Não ia postar, mas agora decidi que vou. Apesar de ter sim coisas mais importantes para fazer, como terminar o meu trabalho e fazer um resumo de um texto longuíssimo, estou aqui na frente dessa máquina usurfruindo do ódio que ela me faz ter com tamanha lerdeza!
Pois bem, depois de um mês coletando textos, idéias, depoimentos sobre educação especial e música, resolvi organizar aquele mundarel de palavras – uma vez que o trabalho tem que ser entregue na próxima terça *pânico*. Ontem eu fiquei até altas horas fazendo isso, e quase achei que tivesse terminado (se não fossem as duas páginas a mais que eu precisaria escrever para ter a quantidade de páginas pedida), porém, algo de extrema infelicidade aconteceu: eu fechei o word sem salvar e nem percebi O_O Hoje de manha quando eu fui procurar o arquivo para inventar mais coisas para por no trabalho, não o achei. Resumindo: tive que fazer tudo de novo. O que me consola é saber é que nessa nova versão só falta uma página e meia o/
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Sinto que tive uma semana um pouco tensa. Claro, eu já sabia que seria. Depois do Encare é muito estranho olhar para o mundo e ver que ele não é perfeito – porque lá tudo faz a gente realmente acreditar nessa possibilidade. Quando cheguei em casa, em São Carlos, a casa estava bagunçada, mas também se manteve enquanto estive lá. Não consegui ententer que a louça passou suja um final de semana, dando brechas para possiveis bichinhos asquerosos invadirrem alegremente a minha cozinha! Me recusei a arrumá-la. Disse para mim que só arrumaria o que eu bagunçasse. E assim passei quatro dias lá. No fundo, não sei se já sinto que lá é a minha casa. Por ter outra pessoa morando comigo, muitas vezes me sinto vizita, e não tenho coragem de dizer o que me incomoda. Para certas coisas eu não sei ser sutil, e então eu evito brigas. Na quarta feira eu não tenho aulo, tenho só ensaio às 19hs, mas mesmo assim acordei às 8hs para ir para a federal, fazer qualquer coisa que não fosse estar em casa. Ela é minha amiga, eu sei, mas sei também que eu sou e gosto de ser uma pessoa sozinha que vive hamoniozamente com suas manias. Mas se engana quem pensa que eu tenho prazer em arrumar as coisas! Meu prazer está em ver as coisas arrumadas. E, como é a única solução para a bagunça alheia, eu as arrumo. Mas não, não fico feliz. Também queria poder dormir, ouvir música, ficar no msn, estudar, talvez, mas eu vou arrumar a casa, porque eu moro nela e não tenho mais uma mãe para fazer as coisas por mim.
O diagnostico dado pelo meu namorado foi “amadurecimento”. Eu já havia falado para mim que amadureci nesses quase quatro meses, mas alguém que me vê de fora ter percebido e me dito isso me chocou. Nem sei bem porque se era o que eu estava querendo. Queria mesmo amadurecer. Talvez ninguém entenda o que leva uma pessoa a escolher fazer faculdade de música, talvez também ninguém te respeite por suas provas, seus trabalhos parecerem brincadeira, mas na minha cabeça há uma forte luz que me diz que tudo o que eu estou fazendo está certo, e que esse é exatamente o caminho que eu devia estar. O que acontece é que eu já tenho planos, eles já foram decididos há muito tempo, e agora que eu comecei a concretizá-los, eu não quero que universitários ainda mimados me cansem antes de eu conseguir o que eu quero. E não, vocês, pessoas que ainda não decidiram o que querem, não vão tirar isso de mim! Passei a tarde procurando apartamentos, quero mudar de casa...
Me afastar dos amigos, sim!, mudar de novo, sim! Só para conseguir o que eu sempre quis!
30/05/2008
28/05/2008
13º Encare
Não foi um acampamento como qualquer outro. Foi uma fuga. Abriu-se um grande portal e, depois de sete horas de viagem, estávamos em Conceição do Rio Verde. Lá era um universo paralelo. Lá não havia maldade, falsidade, só havia sentimentos e sensações boas e verdadeiras. Foram quatro dias vivendo na mais pura harmonia entre as pessoas, a natureza, e o mundo.
Já na primeira atividade fomos induzidos à exposição: responder a pergunta: qual é o seu sonho? E, no meio de pessoas conhecidas e desconhecidos, tivemos que assumir nossos sonhos. Quatro dias de confinamento, exposição e cumplicidade, trabalhando nosso interior através dos nossos sonhos.
Vivências maravilhosas, inesquecíveis, inexplicáveis. É impossível descrever o sentimento que há entre aquelas pessoas que eu só vejo uma vez por ano, ou entre as que eu acabei de conhecer que mesmo assim são tão íntimas e tão amadas, e o sentimento que fica dentro de todo o meu interior durante e depois de cada Encare.
Encare. Encarar-me. Encarar o mundo. Coragem, força. Força... é o que essa experiência trouxe pra mim. Força para desafiar a única pessoa que me impede de conseguir o que eu quero: eu mesma.
Fotos, fotos, fotos!
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Agora retomei o blog :D
Já na primeira atividade fomos induzidos à exposição: responder a pergunta: qual é o seu sonho? E, no meio de pessoas conhecidas e desconhecidos, tivemos que assumir nossos sonhos. Quatro dias de confinamento, exposição e cumplicidade, trabalhando nosso interior através dos nossos sonhos.
Vivências maravilhosas, inesquecíveis, inexplicáveis. É impossível descrever o sentimento que há entre aquelas pessoas que eu só vejo uma vez por ano, ou entre as que eu acabei de conhecer que mesmo assim são tão íntimas e tão amadas, e o sentimento que fica dentro de todo o meu interior durante e depois de cada Encare.
Encare. Encarar-me. Encarar o mundo. Coragem, força. Força... é o que essa experiência trouxe pra mim. Força para desafiar a única pessoa que me impede de conseguir o que eu quero: eu mesma.
Fotos, fotos, fotos!
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Agora retomei o blog :D
20/05/2008
Passa tempo, tempo passa
Para evitar posts revoltosos que não fariam muito sentido, me ausentei. No fundo está tudo bem, é só a minha querida mania de perfeição que me deixa insatisfeita com as pessoas e com o mundo. Volto para Campinas amanha e posto decentemente, caso dê :)
05/05/2008
A história de como eu perdi um dente + A Marcha da Maconha
Estavamos Kleiton e eu no Woodstock, ele sentado num banquinho, eu na frente dele. A Aua e a Umi também estavam sentadas e também estavamo no Woods, porém, sentadas no chão. Por motivo de uma brisa um pouco mais forte, a garrafinha de água que estava sentada no banco ao lado do Kleiton, voou na direção da Aua, enxarcando-na. Ela, super enfurecida, levantou, com sangue nos olhos, gritando, profanizando nossa – minha e do Kleiton - morte, com a garrafa na mão ameaçando bater em nós com ela. Ao mesmo tempo, eu abaixava para lhe auxiliar nessa situação tão delicada, com toda a genteliza de uma amiga. Nos movimentavamos na mesma direção em sentidos opostos, e foi assim que a garrafa que ela segurava furiosamente me acertou. Eu gritei: “Você quebrou meu dente!”, e ela disse: “E você me molhou com água!”. Tentei argumentar, mas não a convenci de que água era melhor do que um dente a menos. Ela, não satisfeta, jogou o resto da água na gente, e eu, ainda me preocupando ela – porém agora banguela – lhe abracei pro molhado da sua roupa passar para a minha roupa. E nem assim ela comoveu ._.
Ps1: Essa história é verídica :D
Ps2: Mas não quebrou meu dente, só machucou a boca x)
Ps3: O dente mesmo eu perdi hoje de manhã numa cirurgia de extração do ciso :(
Sobre a marcha: fiquei sabendo há acho que faz duas ou três semanas e, assumo, achei ridículo. Imaginei que só teria um monte de gente que não quer saber de nada da vida, que acha que abala, fumando com a maior pose de ‘prenda-me se for capaz’. Mas, quando soube que, durante a marcha, o consumo da maconha não seria permitido, me esquivei. Esquivei porque senti que seria um negócio sério, mesmo que, obviamente, pessoas tipo citadas acima estariam lá estragando todo o ideal. No fundo eu achei que não fosse dar certo mesmo, a maconha é um grande tabu e ninguém – das pessoas ligadas à política - quer ser o primeiro a discutir sobre sua legalização. Eu não tenho uma opinião formada sobre isso. Lí um folhetinho sobre a marcha e não me convenci que isso deve ou não deve acontecer; tem seus problemas, tem seus benefícios, mas eu realmente não sei o que achar disso. Se fosse comprovado que iria diminuir o tráfico, eu até iria à marcha, defender de verdade a legalização, mas como isso é só uma dedução – mesmo que pareça lógico – e não uma certeza... De qualquer forma, barrar a manifestação foi o cúmulo do autoritarismo, e isso sim eu não apoio de verdade.
O pior nessa história toda, é que ninguém sabe agumentar e respeitar. Todos têm suas opiniões a respeito, querem impô-las aos outros, mas não sabe ser pacifico e convincente para isso. E quem assistiu MTV Debate hoje, me entendeu.
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Credo, que post longo.. 0:)
Ps1: Essa história é verídica :D
Ps2: Mas não quebrou meu dente, só machucou a boca x)
Ps3: O dente mesmo eu perdi hoje de manhã numa cirurgia de extração do ciso :(
Sobre a marcha: fiquei sabendo há acho que faz duas ou três semanas e, assumo, achei ridículo. Imaginei que só teria um monte de gente que não quer saber de nada da vida, que acha que abala, fumando com a maior pose de ‘prenda-me se for capaz’. Mas, quando soube que, durante a marcha, o consumo da maconha não seria permitido, me esquivei. Esquivei porque senti que seria um negócio sério, mesmo que, obviamente, pessoas tipo citadas acima estariam lá estragando todo o ideal. No fundo eu achei que não fosse dar certo mesmo, a maconha é um grande tabu e ninguém – das pessoas ligadas à política - quer ser o primeiro a discutir sobre sua legalização. Eu não tenho uma opinião formada sobre isso. Lí um folhetinho sobre a marcha e não me convenci que isso deve ou não deve acontecer; tem seus problemas, tem seus benefícios, mas eu realmente não sei o que achar disso. Se fosse comprovado que iria diminuir o tráfico, eu até iria à marcha, defender de verdade a legalização, mas como isso é só uma dedução – mesmo que pareça lógico – e não uma certeza... De qualquer forma, barrar a manifestação foi o cúmulo do autoritarismo, e isso sim eu não apoio de verdade.
O pior nessa história toda, é que ninguém sabe agumentar e respeitar. Todos têm suas opiniões a respeito, querem impô-las aos outros, mas não sabe ser pacifico e convincente para isso. E quem assistiu MTV Debate hoje, me entendeu.
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Credo, que post longo.. 0:)
01/05/2008
Música para estar distante
Andei arrumando minhas pastas de músicas. Achei cada lixo que eu nem fazia idéia! :D Tudo bem que eu queria ouvir "Agora eu to solteira" por isso eu baixei, mas não havia necessidade alguma de mantê-la no meu computador, hahahah. Achei também vários cds ainda zipados que eu nunca tinha descompactado, que eu baixava e simplesmente esquecia, e foi nessa que eu achei um cd lindo do Arnaldo Antunes: Nome. É poesia concreta musicada *-* Como eu não sei fazer isso, não vou por para vocês, amigos blogueiros, ouvirem, também porque eu acho que ninguém ia querer ouvir de verdade. Então, vou tentar traduzir em palavras as sensações que tive:
Escutei uma vez, só ouvindo. A música entrava por um ouvido, dançava dentro do meu cérebro e saia pelo outro lado. Quando o cd acabou, parecia que alguma coisa dentro de mim dançava, e então decidi ouví-lo novamente. Parei de fazer tudo o que eu estava fazendo só para prestar atenção e tentar entender alguma coisa. Quase em vão; muitas das músicas eram palavras soltas, várias pessoas falando coisas diferentes ao mesmo tempo, o próprio caos. Mas isso me agradou. O caos no meio da música chamou minha atenção. Depois de ouvir atentamente, fui ouvir lendo as letras e concluí: Arnaldo Antunes devia ser estudado nas aulas de Literatura do colégio; é o melhor concretista que eu já vi! Depois de todas as possibilidades racionais de se ouvir o cd, decidi analizar o nome das músicas e até agora isso está me intrigando: são palavras pequenas, que com certeza, se reorganizadas, formam uma frase, e aposto que essa frase diz alguma coisa bem gradiosa!Lembrar de ouvir esse cd depois de usar drogas! Ô.ô
Tente formar alguma coisa:
Fênis, Diferente, Nome, Tato, Cultura, Se não se, O macaco, Carnaval, Campo, Entre, Luz, Direitinho, Não tem que, Dentro, Alta noite, Pouco, Nome não, Soneto, Imagem, Armazém, Acordo, E só, Agora.
Só para finalizar: troquei o template. Primeira troca nesse novo blog :) É do mesmo site-fabuloso, e vai continuar sendo até meu pai se comover e instalar o Frontpage para mim 0:)
Escutei uma vez, só ouvindo. A música entrava por um ouvido, dançava dentro do meu cérebro e saia pelo outro lado. Quando o cd acabou, parecia que alguma coisa dentro de mim dançava, e então decidi ouví-lo novamente. Parei de fazer tudo o que eu estava fazendo só para prestar atenção e tentar entender alguma coisa. Quase em vão; muitas das músicas eram palavras soltas, várias pessoas falando coisas diferentes ao mesmo tempo, o próprio caos. Mas isso me agradou. O caos no meio da música chamou minha atenção. Depois de ouvir atentamente, fui ouvir lendo as letras e concluí: Arnaldo Antunes devia ser estudado nas aulas de Literatura do colégio; é o melhor concretista que eu já vi! Depois de todas as possibilidades racionais de se ouvir o cd, decidi analizar o nome das músicas e até agora isso está me intrigando: são palavras pequenas, que com certeza, se reorganizadas, formam uma frase, e aposto que essa frase diz alguma coisa bem gradiosa!
Tente formar alguma coisa:
Fênis, Diferente, Nome, Tato, Cultura, Se não se, O macaco, Carnaval, Campo, Entre, Luz, Direitinho, Não tem que, Dentro, Alta noite, Pouco, Nome não, Soneto, Imagem, Armazém, Acordo, E só, Agora.
Só para finalizar: troquei o template. Primeira troca nesse novo blog :) É do mesmo site-fabuloso, e vai continuar sendo até meu pai se comover e instalar o Frontpage para mim 0:)
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