12/12/2010

Carta ao Coronel

Fiquei sabendo que ninguém escreve ao coronel, e já que vivo para contar, resolvi escrever:

Querido Coronel,

Encontrei o relado de um náufrago, que contava a incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada. O verão feliz da senhora Forbes foi duramente interrompido pelo veneno da madrugada: folhetins contavam crônicas de uma morte anunciada. De tão triste e emocionante a história, fui investigar, e descobri que os funerais da mamãe grande se transformaram em doze contos peregrinos. Mandarei para você qualquer dia.

Na sesta de sexta feira, na última viagem do navio fantasma, o general em seu labirinto encontrou um senhor muito velho com umas asas enormes e olhos de cão azul; que recitava sobre o amor nos tempos do cólera. Entre outros textos do caribe, descrevia o cheiro de goiaba, e falava sobre o amor e outros demônios. Creio ser esse o homem suspeito das notícias de um seqüestro. Irei investigar.

Fiquei sabendo que você escreveu uma memória dos prazeres, intitulado "a memória de suas putas tristes". Gostaria de lê-la, se você não se importar, ficará só entre amigos.

Sem mais, aproveito a revoada dos pássaros e me vou.
Desejo-lhe que se livre do peso desses cem anos de solidão.

Com carinho,
Hans.


Escrevi essa carta para o amigo secreto do PIBID. Ela é composta por títulos de livros do Gabriel Garcia Marquez - meu autor favorito - que meu amigo andou lendo no começo do ano. Abaixo assinalei os títulos, caso alguém tenha interesse:

PS: Hans é o nome do personagem principal do livro que eu dei de presente para ele, O Dia do Coringa, de Jostein Gaarder.

Fiquei sabendo que ninguém escreve ao coronel, e já que vivo para contar, resolvi escrever:

Querido Coronel,

Encontrei o relado de um náufrago, que contava a incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmadaO verão feliz da senhora Forbes foi duramente interrompido pelo veneno da madrugada: folhetins contavam crônicas de uma morte anunciada. De tão triste e emocionante a história, fui investigar, e descobri que os funerais da mamãe grande se transformaram em doze contos peregrinos. Mandarei para você qualquer dia.

Na sesta de sexta feira, na última viagem do navio fantasmao general em seu labirinto encontrou um senhor muito velho com umas asas enormes e olhos de cão azul; que recitava sobre o amor nos tempos do cólera. Entre outros textos do caribe, descrevia o cheiro de goiaba, e falava sobre o amor e outros demônios. Creio ser esse o homem suspeito das notícias de um seqüestro. Irei investigar.

Fiquei sabendo que você escreveu uma memória dos prazeres, intitulado "a memória de suas putas tristes". Gostaria de lê-la, se você não se importar, ficará só entre amigos.

Sem mais, aproveito a revoada dos pássaros e me vou.
Desejo-lhe que se livre do peso desses cem anos de solidão.

Com carinho,
Hans.

2 comentários:

  1. Fiquei muito intrigada com os destaques em rosa o_o
    "Desejo-lhe que se livre do peso desses cem anos de solidão."
    Quero muito adicionar esse livro do Gabriel García Marques à minha lista de lidos dele, adoooooro!
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. nossa, que singela essa carta,
    quão doces as palavras...
    lindo e nem sei mais o que dizer...

    beijos

    ResponderExcluir

Comentar é espalhar amor ♥

PS: Quer receber a resposta do seu comentário? Clique em "notifique-me"