30/05/2008

Quase tudo fora dos planos

Não ia postar, mas agora decidi que vou. Apesar de ter sim coisas mais importantes para fazer, como terminar o meu trabalho e fazer um resumo de um texto longuíssimo, estou aqui na frente dessa máquina usurfruindo do ódio que ela me faz ter com tamanha lerdeza!

Pois bem, depois de um mês coletando textos, idéias, depoimentos sobre educação especial e música, resolvi organizar aquele mundarel de palavras – uma vez que o trabalho tem que ser entregue na próxima terça *pânico*. Ontem eu fiquei até altas horas fazendo isso, e quase achei que tivesse terminado (se não fossem as duas páginas a mais que eu precisaria escrever para ter a quantidade de páginas pedida), porém, algo de extrema infelicidade aconteceu: eu fechei o word sem salvar e nem percebi O_O Hoje de manha quando eu fui procurar o arquivo para inventar mais coisas para por no trabalho, não o achei. Resumindo: tive que fazer tudo de novo. O que me consola é saber é que nessa nova versão só falta uma página e meia o/
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Sinto que tive uma semana um pouco tensa. Claro, eu já sabia que seria. Depois do Encare é muito estranho olhar para o mundo e ver que ele não é perfeito – porque lá tudo faz a gente realmente acreditar nessa possibilidade. Quando cheguei em casa, em São Carlos, a casa estava bagunçada, mas também se manteve enquanto estive lá. Não consegui ententer que a louça passou suja um final de semana, dando brechas para possiveis bichinhos asquerosos invadirrem alegremente a minha cozinha! Me recusei a arrumá-la. Disse para mim que só arrumaria o que eu bagunçasse. E assim passei quatro dias lá. No fundo, não sei se já sinto que lá é a minha casa. Por ter outra pessoa morando comigo, muitas vezes me sinto vizita, e não tenho coragem de dizer o que me incomoda. Para certas coisas eu não sei ser sutil, e então eu evito brigas. Na quarta feira eu não tenho aulo, tenho só ensaio às 19hs, mas mesmo assim acordei às 8hs para ir para a federal, fazer qualquer coisa que não fosse estar em casa. Ela é minha amiga, eu sei, mas sei também que eu sou e gosto de ser uma pessoa sozinha que vive hamoniozamente com suas manias. Mas se engana quem pensa que eu tenho prazer em arrumar as coisas! Meu prazer está em ver as coisas arrumadas. E, como é a única solução para a bagunça alheia, eu as arrumo. Mas não, não fico feliz. Também queria poder dormir, ouvir música, ficar no msn, estudar, talvez, mas eu vou arrumar a casa, porque eu moro nela e não tenho mais uma mãe para fazer as coisas por mim.

O diagnostico dado pelo meu namorado foi “amadurecimento”. Eu já havia falado para mim que amadureci nesses quase quatro meses, mas alguém que me vê de fora ter percebido e me dito isso me chocou. Nem sei bem porque se era o que eu estava querendo. Queria mesmo amadurecer. Talvez ninguém entenda o que leva uma pessoa a escolher fazer faculdade de música, talvez também ninguém te respeite por suas provas, seus trabalhos parecerem brincadeira, mas na minha cabeça há uma forte luz que me diz que tudo o que eu estou fazendo está certo, e que esse é exatamente o caminho que eu devia estar. O que acontece é que eu já tenho planos, eles já foram decididos há muito tempo, e agora que eu comecei a concretizá-los, eu não quero que universitários ainda mimados me cansem antes de eu conseguir o que eu quero. E não, vocês, pessoas que ainda não decidiram o que querem, não vão tirar isso de mim! Passei a tarde procurando apartamentos, quero mudar de casa...

Me afastar dos amigos, sim!, mudar de novo, sim! Só para conseguir o que eu sempre quis!

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