27/06/2008

Extra, extra, extra

Foi no domingo que eu sujeitei meu namorado à maior prova de confiança que eu poderia dar a ele. Deixei que ele pegasse dois alicates e avançasse em minha direção para abrir as bolinhas dos meus piercings, porque eu nunca as consegui tirar. Fiquei deitada na maior pose de cirurgia e ele tirou todas as bolinhas :) Senti uma alegria descomunal ao tirar todos os piercings, deixá-los de molho, limpá-los, limpar os furos e colocá-los novamente. Eis que, por conseqüência desse ato, eu perdi a bolinha do piercing do septo. Quase chorei. Ele já fica entortando a cada movimento que eu dou, agora, sem a bolinha, eu me sentia totalmente vulnerável a perdê-lo se ele entortasse um pouco mais. Mas acontece que ontem eu estava no RU e uma menina parou na minha frente. Depois de algumas falhas na comunicação ela me ofereceu uma bolinha, disse que tinha umas sobrando. E foi assim que eu economizei 1$ numa bolinha nova que eu só compraria na próxima segunda! Agora eu sou muito mais feliz! o/

Fechei o semestre. Não com notas, digamos, perfeitas, mas com notas muito boas. Ainda não sei ao certo, mas pelas minhas provas, não fiquei com menos de 7 em nenhuma! Quarta feira teve a festa junina da orquestra. Foi uma diversão sem tamanho. Dancei quadrilha feito uma caipira, comi feito uma porca, e me diverti feito uma louca o/ Hoje foi o último dia de aula que teria sido triste se não tivéssemos comido 100 salgadinhos e tocado samba a manha toda!

Está tendo casos de febre amarela em São Carlos, por isso a Ufscar está com uma campanha de vacinação. Adiei, mas fui tomar a vacina. Fiquei com medo, pedi até pras meninas irem comigo segurar a minha mão. Mas me veio na cabeça meu namorado brigando comigo dizendo que eu me furo inteira e falo que não dói, e agora fico com frescura. Então fui, corajosa, sozinha. Dor maior do que furar o mamilo não podia ser, e não foi. Agora eu posso ir pro Acre e ser picada que eu não morro \o/

16/06/2008

Concertos e despedidas.

Que fique bem registrado que o concerto que a Orquestra Experimental fez no Teatro Florestan Fernandes foi um tesão! E que o teatro de Garça não poderia ter inaugurado com um concerto melhor do que o nosso! Há :D Foi tudo muito lindo!

Pois é, nem sei explicar direito, mas meu pai passou em um concurso e teve que se mudar para o Rio de Janeiro para fazer um curso que, segunda ele, será inútil porque ele já sabe de tudo *maior metido, hahah* Por isso, há algumas semanas, fomos levá-lo no aeroporto. Nos despedimos bonitinho, e tava tudo bem, mas depois eu olhei para a minha mãe e ela chorava muito. Não me agüentei, e nem foi só por ver a minha mãe chorar. Alguma coisa estranha me deixou triste também. Eu nem moro mais com os meus pais, ele vai voltar nos finais de semana assim como eu, mas, por algum motivo, comecei a chorar. Daí eu disse para ele "eu também passo a semana toda fora e ninguém morre, e eu ainda vou fazer isso por 4 anos, você só vai fazer por 4 meses", mas, no fundo, eu tentava me consolar. O mais estranho disso é que eu nunca achei que gostasse do meu pai pra ficar triste com essa mudança. Sempre que eu faço passeios com ele, como quando a gente ia pescar ou então quando fomos numa festa no Rio, eu penso "uau, que pai divertido!", mas no dia a dia ele é carrancudo e coruja, e eu digo que não gosto dele. De qualquer forma, a sensação estranha foi só por alguns dias, já estou me sentindo normal :)

07/06/2008

Tive uma semana melhor, obrigada.

Aos poucos venho descobrindo caracteristicas maravilhosas nos meus amigos de faculdade. Mesmo que, por motivos do além ou não, eu esteja chateada, não consigo ficar quando estou perto deles. É sempre uma alegria, uma animação!, que, mesmo que seja exagerada e cansativa muitas vezes, no fundo me deixa muito feliz. Essa semana estive muito com eles. Tanto durante a Universidade Aberta, em que ficavamos falando maravilhas sobre o curso e fazendo (muito) barulho, quanto nas correrias para colar cartazes de divulgação do concerto, como nos meros momentos de descontração no palquinho seguido de passeios e lanches. Ganhando abraços toda vez que eu ficava mais isolada, conforme foi passando a semana eu fui melhorando. Ainda estou chateada/brava com a situação na casa de São Carlos, mas com esse apoio desintencional, eu consegui aguentar mais uma semana. Só não sei se aguento mais seis meses :P

Mesmo estando bem, muitas vezes eu fico com vontade de chorar. Hoje, do aboluto nada, eu surtei. Foi só meu namorado me chamar para ir para a casa dele comemorar o aniversário de um amigo, que o meu humor mudou repentinamente. Assumo que muitas vezes os meus pré-conceitos me limitam a visão, mas, quando as pessoas demonstram ser exatamente ou pior! do que eu imaginava, eu pego uma raiva, um ódio inexplicável que não muda jamais. Foi o que, infelizmente aconteceu com os amigos dele. Só de pensar na possibilidade de eu sair com eles, já me dá uma angustia tremenda, uma tristeza de verdade. E quando eu, efetivamente saio com eles, é curto o tempo que eu consigo ficar nos meus pensamentos, imaginando estar em outro mundo, só para fingir estar bem. Eu sempre consigo fingir que estou bem, sempre consigo rir, me divertir, quando, por dentro, eu quero gritar, chorar, morrer. Mas, por algum motivo que eu nem sei bem o qual, perto deles eu não consigo! Começa, aos poucos, me dar uma vontade louca de sair da onde é que eu estiver e voltar pra casa correndo! Parece que o ar começa a ficar insuficiente, é horrível! Hoje pensei que o Kleiton fosse terminar comigo. Não, ele não terminou e nem pareceu realmente ouvir o que eu tava falando, mas mesmo assim, me arrependi de ter sido sincera.

Enquanto eu ficava deitada, esperando que o frio me congelasse, tentando não prestar atenção no que estavam dizendo perto de mim, cairam lágrimas. Não foi choro, foi lágrima. Eu pedi, novamente, para ver a menina que está (estava?) perto de mim. Depois mudei de idéia, tive medo e não quis mais. Fechei os olhos e fiquei por um tempo assim, deitada, ignorando o frio, ignorando as pessoas, o mundo. Quando eu abri os olhos, eu não sentia frio, não ouvia a conversa, não via fumaças e nem pessoas. Tive dificuldade para respirar, como se tampassem o meu nariz, e eu chorei, silenciosamente, em desespero. Quando eu olhei pro céu, eu não entendi, mas as lágrimas caiam, caiam, muito estranhamente. E quando eu dei por mim, a mesma menina que está no quadro que foi pintado para mim na pintura mediúnica estava lá, nas nuvens. Fechei, apertei e esfreguei os olhos, mas ela continuava lá. Quis segurar a mão de alguém, mas tive medo de procurar. Foi quando voltei a sentir frio, quando as vozes voltaram a perturbar. As pessoas se mechiam e eu sentei, com os olhos secos, a respiração normal, como se não tivesse passado de um sonho. Quando começamos a andar, a mesma sensação de falta de ar apareceu, o mesmo cair de lágrimas incontrolável. Queria pode estar na minha casa, mas estava tão longe...! Em casa, demorei para dormir. O quadro em cima da cama parecia querer dizer alguma coisa, que eu, infeliz, não consegui entender. Uma das piores sensções do mundo para, no final, ter que fingir que isso é coisa da minha cabeça.