07/06/2008

Tive uma semana melhor, obrigada.

Aos poucos venho descobrindo caracteristicas maravilhosas nos meus amigos de faculdade. Mesmo que, por motivos do além ou não, eu esteja chateada, não consigo ficar quando estou perto deles. É sempre uma alegria, uma animação!, que, mesmo que seja exagerada e cansativa muitas vezes, no fundo me deixa muito feliz. Essa semana estive muito com eles. Tanto durante a Universidade Aberta, em que ficavamos falando maravilhas sobre o curso e fazendo (muito) barulho, quanto nas correrias para colar cartazes de divulgação do concerto, como nos meros momentos de descontração no palquinho seguido de passeios e lanches. Ganhando abraços toda vez que eu ficava mais isolada, conforme foi passando a semana eu fui melhorando. Ainda estou chateada/brava com a situação na casa de São Carlos, mas com esse apoio desintencional, eu consegui aguentar mais uma semana. Só não sei se aguento mais seis meses :P

Mesmo estando bem, muitas vezes eu fico com vontade de chorar. Hoje, do aboluto nada, eu surtei. Foi só meu namorado me chamar para ir para a casa dele comemorar o aniversário de um amigo, que o meu humor mudou repentinamente. Assumo que muitas vezes os meus pré-conceitos me limitam a visão, mas, quando as pessoas demonstram ser exatamente ou pior! do que eu imaginava, eu pego uma raiva, um ódio inexplicável que não muda jamais. Foi o que, infelizmente aconteceu com os amigos dele. Só de pensar na possibilidade de eu sair com eles, já me dá uma angustia tremenda, uma tristeza de verdade. E quando eu, efetivamente saio com eles, é curto o tempo que eu consigo ficar nos meus pensamentos, imaginando estar em outro mundo, só para fingir estar bem. Eu sempre consigo fingir que estou bem, sempre consigo rir, me divertir, quando, por dentro, eu quero gritar, chorar, morrer. Mas, por algum motivo que eu nem sei bem o qual, perto deles eu não consigo! Começa, aos poucos, me dar uma vontade louca de sair da onde é que eu estiver e voltar pra casa correndo! Parece que o ar começa a ficar insuficiente, é horrível! Hoje pensei que o Kleiton fosse terminar comigo. Não, ele não terminou e nem pareceu realmente ouvir o que eu tava falando, mas mesmo assim, me arrependi de ter sido sincera.

Enquanto eu ficava deitada, esperando que o frio me congelasse, tentando não prestar atenção no que estavam dizendo perto de mim, cairam lágrimas. Não foi choro, foi lágrima. Eu pedi, novamente, para ver a menina que está (estava?) perto de mim. Depois mudei de idéia, tive medo e não quis mais. Fechei os olhos e fiquei por um tempo assim, deitada, ignorando o frio, ignorando as pessoas, o mundo. Quando eu abri os olhos, eu não sentia frio, não ouvia a conversa, não via fumaças e nem pessoas. Tive dificuldade para respirar, como se tampassem o meu nariz, e eu chorei, silenciosamente, em desespero. Quando eu olhei pro céu, eu não entendi, mas as lágrimas caiam, caiam, muito estranhamente. E quando eu dei por mim, a mesma menina que está no quadro que foi pintado para mim na pintura mediúnica estava lá, nas nuvens. Fechei, apertei e esfreguei os olhos, mas ela continuava lá. Quis segurar a mão de alguém, mas tive medo de procurar. Foi quando voltei a sentir frio, quando as vozes voltaram a perturbar. As pessoas se mechiam e eu sentei, com os olhos secos, a respiração normal, como se não tivesse passado de um sonho. Quando começamos a andar, a mesma sensação de falta de ar apareceu, o mesmo cair de lágrimas incontrolável. Queria pode estar na minha casa, mas estava tão longe...! Em casa, demorei para dormir. O quadro em cima da cama parecia querer dizer alguma coisa, que eu, infeliz, não consegui entender. Uma das piores sensções do mundo para, no final, ter que fingir que isso é coisa da minha cabeça.

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