15/04/2014

14 coisas para ser em 2014

No começo do ano, o Rotaroots lançou a blogagem coletiva "14 coisas para ser em 2014". Lá em janeiro, quando foi sugerido que a gente postasse, eu não consegui pensar em nada que eu fosse realmente tentar ser durante o ano de 2014. Eu até dei uma lida em vários blogs pra ver se eu me inspirava, mas nada...

Hoje, 15 de abril, dia em que eu faço 25 anos, consegui começar a listar alguns itens que eu preciso resolver em mim mesma. Vou construindo essa lista ao longo do ano. Sem pressão :)

(1) Ser menos ansiosa
Descobri recentemente que eu sou uma pessoa ansiosa! Nunca achei que eu fosse porque eu costumo ser bem tranquila e paciente, mas percebi que eu tenho uma dificuldade terrível em fazer coisas à prazo! Quando eu começo alguma tarefa, eu preciso fazê-la até o final, da melhor forma possível, e de uma vez só! Se por algum motivo eu tenho que interromper ou adiar essa tarefa (por motivos simples, como por exemplo, já é meia noite e eu preciso dormir), eu fico tão ansiosa pra terminar essa tarefa que eu não consigo fazer mais nada de tanto pensar nisso!

Por isso eu tenho estabelecido horários bastante rígidos para mim: acabou o tempo, vou fazer outra coisa, depois eu continuo. É difícil, mas tenho tentado!

(2) Ser menos ciumenta, possessiva e insegura no meu relacionamento
Eu já postei aqui falando como eu sinto ciúmes e como isso me faz mal. Já tentei racionalizar os motivos pelos quais eu sinto ciúmes ou posse e nenhum deles me pareceram aceitáveis, por isso quero eliminar de mim esses sentimentos, de vez!

Tenho tentado distrair a cabeça e não ficar procurando sarna pra me coçar. Tenho tentado fazer mais coisas por mim, pra não me sentir tão pra baixo e dependente. Me sentindo melhor eu não tenho porque fazer cobranças. Pelo menos é nessa teoria que eu me apoio neste momento. Continuo tentando!

(3) Ser mais alto astral
Eu levo as coisas muito a sério. Muito! Não consigo me divertir e relaxar sem pensar nos problemas no mundo e sem me sentir mal por estar descansando ao invés de estar fazendo alguma coisa útil pra alguém. Mas o problema que por isso eu fico cansada, mau humorada, e acabo não fazendo bem pra ninguém. É um ciclo vicioso estranho.

Decidi que nesse ano eu iria me conectar com o Universo de uma maneira diferente! Buscar aquilo que é mais positivo, mais tranquilo, que me faça bem! Me relacionar com as informações, com o trabalho e com as pessoas de um jeito mais leve, sem cobrança, sem julgamento! A insônia e o vitiligo me dizem que eu preciso diminuir o ritmo da minha vida, e eu acho que o primeiro grande passo é deixar que as coisas fluam com mais naturalidade e com mais amor!



14 coisas para tentar ser em um ano não é coisa fácil, se você é daqueles que se compromete de verdade. Por isso a lista não termina hoje, termina no final do ano, quando eu fizer o balanço e descobrir o que eu realmente consegui fazer!

Hoje eu só consigo pensar que estou fazendo aniversário! Adoro, adoro fazer aniversário! Adoro me reencontrar, me redescobrir, me reinventar! 25 anos! Ah, se eu soubesse como era ter 25 anos...!

♥

11/04/2014

Depois de Lucía

     De tempos em tempos eu decido que preciso ver um filme pra chorar. É que eu não costumo chorar muito, mesmo quando alguma coisa me deixa bastante chateada, então chega um momento em que eu fico com várias coisas guardadas precisando ser "choradas", e a melhor saída que eu me dou é assistir um filme triste que me faça começar a chorar - difícil é conseguir parar, rs.

Então fui procurar na minha lista de quero ver no Filmow algum drama e encontrei Depois de Lucia. A sinopse que está lá no site é:

Desde a morte de sua esposa, Roberto não consegue dedicar muito tempo à sua filha Alejandra, uma jovem de 15 anos. Para escapar da depressão que passa a dominar a rotina dos dois, pai e filha deixam a cidade de Vallarda em busca de uma nova vida na Cidade do México. Envergonhada e incapaz de explicar para o pai as razões, Alejandra omitirá as humilhações e abusos emocionais e físicos sofridos em seu novo colégio. Os dois vão se distanciando cada vez mais, à medida que a violência toma conta de suas vidas.

Confesso que o que me chamou a atenção foi a capa, e eu praticamente não tinha prestado atenção na sinopse. Mais acontece que esse filme é muito mais do que um retrato de bullying, como muitas pessoas descreveram nos comentários do Filmow. Na minha opinião, pra ser bem sincera, o bullying já é uma violência, mas nesse filme a violência é em níveis tão exagerados, que chamar isso de bullying é a mesma coisa que dizer que isso é uma brincadeira de adolescentes sem importância!

Não, não, não!

O filme é tão tenso, tão agoniantes, que deveria ser catalogado como "terror" ao invés de "drama". No final do filme, eu sentia tanta dor, tanta tristeza, tanta raiva, tanto ódio, que eu nem consegui chorar!!

Bom, mas deixa eu contar sobre o filme (contém alguns detalhes sobre o filme):

Lucía era a mãe de Alejandra, que faleceu em um acidente. Depois da sua morte, a Ale e seu pai custam em retomar suas vidas. Embora eles tentem, a relação deles não é muito próxima, e os dois não conseguem superar a perda. Eles acabam se mudando de cidade, e Ale conhece algumas meninas na nova escola. Elas ficam amigas e logo Ale já faz parte do grupinho dessas meninas, sendo até convidada para ir a uma festa. Nesta festa, ela acaba flertando com um dos garotos do grupo, e no final da festa eles transam. No dia seguinte, quase toda a escola já estava sabendo disso pois eles haviam gravado o sexo no celular do menino, e um amigo dele espalhou pra todo mundo. Acontece que uma das meninas que Ale tinha ficado amiga gostava desse menino, e ela ficou revoltada. Ale teria superado tudo isso, pois o menino pediu desculpas e se mostrou realmente preocupado com isso, mas essa menina fez da vida da Ale um inferno.



Eu não vou detalhar, porque eu acho que histórias como essas a gente já está quase se cansando de ouvir: casal grava vídeo durante o sexo, rapaz compartilha o vídeo, garota é tachada de vadia e o mundo todo se acha no direito de julga-la e humilha-la, enquanto não se fala nada do rapaz.

Acontece que o filme não pára aí. Não para, sabe porque? Sabe aqueles comentários que as pessoas deixam nas páginas de noticias? Aqueles comentários que a gente NUNCA deve ler pra não perder a fé na humanidade? Pois é, por trás dos comentários anônimos pela internet há pessoas reais de carne e osso, e são essas pessoas que, no filme, vão se achar no direito de fazer o que quiserem com a Alejandra.

Ale é humilhada em todos os sentidos: fisicamente, esteticamente, emocionalmente, sexualmente...! 

Ao mesmo tempo, seu pai vai se afundando em uma tristeza por conta da morte de Lucía. Ele não consegue se dar bem no emprego, e nem superar a tristeza. Vendo seu pai triste, Ale não quer preocupá-lo e acaba não contanto nada, nem do vídeo, nem das outras violências (sim, violênciaS!). E com o tempo, além da tristeza pela morte da mãe, pela tristeza do pai, Ale parece que se anestesia, e ela não consegue mais reagir. Ela não tem motivos, ela não tem forças, ela não tem apoio, não tem auto-estima. Parece até que não sente dor por tudo o que acontece, porque ela não expressa nenhum sentimento.

Mas a gente percebe. Quem assiste o filme sente como ela se sente. A gente sente a sua dor, e a gente fica com ódio por ela não reagir, por não contar pra ninguém. Mas a gente sabe como ela está fragilizada, e a gente só quer dar um abraço nela. A gente sente ódio por não poder fazer nada. A gente sente ódio pelas pessoas que fizeram todas essas coisas com ela!

Ale foi vítima de uma sociedade machista. Ale foi vítima de homens e mulheres machistas. Ale foi julgada por pessoas machistas: no filme, todos acharam que poderiam usa-la; na vida real, muitos acharam impossível alguém ser tão passivo nessa situação, e que foi ela quem não colocou um limite (oi?!)

Esse filme, na minha opinião, serve pra gente entrar no mundo da vítima de abuso sexual, entender seus medos, suas tristezas, suas dores, e não para julga-la - porque, lembram: a culpa nunca é da vítima! Ah, e pra gente aprender até onde é bullying, e onde começa a ser violência pura e cruel. Esse filme não é pra você continuar sendo como era antes, esse filme é para você se permitir ver as coisas por outro angulo!

O filme é forte, como eu disse, me deu tanta raiva que eu nem consegui chorar. Me fez ficar com ódio do mundo, com nojo das pessoas. Tentei procurar mais fotos pra colocar aqui, mas confesso que só de ver as imagens já me da uma sensação ruim...

Embora o filme seja todo tenso, todo triste, vale muito a pena assistir. Inclusive, acho que ele é um filme obrigatório para todas as pessoas no mundo! De verdade!

Sei que eu sou péssima em fazer sinopse, ainda mais sem contar detalhes cruciais que podem estragar o suspense, já que o filme mexeu muito comigo. Mas eu peço, por favor, prometam que vão assistir esse filme, e prometam que nunca vão culpar uma vítima de estupro ou qualquer outra violência sexual, e prometam que vão sempre tentar ser pessoas melhores para o mundo não ser dominado por essa aberração humana!!


07/04/2014

Escuta de novo: Marina Wisnik

   A Marina Wisnik foi mais uma das artistas que eu conheci através Musicoteca. Mais uma daquelas inesperadas e incríveis descobertas! O que mais me chamou atenção foi que suas músicas são bem simples, com poucos instrumentos, mas com letras que são verdadeiros poemas. Depois que eu fui descobrir que ela é poetiza! -- eu tenho uma queda por poetas que fazem música, não sei explicar ♥


No mês passado, a Marina Wisnik veio tocar no SESC, e lógico que eu fui assistir! O show não foi tão bacana. Estava chovendo, o espaço era aberto, então o som não estava muito legal... Mas mesmo assim, é sempre legal ver um artista que você gosta ao vivo! Pude conversar um pouquinho com ela e acabei comprando seu livro de palíndromos.

Palíndromos são aquelas palavras que lidas de trás pra frente significam a mesma coisa (tipo OVO, ARARA, etc). São 28 poemas palíndromos, e o livro se chama SÓS.

A arte do livro é maravilhosa! Ele vem numa caixinha, as páginas soltas, e cada poema em uma página. Cada folha tem uma cor, uma letra e uma textura diferente. Fiquei encantada! -- e já estou planejando colocar alguns em uma moldura para pendurar na parede!

Tirei algumas fotos, enquanto vocês veem as fotos e leem os poemas (experimentem ler de trás pra frente também!), vão escutando "Miragem"




Marina Wisnik "SÓS" - 2009



Porque eu tinha que tietar, né



"eco vil. ar ama, areia cai: era amar ali você"





06/04/2014

Canções da vida (parte 3)


    
    Depois de um ano que eu me mudei para São Carlos nós já tínhamos mesmo perdido o contato. Depois de anos deixando nossas mães loucas porque saíamos da escola de música e íamos pra pracinha balançar no balanço, conversar e criar teorias sobre a vida, algo aconteceu e nós não tínhamos mais o que conversar. Tão estranho que nós fazíamos listas de assunto para que quando a gente se encontrasse na outra semana nós pudéssemos continuar com a nossa querida tradição de ficar conversando na rua até escurecer. E as nossas mães, ligando assustadas para nossos celulares porque ainda não tínhamos voltado para casa. Me lembro de uma vez que eu cheguei em casa chorando -- uma das raras vezes que eu não consegui esconder o choro dos meus pais -- e quando perguntaram o que tinha acontecido, contei "briguei com o Flavio", mas na verdade, era muito pior, pior do que ter discutido (coisa que eu não lembro de ter acontecido), era ver o quanto a gente se gostava, o quanto nós éramos amigos e nos dávamos bem mas que, sem nunca termos entendido porque, estávamos nos afastando um do outro!
     Depois que nos formamos na escola de música, não tínhamos mais a rotina em comum que nos fazia tentar mais uma vez aquela conversa descontraída de horas e horas. Alguns meses depois, como fazíamos cursinho no mesmo lugar, nós nos encontrávamos pelos corredores, aqueles abraços apertados e longos, e sempre aquele saudosismo de outros tempos: "vamos lá fora conversar?"
     Nunca mais foi igual embora tentávamos com muito amor e carinho. Eu já não conhecia seus amigos, e nem sabia o que ele ia prestar no vestibular. Ele tinha deixado a música de lado e nunca mais combinamos de assistir algum show juntos. Mesmo com tudo isso eu ainda dizia que você era o meu melhor amigo. Meu amigo de áries que era eu mesma em outro corpo, ao mesmo tempo que era o complemento de mim.
     Não me lembro de termos conversado mais depois que eu me mudei para São Carlos. Essa foi uma mudança que ao mesmo tempo em que foi ótima, foi terrível. Não lidei muito bem no começo e optei por deixar pra trás toda lembrança que eu tinha de Campinas, dos lugares às pessoas. Me afastei de todos, jogando pedras, desejando não querer nada daquilo pra minha nova vida. Embora nunca tenha te contado, você foi uma das pessoas que eu acabei abandonando.
     Depois do primeiro ano na faculdade tive três meses de férias, e acabei voltando para Campinas para visitar meus pais. Naquele mês eu já queria voltar para São Carlos, porque, além de tudo, eu estava organizando a calourada dos bixos que entrariam naquele. No meu último final de semana de férias, resolvi ir no centro comprar roupas. E aí começa toda uma série de coisas que eu não consigo acreditar que tenham sido ao acaso. Primeiro porque eu nunca gostei de comprar roupas, muito menos no centro, muito menos no final de semana, muito menos de manhã. Mas eu estava lá, no sábado, cedinho, no centro, comprando roupas.
     Na hora de voltar, fiquei esperando meu ônibus no ponto onde eu sempre pegava o ônibus para ir para a casa dos meus pais. Depois de um ano fora da cidade, eu não sabia que o ponto daquela linha tinha mudado de lugar. Já meio nervosa, acabei pegando outro ônibus que passava mais ou menos perto de casa. Quando eu estava chegando em casa, o ônibus estava tão lotado, mais tão lotado, que eu não consegui descer no ponto certo, e acabei indo até o ponto final, que era o terminal do Shopping, pensando que então lá eu pegaria outro ônibus que fosse para a minha casa. Quando eu cheguei no terminal, vi que eu não tinha dinheiro para pegar outro ônibus, e, já com raiva de tudo, cheia de sacolas e um sol bem forte na cabeça, decidi ir a pé do Shopping para a casa dos meus pais. Seria um trajeto de mais ou menos 40 minutos, apenas uma descida, coisa fácil -- eu já tinha feito isso outras vezes.
     Eu já tinha andado mais da metade do caminho e já estava muito próxima da casa dos meus pais. Percebi uma festa cheia de pessoas do outro lado da rua, e um garoto atravessando a rua e depois sumindo. Andei mais um pouco e esse garoto surgiu na minha frente dizendo uma coisa que eu não tinha entendidO e eu falei a frase que mais me irrita de lembrar ter falado na minha vida: "desculpa, não entendi". Ele tinha uma arma (ou não tinha, nunca saberei) embaixo da blusa e estava me assaltando. Pegou minha bolsa com tudo o que tinha dentro, e as sacolas de compra. Foi a primeira e única vez que eu fui assaltada na minha vida.
     O que poderia ser uma coisa totalmente trágica hoje eu encaro como uma conspiração do Universo. Não consigo ter raiva daquele assaltante, não consigo ter raiva do ônibus errado nem de nada o que aconteceu.... porque foi por causa disso que eu tive que ficar mais uma semana em Campinas, para fazer meus documentos, e adiei minha volta para São Carlos.
     Na segunda ou terça feira, não me lembro e algo em mim não quer descobrir, pra não guardar na memória a data específica, já que os sentimentos desse dia já são pesados demais para guardar, eu vi um e-mail do meu pai que dizia algo como "avisamos todos os trabalhadores que o filho da trabalhadora Tereza, Flavio Monteiro, faleceu". Sabe quando por um segundo você não acredita em uma coisa? Quando você não vê possibilidade nenhuma daquilo ser verdade? Meu pai e a mãe dele trabalhavam no mesmo lugar, foi enviado uma nota de falecimento para todos os empregados, não, infelizmente, não tinha chance daquilo não ser real.
     Foi a primeira vez que eu chorei com a morte de alguém. Chorei incontrolavelmente, inconsolavelmente. Eu nem sabia chorar tudo aquilo, não sabia o que fazer com aquele choro, não conseguia entender, não conseguia pensar, eu só sentia uma tristeza e uma dor tão fortes, que eu só conseguia chorar.
     O enterro era naquele mesmo dia. E é por isso que eu falo que o Universo, de um jeito bastante torto, estava por trás de tudo isso. Não pode ter sido o acaso! Se nada disso estivesse acontecido, eu estaria em São Carlos, estaria fora de casa, não teria visto o e-mail do meu pai, não teria como ter voltado para Campinas a tempo!
     Minha mãe me levou ao enterro e eu não consegui falar uma palavra no carro. Eu só chorava. Não tinha coragem de ir até o lugar onde estava sendo o velório, não conseguia me aproximar de ninguém que eu conhecia. Quando alguns amigos da escola de música me viram, vieram correndo falar comigo, eles estavam preocupados porque ninguém mais tinha contato comigo e tinham medo que eu não ficasse sabendo. Eu fico imaginando como seria se eu não tivesse sabido, como seria descobrir depois de alguns anos, que meu melhor amigo morreu em um acidente...! Isso, sem dúvidas, é muito pior do que ser assaltada!
     Com esses amigos, durante o velório, eu ri muito. Ri porque o Flavio era uma pessoa muito alto astral, muito divertida, não tinha como lembrar dele sem contar qualquer história engraçada! Todo mundo gostava dele, todo mundo se divertia com ele, era impossível que o velório fosse apenas com lágrimas. A gente ria, relembrava, chorava, ria, em um trágico encontro de amigos queridos que estavam distantes há muito tempo.
     Numa época onde máquinas fotográficas digitais não eram tão comuns, só me entristece saber que não tínhamos mais fotos juntos e que não registramos nossos momentos divertido!
     Hoje seria seu aniversário se estivesse com a gente na Terra. Meu querido amigo, filho de Áries, irmão, amigo, marido de mentirinha. Não consigo não lembrar de você, não consigo não chorar quando percebo que você morreu, mesmo que já tenham passado cinco anos. Sonho com o dia em que a gente vai se reencontrar e a gente vai poder dar aquele abraço de urso que durava minutos e que era tão apertado, tão gostoso, tão acolhedor! Rezo para que você esteja bem, e que também sinta saudades de mim! Você ainda é e sempre será o meu melhor amigo, o mais querido, aquele que eu nunca tive pudor, vergonha ou medo de falar qualquer coisa, por mais fora do padrão que pudesse ser. Sinto falta dos nossos fins de tarde, das idas ao cinema, das conversas, das músicas que trocávamos, de ver você tocar, de tocar com você, de rir toda vez que você levava um tombo, e de dizer que eu amo você, do jeitinho que você é! Sinto sua falta como nunca senti falta de ninguém! Eu te amo, e nunca, nunca, vou te esquecer! ♥