escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los.

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I, II. Arnaldo Antunes - lógico, viciada ;D

III. Respondendo:
» És homem ou mulher? Essa mulher n.n
» Descreve-te: Macha fêmea x)
» O que as pessoas acham de ti? Sentimental :P
» Como descreves o teu último relacionamento: Socorro :O
» Descreve o estado actual da tua relação: Natureza divina ♥
» Onde querias estar agora? Tanto faz ;)
» O que pensas a respeito do amor? Seja como for ♥
» Como é a tua vida? Infinito particular ;)
» O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Pedido de casamento ♥
» Escreve uma frase sábia: Não há perdão para o chato (Y)

IV. Ahm.... *cri cri*

30/11/2008

Tudo é uma questão de como ensinar - nada específico sobre isso ;)

Só porque eu ainda não sei como falar o que eu preciso falar. Acontece ;)
Musiquinha BACANA pra quem acha que o universo infantil de hoje em dia é fútil, manipulado e burro. Vocês não sabem de nada ~:) Tem muita gente fazendo coisa boa por aí.

“O substantivo é o substituto do conteúdo,
O adjetivo é nossa impressão sobre quase tudo,
O diminutivo é o que aperta o mundo e deixa miúdo,
O imperativo é o que aperta os outros e deixa mudo.

Um homem de letras dizendo idéias sempre se inflama,
Um homem de idéias nem usa letras faz ideograma,
Se altera as letras e esconde o nome, faz anagrama,
Mas se mostro o nome, com poucas letras, é um telegrama.

Nosso verbo ser é uma identidade mas se projeto,
E se temos verbo com objeto, é bem mais direto,
No entanto falta ter um sujeito pra ter afeto,
Mas se é um sujeito que se sujeita, ainda é objeto.

Todo barbarismo é o português que se repeliu,
O neologismo é uma palavra que não se ouviu,
Já o idiotismo é tudo que a língua não traduziu,
Mas tem idiotismo também na fala de um imbecil.”

(Gramática – Sandra Perez e Luiz Tatit)

27/11/2008

Caminhando e cantando

Como não convém contar todo o sufoco que passei por causa desse final de semestre, tinha pensado em colocar algumas fotos que expressasse momentos importantes, mas como o meu computador não colabora, abandodei a idéia. Tento mais tarde, vai que dá certo. O que importa é que as provas e as aulas acabaram, e agora só tem uma semana de concerto, mas que nem conta (;

Bem, me re-interessei pelo movimento estudantil. Eu tinha perdido as esperanças na época do Passe Livre, quando eu via que nem manifestações e nem conversas civilizadas mudaram alguma coisa. Desde que me colocaram para votar na chapa do CA do meu curso, no começo do ano, quando eu não conhecia ninguém e nem sabia para o que isso ia servir, eu voltei a me preocupar com o destino dos estudantes. É, definitivamente o meu curso não é perfeito, por falta de estrutura, e porque muito dos alunos não se interessam por Educação Musical (porque meu curso se chama Licenciatura em Música com habilitação em Educação Musical). Mas a gente pode melhorar. Por isso eu lanço a campanha: NÃO SEJA UM BACHAREL FRUSTRADO. Se o seu sonho sempre foi tocar em orquestra, ou qualquer coisa que o valha, não preste licenciatura só porque é mais fácil de passar. Perdi a linha do raciocínio XD~

15/11/2008

A estranhesa da vida partida

Outro dia eu saí com alguns amigos para jogar sinuca, e, no meio daquelas conversas de quem não se vê ha muito tempo, e que quer contar como anda a vida, a Nat me perguntou: “Ué, você não gostava mais de usar mochilas?”, e eu ri respondendo: “Prefiro, mas ela tá em São Carlos”. Ela entendia a situação e disse: “É muito difícil se dividir em duas cidades”.
O que nos acontece é que, durante a semana moramos em uma cidade, por causa da faculdade, e nos finais de semana voltamos para a nossa terra natal. E vocês, a menos que passem por isso, não fazem idéia de como é complicado.
Complicado porque quando eu chego em Sanca e não tenho nada para fazer eu penso em pegar algum cd ou algum livro, mas eles estão em Campinas. Complicado porque quando eu quero sair, minhas roupas mais ajeitadinhas estão em Sanca, ou então eu me esqueço de trazer coisas que eu usaria pra estudar.
Fazer mala toda quinta feira, para refazê-la no domingo é bem (muito, bastante) exaustivo. Carregar a mala cheia de livro, flautas, roupa suja da minha casa até a rodoviária é um transtorno.
Talvez seja porque nem um ano se passou desde que minha vida passou a ser assim, mas eu ainda não me adaptei. Mal me acostumo com a outra cidade, e já me vou embora. Exaustivo, complicado.

/Editado
Template novo \o/

07/11/2008

Motivos? Nenhum.

No lugar mais escondido, onde as janelas dos apartamentos não avistavam, e nem a luz do poste alcançava. Em um horário onde provavelmente todos já estariam dormindo, ou, ao menos, dentro de suas casas. A mais nova no meio de garotos mais velhos não sabia o que fazia, mas fazia tudo e com muito gosto, não lhe parecia ruim. Quase um ano nessa rotina de alegria transcedental, inexplicavel. O fim clichê, mas desconhecido. O medo, o pavor, o pânico, o tudo, o nada, e o vazio. Vidas, sub-vidas, tentativa de vida depois de tudo que se viu, se fez, e aconteceu. Uma necessidade de uma mão que a segurasse firmemente. Um suspiro triste e estranhamente saudoso toda vez que se lembra. Dor junto de um sorriso quando se tem vontade. Mas a certeza de que o passado não volta se a gente não quiser, e a tranquilidade de saber que não se quer.

“Escolha viver, escolha um emprego, escolha uma carreira, uma família. Escolha uam televisão enorme, escolha lavadoras, carros, cd players, e abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa, escolha seus amigos. Escolha roupas esporte e malas combinando. Escolha um terno numa variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar da vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na tv, comendo porcaria. Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha o seu futuro. Escolha viver. Mas por que eu iria querer isso? Escolhi não viver, escolhi outra coisa, e os motivos... não há motivos!”
("Trainspotting" - Danny Boyle, 1996)

02/11/2008

Quando canto o mundo se espanta

Só me lembro de ter vindo comentar quando eu fui incrivelmente bem nas provas, o que passa – ou deve passar – a imagem semi-errônea de que eu sou nerd, portanto venho registrar minha mais terrível debilidade: o canto.

Para a terça passada tivemos que preparar uma música para apresentar na aula de canto. Escolhi uma relativamente fácil e ensaiei-a por um tempo considerável. Eu já imaginava; minha mão suava, minha voz tremia quase em pranto, não saia som, parei várias vezes para retomar o fôlego. Fiquei lá na frente da sala, olho na partitura, não via ninguém. Nâo sabia o que fazer com a mão, com a perna, cabeça... foi horrível! Não ouvi nenhuma risada, aleluia, e quando eu – sacrivelmente – terminei, bateram palmas e me pareceram mil abraços de reconforto. Foi um alívio terminar, mas um penar passar por isso. E eu nem posso ficar feliz; na próxima aula será a prova e eu tenho uma semana para aprender a cantar! :/

25/10/2008

Aquilo lá no fundo que eu sabia mas não assumia

Passaram-se horas, e eu ainda estava sentada no telhado de uma casa qualquer, esperando que todas aquelas pessoas sumissem. Não sei bem porque eu fugi, mas quando ví aquele tanto de gente correndo na direção onde eu estava, tranquilamente, sentada na cadeira de balanço, na frente de casa, sentindo o vento bagunçar o meu cabelo, eu fiquei assustada, e minha primeira reação foi levantar e correr também. Não sabia para onde, não sabia para quê, mas corria sem parar. Depois de um tempo comecei a achar divertido, eu olhava para trás e as pessoas não estavam bravas, parecia uma brincadeira e eu ri. Ri tanto que um desespero tomou conta de mim, o riso virou pranto, e eu não tinha mais forças para correr. Comecei a andar um pouco sem jeito de tão cansada até encontrar uma casa com o portão aberto. Entrei, e, em um impulso inexplicável, subi no telhado, e fiquei lá espiando aquele mundarél de pessoas incansáveis e malucas. De cima eu pude ver que elas faziam um tapete humano de cerca de um quilómetro! Quando passaram da casa onde eu estava, todos pararam e voltaram, e ficaram na frente, acampados, durante horas. Eu me escondia, mas era certeza que sabiam que eu estava lá, e, me parecia, que estavam esperando a minha rendição. Mas de quê? Para quê? Quando as primeiras estrelas começaram a aparecer no céu, toda aquela gente se transformou em um único ser, um gigante vistoso, imponente, que veio e ficou bem perto de mim, me olhando. Não disse nada, não fez nada, quase não se mecheu, só me olhava com um olhar sereno e ao mesmo tempo triste. Eu evitava olhar para os seus grandes olhos, com medo de ser mal interpretada, mas neles havia um imã que atraiam os meus, e que me davam uma tranquilidade para que eu me entregasse. Fiquei mas um bom tempo encolhida, com medo, aflita, até decidir levantar e me aproximar. Foi só olhar para ele que a distância entre nós encurtou, e, inexplicavelmente eu estava bem à frente dele. Não sabia o que fazer, não sabia o que falar, e ele também não fez e não falou nada. O encarei e ví nele todas as pessoas que passaram pela minha vida, todas aquelas que de alguma forma, deixaram uma sementinha que hoje me faz ser o que eu sou, as mesmas pessoas que depois de terem me feito bem durante tanto tempo, eu arranquei sem pensar muito da minha vida. O gigante sorriu, era isso que estava me faltando enxergar. Abri os braços, olhei para o céu, e com toda a minha forta eu gritei: “me desculpem, eu não sei o que eu fiz!”. E novamente um sorriso, e o olhar sereno, dessa vez, feliz. Ele voltou ao tamanho normal, a multidão reapareceu, e todos foram andando, calmamente, na direção contrária. Fui seguindo-os com o olhar até ficarem bem pequenos, e finalmente desaparecerem. Não sabia o que aconteceu, ainda mais porque, depois de um grande suspiro, eu estava de volta na cadeira de balanço, com o coração apertado, cheio de saudade e remorço.

19/10/2008

E olha que eu nem morri, heim

Quando se fica muito tempo sem postar, podem-se supor duas coisas; ou as coisas estão tão boas que eu esqueço de vir postar, ou tão ruins que não me deixam vir. No meu caso é uma mistura dos dois, quando há coisas boas quero aproveitá-las e quando há coisas ruins, quero esquecê-las.

Das coisas que verdadeiramente interessam, sobram poucas para contar. A primeira, e mais importante de todas as coisas, foi que eu me mudei. Finalmente. Deixei de ir votar em Campinas só para não ficar nem mais uma semana no outro apartamento. Agora estou morando com uma amiga da minha sala, que teve problemas semelhantes e até piores! com a menina que morou com ela. Estamos agora, juntas, as duas traumatizadas, querendo fazer diferente pra não termos problemas de novo. Mas vai dar tudo certo. O que importa é que eu estou aliviada, não fico mais tensa ao sair do meu quarto, e nem tenho mais vontade de passar o dia todo fora de casa. Aliviada e feliz, é isso que importa.

E a segunda é que na semana passada eu, e mais 14 alunos do curso de música fomos, como monitores, ao Encontro Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM), tipo um congresso. Inicialmente iríamos apenas monitorar cursos – ficar nas salas auxiliando os palestrantes, se necessário. Mas aconteceu que tivemos que fazer tudo; desde inscrições, guardar dinheiro, arrumar as salas, os computadores, resolver pepinos, até montar a mesa do coffebreak... Fizemos tudo. Fomos a base da organização do evento. Fora o infernaaal trajeto de Santo André (onde fiquei hospedada) até a Unesp: ônibus, trêm, dois metrôs e 15 min de caminhada, e detalhe: no horário em que todas as pessoas do universo resolvem sair para trabalhar :O Caótico! Foi tudo muito errado, muito estressante, mas o bom é que já acabou, e, no fundo, eu levei coisas boas comigo.

Fora isso, uhm, não tenho muitas coisas para falar. Mas tá tudo bem :) Vai fazer um mês que eu não volto para Campinas, estou com saudade de casa, do meu irmão... Hoje estou em Limeira, visitando o namorado que eu não via a muuito tempo também. Maldito horário de verão... perdemos uma hora para ficar juntos :(

27/09/2008

eu me lembro, foi em setembro

Sem rodeios: terça Kleiton e eu completamos um ano de namoro. Fora o lance bonitinho de ser um ano, essa é uma comemoração totalmente nova para mim, e o mais emocionante é que eu pensava que eu jamais iria comemorar. Não pelo fato de “oh, ninguém me ama, ninguém quer namorar comigo” *corta os pulsos*, mas sim porque eu era uma perdida na vida que realmente não queria. Mas olha como são as coisas; no meio dessa vida bandida, movida a álcool, risadas escandalonas e sem motivo, música alta, e beijos pra cá e pra lá, ele apareceu na porta do banheiro e tivemos a nossa chance. Chance que foi muito bem agarrada, literalmente, hê.

Bem, um ano feliz que eu pude enfim mudar coisas em mim que eu tanto enrolava e dava desculpas para adiar. Me dei chance de confiar e gostar de alguém – o que me foi (dolorosamente) difícil, assumo – e ganhei em troca um amigo, um irmão, e muitas alegrias. Nosso namoro saudável sem brigas – a menos na minha cabeça :x, sem desconfianças, sem pressões, e que tem tudo para durar, e vai durar! :D Sei lá, não sei como me sentir, mas estou orgulhosa de mim. Um ano com uma mesma pessoa, única e exclusivamente com ela...! Quem diria!

13/09/2008

Movimentos estudantis ainda existem

Protesto de alunos em Limeira irrita José Serra

"O governador de São Paulo, José Serra, se irritou ao ser criticado por estudantes que protestaram durante a inauguração do prédio do Campus 2 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Limeira, no interior de São Paulo. Serra interrompeu o seu discurso para responder aos cerca de 50 jovens, a maioria alunos do Centro Superior de Educação Tecnológica (CESET), administrado pela Unicamp, que faziam um apitaço no local.

'Mas que gritaria é essa. É surreal. Essa universidade é nova e nem tem aluno ainda. É surreal, não tem aluno aqui’, retrucou o governador, recebendo uma sonora vaia. ‘Quem quiser gritar vai ter que fazer o exame e passar no vestibular', prosseguiu, em tom já mais moderado."



Mas o que realmente acontecia, e que eu não acredito que o governador não tenha percebido, e sim agido de má fé, era que os alunos do CESET estavam reinvidicando, primeiramente, moradia para os alunos do CESET.

Limeira não é uma cidade grande o suficiente para abrigar mais de mil alunos todo ano, sem contar que em uma universidade sempre tem aquele que não podem pagar os preços abusivos que as imobiliárias/proprietários cobram de aluguel.

Ele acresentou dizendo que as aulas começariam "só a partir de março, e até lá não tem aluno aqui". Mas isso é no Campus 2 (Faculdade de Ciências Aplicadas), e quanto ao Campus 1? Não tem aluno? Não há necessidade de moradia? A Unicamp de Campinas tem moradia, por que a de Limeira não pode ter? E se a questão for realmente essa, "falta" de aluno, em março, quando tiver, vão construir uma moradia estudantil?

"A estudante Jenifer Silva, 26 anos, disse que essa é a oportunidade de levar a reivindicação até o governador. 'Os aluguéis estão muito caros e vão subir mais ainda com a chegada do campus 2 da Unicamp. Nós não temos condições de pagar aluguéis milionários', afirmou.

O estudante Kleiton Bueno, 19 anos, questionou a falta de um projeto de moradia estudantil em Limeira, sendo que a unidade da Unicamp em Campinas dispõe do beneficio. 'Hoje são 1,5 mil alunos e no ano que vem mais 500 sem lugar para morar', reclamou."

Tudo isso sem nem citar a questão da segurança, que, pelo que sei, praticamente é nula. Guardinhas que fazem ronda não inibem ladrões que, na frente de todos, entram na universidade e levam os caixas eletrônicos!

"Para a aluna Denise Manfio, 20 anos, a falta de segurança no bairro ocorre por causa da falta de investimentos do governo. 'Com o aumento dos estudantes, será preciso mais polícia para evitar os muitos assaltos que acontecem por aqui', exigiu."

Lembrem-se dessas coisas na hora de votar.

Ps: Vocês repararam no bonitinho de roxo? Meu namorado *-* Hahaha.

05/09/2008

Meu vício por paçocas

Venho, nos últimos dias, comemorando à cada nova refeição, uma vez que, depois delas, nada mais tenho comido. Eu explico: na frente do restaurante universitário, há um senhor vendendo docinhos, entre eles, a maravilhosa paçoquinha com cobertura de chocolate, onde cada uma custa 0,20$, e três custam 0,50$. Durante uma semana, aliando a gostosura à promoção imperdível, todo almoço e toda janta eu comprava três! Foi uma semana feliz até que eu entrei em uma farmácia e subi na balança. Eu sei que não foi culpa das pobres paçocas, mas eu descobri que no último semestre eu engordei 5kg! Nunca pensei que passaria por isso; quando eu era pequena, eu fiz dieta para engordar, e não funcionou. Meu peso continuava x desde que eu parei de crescer! Devido a isso e comentários não muito agradáveis do meu namorado, entrei em pânico.
E, uhm, não sei direito como foi, mas em duas semanas perdi 3kgs, e hoje faz três semanas que eu não como paçoquinha :)

_
Tanta coisa para falar que eu acabo me perdendo no tempo. Normal. Agora eu voltei a postar normalmente, hê.

17/08/2008

Olá,

Estou passando por uma crise de escolha do próximo template e não consiguirei postar enquanto eu não resolver isso.

Fim :)

17/07/2008

Nada vai mudar porque é meu

A música extremamente alta impediu que meus péssimos ouvidos escutassem os sinos magicos que tocavam em cima da gente naquele instante. Talvez você tenha escutado por se concentar no momento, e eu, que mantinha os olhos abertos, não pude perceber. Mas os sinos continuavam tocando sob nós, e mesmo que, já em casa, deitada na cama, eu só escutasse um apito irritante no ouvido, eles tocavam. Foi só quando recebi sua resposta dizendo que isso tudo tinha um gosto de quero mais, é que houve silêncio, e eu pude ouví-los. E desde então não consigo parar de pensar em você.

Quase 10 meses e eu fico aqui pensando o que faria tudo isso acabar. Vejo motivos para brigar, mas terminar não. Sorte! Não posso, não devo e nem quero. Te amor, seu berne :D Não vejo a hora de te ver!
“Dizer pra sempre é bem menos do que sentir na carne o querer de verdade.”

MANO, quando foi que eu me tornei essa vaca sentimentaal?! HAHAHA ¬¬
-Nos vemos no Tempo de férias o/

16/07/2008

Olá, umbigo da Margarida.

/Editado
Esse é um post totalmente egocêntrico e orgulhoso - e estava ainda mais com o desabafo que eu tinha escrito, mas que apaguei porque achei desnecessário todo mundo saber. O blog ganhou awards (a, b, c, d) e um concurso de escrever uma frase com umas - muitas - palavras, que eu postarei a seguir. *Felizinha*

"Foi como acordar e não estar onde se deitou, como não perder a conexão com sonho que se sonhava, abrir os olhos e continuar com o pensamento distante. Sentada na cama, não sei se dormindo, não sei de acordada, puis os pés no chão e segui o caminho que me guiavam, sem nem pensar. Tive medo, mas uma energia maior iluminava essa trilha e fazia do oceano por onde caminhava, um maravilhoso céu azul sem fim que me protegia. Não precisava me preocupar, estava indo em direção ao recomeço de minha vida, e, seja onde quer que ela esteja, será uma vida muito mais alegre e colorida. Seria então feliz."

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Nas próximas 2 semanas vocês me encontram no Tempo de férias :)
ps: Scracho vem pra Campinas justo no dia em que eu volto pra São Carlos, e não tem como adiar a minha ida por causa das aulas. DIZ que eu sou muito azarada mesmo! Putaquepariuachoquevoumematar! ;_;

11/07/2008

A árvore da escolinha, olê iaô.

Tão grande a primeira vez que a vi, e por muito tempo enquanto estive por perto. Depois de muitos anos ela me pareceu pequena, mesmo que continuasse crescendo. O meu nome ainda está marcado no tronco em que eu costumava sentar. Todo mundo já sabia que aquele lugar era o meu, e que, se eu estivesse sozinha lá, era melhor que me deixassem sozinha. Meu primeiro refúgio: a árvore da escolinha que tinha no prédio em que morei. Eu subia em todas as árvores, classificava-as em níveis de dificuldade de escalação, e aquela, mesmo estando entre as mais fáceis, era a minha preferida. Talvez porque ela estava bem longe do parquinho, que ficava cheio de gente, crianças alucinádas, correndo, gritando. Não sei quando foi que me deu essa necessidade de estar só. O tronco era anatomicamente perfeito para que se semi-deitasse com o maior conforto e quase toda a segurança. Os galhos e as folhas impediam que o sol chegasse então eu não precisava ficar trocando de lugar. Eu era pequena demais para confabular teorias extraordinárias, mas eu pensava muito. Pensava no meu irmão, nos menininhos que eu sempre gostei, nas coisas que eu andava fazendo, nos amigos que eu tinha feito, mais tarde pensei no que eu iria me transformar, se eu seria aquilo que eu sonhava ser... Me dava uma sensação maravilhosa subir e ficar lá. Por horas ou minutos, eu sempre descia bem mais leve e com a cabeça muito mais esparecida. Aqui onde eu moro agora não tem árvores longe de postes de rua, e eu jamais ficaria tranquila pensando que um caminhão poderia esbarrar alí e me derrubar no chão. Não lembrava mais disso, mas agora me fez falta. Me pareceu ridículo entrar no armário toda vez que eu queria fingir estar sozinha no mundo. Quero uma árvore.


PS: Tudo isso porque eu pedi para o meu namorado me apresentar uma árvore.
PS¹: Obrigada quem disse que gostou do outro post. Acredito que ninguém tenha entendido muito bem, mas um dia eu prometo que – tento – explicar a lógica desses meus textos (que já foram muito mais numerosos em antigos blogs) ;)
PS²: Se você quiserem saber por onde ando nessas férias, é melhor se acostumarem a vizitar o blog Tempo de férias. Mas atualizarei o Twitter quando der. Provavelmente esse foi meu último post antes de ir para Rio Branco (:

07/07/2008

Percebimentos

O que aconteceu foi que, quando eu tropecei naquele monte de areia, eu cai com os olhos no mar e quase nem pude perceber o que estava acontecendo na Terra.

Me senti entrando em outra atmosfera, bem diferente de tudo o que eu já tinha visto antes. Nada de peixes, nada de sereias. Pessoas, normais como eu e você, nadando em águas que mudavam de cor. Elas cantavam música que davam sono, para que se pudesse dormir. Entendi, bem mais tarde, que isso era realmente necessário. Acordado, você não consegue entender como um lugar desse pode existir, acordado você tenta achar explicações para o que está vendo. Dormindo, não. Dormindo você pensa que é sonho e pouco se importa se faz sentido ou não. Você apenas sente, absorve o que lhe é dado, sem tentar entender.
Dormindo eu vi pessoas nadando em minha volta, cantando, fazendo gestos com a mão, cada pessoa lançava em minha direção raios de luz coloridos. Uma dessas pessoas ficou parada bem na minha frente, olhou bem nos meus olhos e soltou um raio azul que me fez sentir estar dentro de uma redoma protegida de qualquer mal. E de fato estava. Estam me preparando para poder enfrentar os problemas da Terra. Acalmavam os meus sentimentos, iluminavam meus pensamentos, tudo para quando eu saísse de lá, conseguisse caminhar sozinha.
Na Terra as pessoas brigavam. Não gritavam, nem se agrediam, mas mesmo assim brigavam. Brigas invisíveis onde se mente, se omite, se engana. Brigas que ferem tanto quanto qualquer outra. Dentro de mim já havia a repulsa por esse tipo de relação, eu ainda não sabia, mas eu nunca mas iria querer por perto pessoas que brigassem.
Foi nesse contexto que alguém olhou para o lado e me viu caida, com a cabeça dentro do mar e os pés da areia. Alguém que saiu desse círculo de brigas e achou necessário me tirar de lá. Senti que me puxavam pelos pés e acordei. Vi todas as pessoas do mar colorido sorrindo para mim, me desejando força e sorte. Tive medo à principio, mas logo confiei em quem me puxava.

Com o cabelo todo molhado, um gosto horrível de sal na boca, e meio zonza sorri. Recebi um olhar e um sorriso azul de volta. E então percebi que nunca mais estaria sozinha.

__
Bem, esse é o meu jeito de dizer pro Kleiton que todos os dias eu agradeço por ele ter me tirado da lama, me posto em baixo dos braços e cuidado de mim. Eu amo você, Kleiton ♥

02/07/2008

Outras prioridades

Para tirar aquele post que eu prefiro esquecer, venho contar novidades que tardaram, mas vieram. Hoje fui fazer o exame prático para tirar carta, e, resumindo, passei. Porém, como não posso deixar um post constando apenas isso, contarei como foi (:

Entrei no carro com mais duas pessoas e o examinador, fui a segunda a andar. Pra começar, o cara que tinha ido antes de mim deixou o freio de mão muito erguido e eu não conseguia abaixá-lo. Eu olhei pro examinador e disse “eu sou fraquinha”. Logo de cara eu pensei que ele fosse tirar 1000 pontos, mas ele disse “é, ele deixou muito pra cima mesmo, eu abaixo um pouco pra você” *-* Outro problema: o carro tinha sido estacionado numa subida, logo, a minha primeira avaliação seria a prova de morro :| *HAHA* Saí muito feio, mas saí. Nessa, perdi 1 ponto. Estacionei uma vez, lindamente, saí lindamente, mas quando fui estacionar pra descer do carro, eu raspei a roda na calçada. Isso é uma falta grave e ela vale 3 pontos. Logo, eu estaria elimidada. Mas, Papai do Céu fez o cara me tirar só 2 pontos :D Para a baliza eu estava tranquila, apesar da pressão de não poder errar nada se não já era. E eu fiz tudo direitinho, entrei, manobrei, dei seta, saí. Perfeito. E, com isso, anotaram aprovada na minha fichinha! Daqui a uma semana chega a minha carta! *-* Que alegria!


Momento propaganda, porque propaganda é muito legal :D Última semana para se inscreverem no Lemonad and Love Award. Se quiser participar, não se acanhe e nem perca tempo :D Blog novo: Tempo de férias é um blog onde eu, a Mireille, minha cunhada, e o Kleiton, meu namorado, vamos contar sobre nossas férias. Nessas estaremos todos no Acre, nas próximas, não sei. Acompanhem (Y)

01/07/2008

Oh, triste senhora! Disfarça e chora.

Tanta espera para uma festa. Tanta espectiva, planos... para eles serem quebrados por uma verdade que há muito tempo eu custava enxergar. Nem saudade, nem antigas lembranças na cabeça, nada, só um abismo gigantesco entre o que eu me tornei e o que eles continuaram sendo.

Meu problema foi não confiar. Sempre exigi que acreditassem em mim, me esforçava para que pudessem confiar, fazia as pessoas se sentirem seguras perto de mim, mesmo que eu nunca tivesse efetivamente feito alguma coisa ou demonstrasse isso. Tavlez elas sentissem. O contrário poucas vezes aconteceu. As pessoas diziam “conta comigo”, e toda vez, para mim, era da boca para fora, mesmo que eu sentisse que podia confiar, eu não confiava, por segurança.
Foi no segundo colegial que me disseram “A gente já se conhece há um ano e não sabemos nada sobre você, a gente sempre conta tudo e você nunca conta nada”. Me senti mal. Aquelas pessoas que eram adoráveis comigo estavam incomodadas, e eu passei a me abrir. Mas foram coisas banais, nunca contei alguma coisa que importasse; segredos, confições, desabafos... foram só coisas que perceberiam/descobriram com a convivência.
Percebi o quão falsa eu estava sendo com os outro e comigo. Estava fazendo-os achar que confiava neles, e fingindo estar bem tendo que contar coisas sobre mim. Eu nunca acreditei que realmente se interessavam por mim. Para mim, o que eles queriam era alguma demonstração de confiança para poder chamar nossa relação de amizade, não que eles, necessariamente, se importassem. Também porque nunca me perguntavam coisas realmente úteis.
Se importar com quantas vezes eu saio por semana, quantas pessoas diferentes eu beijo ou quais as besteiras que eu falei bêbada não é válido. Queria que me perguntassem como eu estou me sentindo. Queria que me perguntasse como foi descobrir, com 9 anos, que meu irmão era autista, como era ver ele tendo convulsão e vomitando, como era ver meus pais chorando, e como era dormir em casa e acordar na minha vó, sem meus pais. Queria que me abraçassem quando um cara que eu gostei muito mudou de país. Que tivessem percebido quando eu pseudo-tive depressão. Queria mãos quando eu brigava com os meus pais. Votos de felicidade para o meu namoro...
Não queria amizades carnais. Queria conversar por pensamento, falar coisas abstratas para explicar todos os fatos da vida. Preferiria mil vezes sentar num balanço em uma praça e falar sobre a infância, a velhice, os amores, as metas. Nada concreto, tudo incerto. Queria encontros para dar um abraço, dizer o quanto isso me é importante e ir embora, só. Deitar na rua e olhar o céu, inventar histórias para cada estrela, segurar a mão e me sentir não apenas instantaneamente feliz. Sentir saudades, lembrar da voz. Talvez sem histórias para se lembrar no futuro, ou momentos engraçados a compartilhar, mas um livre sensação de real entrega, não só de confiança.

Não confiar me desgastou. Desgastou a ponto de não tolerar/suportar as diferenças que temos. A ponto de me fazer olhá-los e sentir vergonha de ter sido igual. Nunca foi tão triste perceber que não temos mais nada em comum. E foi muito mais triste perceber que eu não tenho mais vontade nenhuma de insistir nisso. Eu já sabia, mas não queria ter as provas. Uma das “revelações” mais tristes que eu tive, e, com certeza, eu ainda vou ter que chorar muito para aceitar.