Fiquei sabendo que ninguém escreve ao coronel, e já que vivo para contar, resolvi escrever:
Querido Coronel,
Encontrei o relado de um náufrago, que contava a incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada. O verão feliz da senhora Forbes foi duramente interrompido pelo veneno da madrugada: folhetins contavam crônicas de uma morte anunciada. De tão triste e emocionante a história, fui investigar, e descobri que os funerais da mamãe grande se transformaram em doze contos peregrinos. Mandarei para você qualquer dia.
Na sesta de sexta feira, na última viagem do navio fantasma, o general em seu labirinto encontrou um senhor muito velho com umas asas enormes e olhos de cão azul; que recitava sobre o amor nos tempos do cólera. Entre outros textos do caribe, descrevia o cheiro de goiaba, e falava sobre o amor e outros demônios. Creio ser esse o homem suspeito das notícias de um seqüestro. Irei investigar.
Fiquei sabendo que você escreveu uma memória dos prazeres, intitulado "a memória de suas putas tristes". Gostaria de lê-la, se você não se importar, ficará só entre amigos.
Sem mais, aproveito a revoada dos pássaros e me vou.
Desejo-lhe que se livre do peso desses cem anos de solidão.
Com carinho,
Hans.
Escrevi essa carta para o amigo secreto do PIBID. Ela é composta por títulos de livros do Gabriel Garcia Marquez - meu autor favorito - que meu amigo andou lendo no começo do ano. Abaixo assinalei os títulos, caso alguém tenha interesse:
PS: Hans é o nome do personagem principal do livro que eu dei de presente para ele, O Dia do Coringa, de Jostein Gaarder.
Fiquei sabendo que ninguém escreve ao coronel, e já que vivo para contar, resolvi escrever:
Querido Coronel,
Encontrei o relado de um náufrago, que contava a incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada. O verão feliz da senhora Forbes foi duramente interrompido pelo veneno da madrugada: folhetins contavam crônicas de uma morte anunciada. De tão triste e emocionante a história, fui investigar, e descobri que os funerais da mamãe grande se transformaram em doze contos peregrinos. Mandarei para você qualquer dia.
Na sesta de sexta feira, na última viagem do navio fantasma, o general em seu labirinto encontrou um senhor muito velho com umas asas enormes e olhos de cão azul; que recitava sobre o amor nos tempos do cólera. Entre outros textos do caribe, descrevia o cheiro de goiaba, e falava sobre o amor e outros demônios. Creio ser esse o homem suspeito das notícias de um seqüestro. Irei investigar.
Fiquei sabendo que você escreveu uma memória dos prazeres, intitulado "a memória de suas putas tristes". Gostaria de lê-la, se você não se importar, ficará só entre amigos.
Sem mais, aproveito a revoada dos pássaros e me vou.
Desejo-lhe que se livre do peso desses cem anos de solidão.
Com carinho,
Hans.

Fiquei muito intrigada com os destaques em rosa o_o
ResponderExcluir"Desejo-lhe que se livre do peso desses cem anos de solidão."
Quero muito adicionar esse livro do Gabriel García Marques à minha lista de lidos dele, adoooooro!
Beijos
nossa, que singela essa carta,
ResponderExcluirquão doces as palavras...
lindo e nem sei mais o que dizer...
beijos