31/12/2010

Do alto do morro


Ainda que tenha sido penoso subir a ladeira do morro, o peso nas mãos já não fazia diferença. Diferença, essa palavra tão utilizada para separar os mundos, hoje só se faz presente nas cores do céu. Lá do alto, todos os sentimentos do mundo, experiências à flor da pele, misturam-se com o concreto, a terra, o sofrimento e a alegria. Quanto se aprende no alto do morro!, como se enxerga além! A visão melhora, o coração aflora. O peso da alma se vai e descer a ladeira é mais fácil. Lá de baixo, o castelo de madeira vistoso preenche a vista, preenche os buracos, preenche a vida. A vida não será mais a mesma.

Estive com você nessa subida, e nós sabemos que não foi fácil, mas que, de tão compensadora, nós continuamos subimos, e eu desejo de todo o meu coração que mesmo que a força pareça acabar você continue; ou, como você mesma disse:

“ Eu não vou renunciar a mim, nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.”

Esse é o meu presente de amigo secreto! E minha amiga secreta é querida, e é a Pet!

24/12/2010

Feliz Natal!

Que o Natal seja um momento para se acreditar que vale a pena viver um Ano Novo! Aproveitem esse dia da forma como vocês acreditam, e sejam infinitamente felizes!

18/12/2010

#199

Talvez seja mesmo o frio, uma delicada forma de calor.

12/12/2010

Carta ao Coronel

Fiquei sabendo que ninguém escreve ao coronel, e já que vivo para contar, resolvi escrever:

Querido Coronel,

Encontrei o relado de um náufrago, que contava a incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada. O verão feliz da senhora Forbes foi duramente interrompido pelo veneno da madrugada: folhetins contavam crônicas de uma morte anunciada. De tão triste e emocionante a história, fui investigar, e descobri que os funerais da mamãe grande se transformaram em doze contos peregrinos. Mandarei para você qualquer dia.

Na sesta de sexta feira, na última viagem do navio fantasma, o general em seu labirinto encontrou um senhor muito velho com umas asas enormes e olhos de cão azul; que recitava sobre o amor nos tempos do cólera. Entre outros textos do caribe, descrevia o cheiro de goiaba, e falava sobre o amor e outros demônios. Creio ser esse o homem suspeito das notícias de um seqüestro. Irei investigar.

Fiquei sabendo que você escreveu uma memória dos prazeres, intitulado "a memória de suas putas tristes". Gostaria de lê-la, se você não se importar, ficará só entre amigos.

Sem mais, aproveito a revoada dos pássaros e me vou.
Desejo-lhe que se livre do peso desses cem anos de solidão.

Com carinho,
Hans.


09/12/2010

"ela
que assumia a forma do amor quando amava

já não se reconhece mais"

(foi essa querida quem disso isso, belamente)

07/12/2010

nada melhor para o mau humor do que ouvir rap e ver que tem gente passando por coisas piores.


egoísta, confesso.
mas com esse mau humor, pouco me importa.

04/12/2010

Personagens: Eu, Mari, Carol e Matheus
Local: Encontro da Pós em Educação Musical da UNESP
Contexto: Depois de apresentarmos o nosso trabalho, fomos participar de uma mesa redonda intitulada "Música e História". Achavámos que tinha tudo a ver com o nosso trabalho e fomos assistir. Logo depois das primeiras falas percebemos que tinhamos acabado de nos meter numa fria e eu comecei a planejar uma saída discreta da sala. Foi aí que a Carol passou o seguinte bilhete, que foi logo respondido pelo Matheus:

- Para não parecer que estamos indo embora, e ficar chato com o pessoal, eu, a Mari e a Nati sairemos em cânone com o celular na mão. Depois o Matheus sai com todas as bolsas.
- É melhor a gente ir agachado por baixo das cadeiras, tipo o James Bond.

Daí nessa, deu um ataque de riso em todo mundo, e a gente saiu correndo e rindo da sala.