19/01/2016

2016, o ano do macaco



Foi há quase um ano a minha última postagem aqui no blog. Uma postagem que, para ser bem sincera, eu li centenas de vezes ao longo do ano. Ela representa todo o desespero que eu passei e que - eu não acreditaria se me alguém dissesse na época - foi melhor assim.

A verdade é que senti vontade de voltar com o blog. Tenho me afastado cada vez mais das redes sociais, mas a blogosfera ainda é um espaço que me cativa. Não sei se a nova vida vai permitir que eu poste com a frequência dos meus pensamentos, mas vou tentar - como sempre tento ;)

Fiquei um pouco entristecida em ver que muitos dos blogs que eu seguia não existem mais... Então gostaria de saber... Tem alguém aí?!

13/01/2015

E foi assim

   Quando me perguntaram até onde eu iria para ser feliz eu tive dúvidas. Primeiro eu pensei já estar feliz e, portanto, sem necessidade de ir muito além, depois achei abusado uma pergunta desse teor. Ora, me propus a fazer essa terapia para me conhecer, não para ser enfrentada, me propus uma experiência introspectiva, não conduzida. Quis, então, não voltar mais. Achei essa coisa de se preocupar consigo mesmo, se cuidar, e pensar na própria felicidade egoísta demais. Eu tenho tendencia a ser egoísta, e eu não precisava de alguém me dizendo para ser egoísta. O mundo ta errado demais para eu gastar energia pensando em mim.

Mas insisti e descobri o peso transcendental da questão "e se...?". Eu nunca tinha me perguntado "e se?". Eu sofro muito de saudade. Remexo memórias e me da uma angustia muito grande não poder reviver momentos queridos. Mas nunca quis que as escolhas tivessem sido diferentes, nunca me perguntei como poderia ter sido. Também nunca quis voltar no passado e ficar preso nele. Apenas sentia desejo de reviver aquele encontro, aquele show, e daí, ok, voltar para a vida. As vezes chego a chorar de angustia. Mas me perguntar como poderia ser se eu fizesse outras escolhas, nunca me perguntei.

Tem uma música do Los Hermanos que sempre me vinha na cabeça quando parte de mim começava a querer pensar como poderia ter sido se eu tivesse seguido à direita ao invés da esquerda: quem eu teria me tornado? quem eu haveria de ter conhecido? estaria eu aqui agora? o que seria de mim?. A letra diz: "E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz, quem então agora eu seria? Ah, tanto faz que o que não foi não é". Que o que não foi não é... E isso me consolava. Mas quando me perguntaram "e se...?" eu precisava dar uma resposta melhor.

Tive que ir à terapia e voltar para casa algumas vezes para descobrir que eu não estava me arriscando. E era bem essa a proposta: se arrisque, seja você. Percebi que estava tudo tão cômodo e arrumado que eu não ousaria desorganizar nem mesmo para arrumar novamente. Surtei, não soube lidar e compreendi que eu não estava fazendo muitas escolhas, eu estava me deixando levar. Não tem dor mais pesada do que perceber que você não esta controlando a sua vida. Sua vida, a única coisa que você tem o poder e o dever de controlar... Então eu me perguntei: "e se eu tirasse as coisas de lugar?"

O resultado disso foi um tremendo caos, confesso. Ora eu me acostumava com os novos lugares, ora eu desejava voltar tudo para o antigo lugar, mas parte de mim queria mesmo nunca ter começado essa arrumação, pra nunca nem ter que lidar com a bagunça, pra nunca nem precisar ter vivido nesse caos!

Dois mil e catorze foi, portanto, um ano tenebroso. Sim, me arrisquei. E foi feliz sentir essa adrenalina, essa vontade de buscar o que poderia me fazer bem. Infelizmente, ainda não encontrei a minha paz de espírito. A sensação é de que se eu não tivesse remexido, esse desiquilíbrio não teria aparecido. Mas me pergunto até quando eu aguentaria sem me desequilibrar. Queria ter respostas. Queria que alguém me dissesse que essa etapa foi importante para algo maior que esta por vir - mas embora não tenha ninguém que fale como uma verdade absolutamente acreditável, eu tenho me apegado à essa esperança.

Só que no fundo, algo dessa experiência terapêutica ficou e mim: eu não quero que decidam por mim, eu não quero que me levem novamente. Se quero voltar (se for possível), se quero esperar (se eu me acomodar) ou se eu seguir em frente (se tiver coragem), quero que seja escolha minha, porque só eu sei o que é melhor pra mim.



Mas... e se eu fizer a escolha errada?

"E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado? Ah, ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim? Dispenso a previsão. Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição"


13/07/2014

Origem das raízes

Nem sempre os pés foram fixos no chão,
Houve um tempo em que corria carregada pelo vento.

O vento amigo que deixava tudo mais fresco e leve
tinha também a esperteza de ensinar a relevar.

E assim relevava o tempo,
as condições,
os motivos,
e tudo era dança, turo era festa.

Quando cessava a ventania corrida ficava um vazio
vazio que só era preenchido com a esperançosa sensação de que o vento iria voltar.
E ele sempre voltava!

Até que um dia,
sem aviso,
sem renúncia,
sem carta de despedida,
nunca mais voltou.

Aquele antigo vazio nem se comparava com essa dor!

Não bastava outras brisas,
outras danças,
nada daquilo consolava.

E foi ficando estática,
cada vez mais estática,
até se esquecer que poderia se mexer.
Até que nunca mais se mexeu.

Um dia, virou os olhos
e percebeu que em seu pé cresciam raízes.
Tentou escapar,

mas já era tarde demais.

Ela estava para sempre
com os pés fixos no chão"



(O bom de fuçar em papéis jogados por aí é que a gente sempre encontra aquele escrito impensado, que nasceu da vontade de gritar para o mundo aquele sentimento inominável. Na época fazia sentido, hoje, me soa deveras exagerado). 

17/06/2014

Ok


13/05/2014

Conselhos que minha mãe me deu

Eu não sou uma pessoa muito afetuosa, por isso mesmo eu não consegui ser dessas que aproveitou o dia das mães pra deixar uma declaração gigante ~no facebook~ dizendo como a sua mãe é especial, etc etc.

Minha relação com a minha mãe (e com o meu pai também) foi muito conturbada até o momento em que eu sai de casa. Foi incrível como de repente tudo o que minha mãe me falava começou a fazer sentido. E foi mais incrível como do nada eu mudei minha percepção do "meus pais não me entendem, eles não me amam" para o "mano, eles me amam pra caralho". Eu fui percebendo as pequenas coisas que eles faziam que nenhum pai de amigo meu jamais fez e se isso não é se importar, entender, amar, então eu não sei o que é.

Por isso eu vou aproveitar a Blogagem coletiva do Rotaroots pra fazer uma lista das 5 coisas que minha mãe me dizia e que eu só levei a sério depois que eu sai de casa (minha variação do tema que é: conselhos que minha mãe deu e que eu nunca segui) :)

Então lá vai:

1) Não anda de meia pela casa
Minha mãe sempre falava, embora sem surtir efeito em mim, para eu não andar de meia pela casa -- ou pelo quintal de casa. Eu sempre a-me-i andar de meias, até o dia em que eu passei a lavar (na mão, porque maquina de lavar é coisa do passado) minha próprias meias. Chinelos são vida, gente <3 p="">

2) Leva uma blusa
Minha mãe -- como todas as mães do mundo -- também falava pra eu levar uma blusa de frio. Confesso que eu até levava, mesmo fazendo careta e achando chato ter que ouvir "Você tá levando uma blusa?" toda vez que eu ia sair de casa. Assim que eu me mudei pra São Carlos eu descobri que o tempo realmente pode virar do nada e nem todo sol do mundo me impede de sair de casa levando uma blusa. Obrigada por criar em mim esse hábito, mãe!

3) Mastiga 30 vezes antes de engolir
Minha mãe deve ter falado isso umas 2 ou 3 vezes para mim, e nessas 2 ou 3 vezes eu lembro de ter ficado bem neurótica contando quantas vezes eu mastigava antes de engolir. Quando eu reparei que ela não mastigava as tais 30 vezes, me rebelei. Hoje, sem nem perceber, eu como super devagar, mastigando e aproveitando bem a comida enquanto eu como. Acho que era isso que a minha mãe queria dizer. Aprendi =)

4) Desarrumou, arrumou
Minha mãe é bastante organizada e quando eu morava com os meus pais a bagunça nunca teve chance. Quando eu sai de casa eu achei que eu queria me rebelar, pensei que eu ia deixar a louça suja e o quarto bagunçado. Que nada! Realmente, casa organizada, mente organizada! <3 p="">

5) Um dia você ainda vai comer salada...!
É, eu fui dessas crianças chatas pra comer que não comia nada de legumes e saladas. Embora eu não comesse muita porcaria, eu também não comia muito bem. E minha mãe sempre falava "quando você ficar doente, gorda, etc, vai ter que comer salada" e eu só ignorando. Mas o restaurante universitário é um verdadeiro mestre: te ensina a colocar a quantidade de comida que você vai comer, te ensina a tirar o prato da mesa quando estiver satisfeito, e ensina que se o picadão estiver com uma aparência tenebrosa, você terá que comer tomate e alface ou vai ficar com fome na aula da tarde! Dureza, heim!

Bom, essa é minha pequena homenagem ao dia das mães ~atrasado~ praquela que penou muito pra me criar, porque eu sei que eu não fui (nem sou) um osso fácil de roer! Mas se hoje eu sou essa pessoa bacanérrima que eu adoro ser, sem dúvida, tem muito da mão dela! Valeu mãe!!


15/04/2014

14 coisas para ser em 2014

No começo do ano, o Rotaroots lançou a blogagem coletiva "14 coisas para ser em 2014". Lá em janeiro, quando foi sugerido que a gente postasse, eu não consegui pensar em nada que eu fosse realmente tentar ser durante o ano de 2014. Eu até dei uma lida em vários blogs pra ver se eu me inspirava, mas nada...

Hoje, 15 de abril, dia em que eu faço 25 anos, consegui começar a listar alguns itens que eu preciso resolver em mim mesma. Vou construindo essa lista ao longo do ano. Sem pressão :)

(1) Ser menos ansiosa
Descobri recentemente que eu sou uma pessoa ansiosa! Nunca achei que eu fosse porque eu costumo ser bem tranquila e paciente, mas percebi que eu tenho uma dificuldade terrível em fazer coisas à prazo! Quando eu começo alguma tarefa, eu preciso fazê-la até o final, da melhor forma possível, e de uma vez só! Se por algum motivo eu tenho que interromper ou adiar essa tarefa (por motivos simples, como por exemplo, já é meia noite e eu preciso dormir), eu fico tão ansiosa pra terminar essa tarefa que eu não consigo fazer mais nada de tanto pensar nisso!

Por isso eu tenho estabelecido horários bastante rígidos para mim: acabou o tempo, vou fazer outra coisa, depois eu continuo. É difícil, mas tenho tentado!

(2) Ser menos ciumenta, possessiva e insegura no meu relacionamento
Eu já postei aqui falando como eu sinto ciúmes e como isso me faz mal. Já tentei racionalizar os motivos pelos quais eu sinto ciúmes ou posse e nenhum deles me pareceram aceitáveis, por isso quero eliminar de mim esses sentimentos, de vez!

Tenho tentado distrair a cabeça e não ficar procurando sarna pra me coçar. Tenho tentado fazer mais coisas por mim, pra não me sentir tão pra baixo e dependente. Me sentindo melhor eu não tenho porque fazer cobranças. Pelo menos é nessa teoria que eu me apoio neste momento. Continuo tentando!

(3) Ser mais alto astral
Eu levo as coisas muito a sério. Muito! Não consigo me divertir e relaxar sem pensar nos problemas no mundo e sem me sentir mal por estar descansando ao invés de estar fazendo alguma coisa útil pra alguém. Mas o problema que por isso eu fico cansada, mau humorada, e acabo não fazendo bem pra ninguém. É um ciclo vicioso estranho.

Decidi que nesse ano eu iria me conectar com o Universo de uma maneira diferente! Buscar aquilo que é mais positivo, mais tranquilo, que me faça bem! Me relacionar com as informações, com o trabalho e com as pessoas de um jeito mais leve, sem cobrança, sem julgamento! A insônia e o vitiligo me dizem que eu preciso diminuir o ritmo da minha vida, e eu acho que o primeiro grande passo é deixar que as coisas fluam com mais naturalidade e com mais amor!



14 coisas para tentar ser em um ano não é coisa fácil, se você é daqueles que se compromete de verdade. Por isso a lista não termina hoje, termina no final do ano, quando eu fizer o balanço e descobrir o que eu realmente consegui fazer!

Hoje eu só consigo pensar que estou fazendo aniversário! Adoro, adoro fazer aniversário! Adoro me reencontrar, me redescobrir, me reinventar! 25 anos! Ah, se eu soubesse como era ter 25 anos...!

♥

11/04/2014

Depois de Lucía

     De tempos em tempos eu decido que preciso ver um filme pra chorar. É que eu não costumo chorar muito, mesmo quando alguma coisa me deixa bastante chateada, então chega um momento em que eu fico com várias coisas guardadas precisando ser "choradas", e a melhor saída que eu me dou é assistir um filme triste que me faça começar a chorar - difícil é conseguir parar, rs.

Então fui procurar na minha lista de quero ver no Filmow algum drama e encontrei Depois de Lucia. A sinopse que está lá no site é:

Desde a morte de sua esposa, Roberto não consegue dedicar muito tempo à sua filha Alejandra, uma jovem de 15 anos. Para escapar da depressão que passa a dominar a rotina dos dois, pai e filha deixam a cidade de Vallarda em busca de uma nova vida na Cidade do México. Envergonhada e incapaz de explicar para o pai as razões, Alejandra omitirá as humilhações e abusos emocionais e físicos sofridos em seu novo colégio. Os dois vão se distanciando cada vez mais, à medida que a violência toma conta de suas vidas.

Confesso que o que me chamou a atenção foi a capa, e eu praticamente não tinha prestado atenção na sinopse. Mais acontece que esse filme é muito mais do que um retrato de bullying, como muitas pessoas descreveram nos comentários do Filmow. Na minha opinião, pra ser bem sincera, o bullying já é uma violência, mas nesse filme a violência é em níveis tão exagerados, que chamar isso de bullying é a mesma coisa que dizer que isso é uma brincadeira de adolescentes sem importância!

Não, não, não!

O filme é tão tenso, tão agoniantes, que deveria ser catalogado como "terror" ao invés de "drama". No final do filme, eu sentia tanta dor, tanta tristeza, tanta raiva, tanto ódio, que eu nem consegui chorar!!

Bom, mas deixa eu contar sobre o filme (contém alguns detalhes sobre o filme):

Lucía era a mãe de Alejandra, que faleceu em um acidente. Depois da sua morte, a Ale e seu pai custam em retomar suas vidas. Embora eles tentem, a relação deles não é muito próxima, e os dois não conseguem superar a perda. Eles acabam se mudando de cidade, e Ale conhece algumas meninas na nova escola. Elas ficam amigas e logo Ale já faz parte do grupinho dessas meninas, sendo até convidada para ir a uma festa. Nesta festa, ela acaba flertando com um dos garotos do grupo, e no final da festa eles transam. No dia seguinte, quase toda a escola já estava sabendo disso pois eles haviam gravado o sexo no celular do menino, e um amigo dele espalhou pra todo mundo. Acontece que uma das meninas que Ale tinha ficado amiga gostava desse menino, e ela ficou revoltada. Ale teria superado tudo isso, pois o menino pediu desculpas e se mostrou realmente preocupado com isso, mas essa menina fez da vida da Ale um inferno.



Eu não vou detalhar, porque eu acho que histórias como essas a gente já está quase se cansando de ouvir: casal grava vídeo durante o sexo, rapaz compartilha o vídeo, garota é tachada de vadia e o mundo todo se acha no direito de julga-la e humilha-la, enquanto não se fala nada do rapaz.

Acontece que o filme não pára aí. Não para, sabe porque? Sabe aqueles comentários que as pessoas deixam nas páginas de noticias? Aqueles comentários que a gente NUNCA deve ler pra não perder a fé na humanidade? Pois é, por trás dos comentários anônimos pela internet há pessoas reais de carne e osso, e são essas pessoas que, no filme, vão se achar no direito de fazer o que quiserem com a Alejandra.

Ale é humilhada em todos os sentidos: fisicamente, esteticamente, emocionalmente, sexualmente...! 

Ao mesmo tempo, seu pai vai se afundando em uma tristeza por conta da morte de Lucía. Ele não consegue se dar bem no emprego, e nem superar a tristeza. Vendo seu pai triste, Ale não quer preocupá-lo e acaba não contanto nada, nem do vídeo, nem das outras violências (sim, violênciaS!). E com o tempo, além da tristeza pela morte da mãe, pela tristeza do pai, Ale parece que se anestesia, e ela não consegue mais reagir. Ela não tem motivos, ela não tem forças, ela não tem apoio, não tem auto-estima. Parece até que não sente dor por tudo o que acontece, porque ela não expressa nenhum sentimento.

Mas a gente percebe. Quem assiste o filme sente como ela se sente. A gente sente a sua dor, e a gente fica com ódio por ela não reagir, por não contar pra ninguém. Mas a gente sabe como ela está fragilizada, e a gente só quer dar um abraço nela. A gente sente ódio por não poder fazer nada. A gente sente ódio pelas pessoas que fizeram todas essas coisas com ela!

Ale foi vítima de uma sociedade machista. Ale foi vítima de homens e mulheres machistas. Ale foi julgada por pessoas machistas: no filme, todos acharam que poderiam usa-la; na vida real, muitos acharam impossível alguém ser tão passivo nessa situação, e que foi ela quem não colocou um limite (oi?!)

Esse filme, na minha opinião, serve pra gente entrar no mundo da vítima de abuso sexual, entender seus medos, suas tristezas, suas dores, e não para julga-la - porque, lembram: a culpa nunca é da vítima! Ah, e pra gente aprender até onde é bullying, e onde começa a ser violência pura e cruel. Esse filme não é pra você continuar sendo como era antes, esse filme é para você se permitir ver as coisas por outro angulo!

O filme é forte, como eu disse, me deu tanta raiva que eu nem consegui chorar. Me fez ficar com ódio do mundo, com nojo das pessoas. Tentei procurar mais fotos pra colocar aqui, mas confesso que só de ver as imagens já me da uma sensação ruim...

Embora o filme seja todo tenso, todo triste, vale muito a pena assistir. Inclusive, acho que ele é um filme obrigatório para todas as pessoas no mundo! De verdade!

Sei que eu sou péssima em fazer sinopse, ainda mais sem contar detalhes cruciais que podem estragar o suspense, já que o filme mexeu muito comigo. Mas eu peço, por favor, prometam que vão assistir esse filme, e prometam que nunca vão culpar uma vítima de estupro ou qualquer outra violência sexual, e prometam que vão sempre tentar ser pessoas melhores para o mundo não ser dominado por essa aberração humana!!


07/04/2014

Escuta de novo: Marina Wisnik

   A Marina Wisnik foi mais uma das artistas que eu conheci através Musicoteca. Mais uma daquelas inesperadas e incríveis descobertas! O que mais me chamou atenção foi que suas músicas são bem simples, com poucos instrumentos, mas com letras que são verdadeiros poemas. Depois que eu fui descobrir que ela é poetiza! -- eu tenho uma queda por poetas que fazem música, não sei explicar ♥


No mês passado, a Marina Wisnik veio tocar no SESC, e lógico que eu fui assistir! O show não foi tão bacana. Estava chovendo, o espaço era aberto, então o som não estava muito legal... Mas mesmo assim, é sempre legal ver um artista que você gosta ao vivo! Pude conversar um pouquinho com ela e acabei comprando seu livro de palíndromos.

Palíndromos são aquelas palavras que lidas de trás pra frente significam a mesma coisa (tipo OVO, ARARA, etc). São 28 poemas palíndromos, e o livro se chama SÓS.

A arte do livro é maravilhosa! Ele vem numa caixinha, as páginas soltas, e cada poema em uma página. Cada folha tem uma cor, uma letra e uma textura diferente. Fiquei encantada! -- e já estou planejando colocar alguns em uma moldura para pendurar na parede!

Tirei algumas fotos, enquanto vocês veem as fotos e leem os poemas (experimentem ler de trás pra frente também!), vão escutando "Miragem"




Marina Wisnik "SÓS" - 2009



Porque eu tinha que tietar, né



"eco vil. ar ama, areia cai: era amar ali você"





06/04/2014

Canções da vida (parte 3)


    
    Depois de um ano que eu me mudei para São Carlos nós já tínhamos mesmo perdido o contato. Depois de anos deixando nossas mães loucas porque saíamos da escola de música e íamos pra pracinha balançar no balanço, conversar e criar teorias sobre a vida, algo aconteceu e nós não tínhamos mais o que conversar. Tão estranho que nós fazíamos listas de assunto para que quando a gente se encontrasse na outra semana nós pudéssemos continuar com a nossa querida tradição de ficar conversando na rua até escurecer. E as nossas mães, ligando assustadas para nossos celulares porque ainda não tínhamos voltado para casa. Me lembro de uma vez que eu cheguei em casa chorando -- uma das raras vezes que eu não consegui esconder o choro dos meus pais -- e quando perguntaram o que tinha acontecido, contei "briguei com o Flavio", mas na verdade, era muito pior, pior do que ter discutido (coisa que eu não lembro de ter acontecido), era ver o quanto a gente se gostava, o quanto nós éramos amigos e nos dávamos bem mas que, sem nunca termos entendido porque, estávamos nos afastando um do outro!
     Depois que nos formamos na escola de música, não tínhamos mais a rotina em comum que nos fazia tentar mais uma vez aquela conversa descontraída de horas e horas. Alguns meses depois, como fazíamos cursinho no mesmo lugar, nós nos encontrávamos pelos corredores, aqueles abraços apertados e longos, e sempre aquele saudosismo de outros tempos: "vamos lá fora conversar?"
     Nunca mais foi igual embora tentávamos com muito amor e carinho. Eu já não conhecia seus amigos, e nem sabia o que ele ia prestar no vestibular. Ele tinha deixado a música de lado e nunca mais combinamos de assistir algum show juntos. Mesmo com tudo isso eu ainda dizia que você era o meu melhor amigo. Meu amigo de áries que era eu mesma em outro corpo, ao mesmo tempo que era o complemento de mim.
     Não me lembro de termos conversado mais depois que eu me mudei para São Carlos. Essa foi uma mudança que ao mesmo tempo em que foi ótima, foi terrível. Não lidei muito bem no começo e optei por deixar pra trás toda lembrança que eu tinha de Campinas, dos lugares às pessoas. Me afastei de todos, jogando pedras, desejando não querer nada daquilo pra minha nova vida. Embora nunca tenha te contado, você foi uma das pessoas que eu acabei abandonando.
     Depois do primeiro ano na faculdade tive três meses de férias, e acabei voltando para Campinas para visitar meus pais. Naquele mês eu já queria voltar para São Carlos, porque, além de tudo, eu estava organizando a calourada dos bixos que entrariam naquele. No meu último final de semana de férias, resolvi ir no centro comprar roupas. E aí começa toda uma série de coisas que eu não consigo acreditar que tenham sido ao acaso. Primeiro porque eu nunca gostei de comprar roupas, muito menos no centro, muito menos no final de semana, muito menos de manhã. Mas eu estava lá, no sábado, cedinho, no centro, comprando roupas.
     Na hora de voltar, fiquei esperando meu ônibus no ponto onde eu sempre pegava o ônibus para ir para a casa dos meus pais. Depois de um ano fora da cidade, eu não sabia que o ponto daquela linha tinha mudado de lugar. Já meio nervosa, acabei pegando outro ônibus que passava mais ou menos perto de casa. Quando eu estava chegando em casa, o ônibus estava tão lotado, mais tão lotado, que eu não consegui descer no ponto certo, e acabei indo até o ponto final, que era o terminal do Shopping, pensando que então lá eu pegaria outro ônibus que fosse para a minha casa. Quando eu cheguei no terminal, vi que eu não tinha dinheiro para pegar outro ônibus, e, já com raiva de tudo, cheia de sacolas e um sol bem forte na cabeça, decidi ir a pé do Shopping para a casa dos meus pais. Seria um trajeto de mais ou menos 40 minutos, apenas uma descida, coisa fácil -- eu já tinha feito isso outras vezes.
     Eu já tinha andado mais da metade do caminho e já estava muito próxima da casa dos meus pais. Percebi uma festa cheia de pessoas do outro lado da rua, e um garoto atravessando a rua e depois sumindo. Andei mais um pouco e esse garoto surgiu na minha frente dizendo uma coisa que eu não tinha entendidO e eu falei a frase que mais me irrita de lembrar ter falado na minha vida: "desculpa, não entendi". Ele tinha uma arma (ou não tinha, nunca saberei) embaixo da blusa e estava me assaltando. Pegou minha bolsa com tudo o que tinha dentro, e as sacolas de compra. Foi a primeira e única vez que eu fui assaltada na minha vida.
     O que poderia ser uma coisa totalmente trágica hoje eu encaro como uma conspiração do Universo. Não consigo ter raiva daquele assaltante, não consigo ter raiva do ônibus errado nem de nada o que aconteceu.... porque foi por causa disso que eu tive que ficar mais uma semana em Campinas, para fazer meus documentos, e adiei minha volta para São Carlos.
     Na segunda ou terça feira, não me lembro e algo em mim não quer descobrir, pra não guardar na memória a data específica, já que os sentimentos desse dia já são pesados demais para guardar, eu vi um e-mail do meu pai que dizia algo como "avisamos todos os trabalhadores que o filho da trabalhadora Tereza, Flavio Monteiro, faleceu". Sabe quando por um segundo você não acredita em uma coisa? Quando você não vê possibilidade nenhuma daquilo ser verdade? Meu pai e a mãe dele trabalhavam no mesmo lugar, foi enviado uma nota de falecimento para todos os empregados, não, infelizmente, não tinha chance daquilo não ser real.
     Foi a primeira vez que eu chorei com a morte de alguém. Chorei incontrolavelmente, inconsolavelmente. Eu nem sabia chorar tudo aquilo, não sabia o que fazer com aquele choro, não conseguia entender, não conseguia pensar, eu só sentia uma tristeza e uma dor tão fortes, que eu só conseguia chorar.
     O enterro era naquele mesmo dia. E é por isso que eu falo que o Universo, de um jeito bastante torto, estava por trás de tudo isso. Não pode ter sido o acaso! Se nada disso estivesse acontecido, eu estaria em São Carlos, estaria fora de casa, não teria visto o e-mail do meu pai, não teria como ter voltado para Campinas a tempo!
     Minha mãe me levou ao enterro e eu não consegui falar uma palavra no carro. Eu só chorava. Não tinha coragem de ir até o lugar onde estava sendo o velório, não conseguia me aproximar de ninguém que eu conhecia. Quando alguns amigos da escola de música me viram, vieram correndo falar comigo, eles estavam preocupados porque ninguém mais tinha contato comigo e tinham medo que eu não ficasse sabendo. Eu fico imaginando como seria se eu não tivesse sabido, como seria descobrir depois de alguns anos, que meu melhor amigo morreu em um acidente...! Isso, sem dúvidas, é muito pior do que ser assaltada!
     Com esses amigos, durante o velório, eu ri muito. Ri porque o Flavio era uma pessoa muito alto astral, muito divertida, não tinha como lembrar dele sem contar qualquer história engraçada! Todo mundo gostava dele, todo mundo se divertia com ele, era impossível que o velório fosse apenas com lágrimas. A gente ria, relembrava, chorava, ria, em um trágico encontro de amigos queridos que estavam distantes há muito tempo.
     Numa época onde máquinas fotográficas digitais não eram tão comuns, só me entristece saber que não tínhamos mais fotos juntos e que não registramos nossos momentos divertido!
     Hoje seria seu aniversário se estivesse com a gente na Terra. Meu querido amigo, filho de Áries, irmão, amigo, marido de mentirinha. Não consigo não lembrar de você, não consigo não chorar quando percebo que você morreu, mesmo que já tenham passado cinco anos. Sonho com o dia em que a gente vai se reencontrar e a gente vai poder dar aquele abraço de urso que durava minutos e que era tão apertado, tão gostoso, tão acolhedor! Rezo para que você esteja bem, e que também sinta saudades de mim! Você ainda é e sempre será o meu melhor amigo, o mais querido, aquele que eu nunca tive pudor, vergonha ou medo de falar qualquer coisa, por mais fora do padrão que pudesse ser. Sinto falta dos nossos fins de tarde, das idas ao cinema, das conversas, das músicas que trocávamos, de ver você tocar, de tocar com você, de rir toda vez que você levava um tombo, e de dizer que eu amo você, do jeitinho que você é! Sinto sua falta como nunca senti falta de ninguém! Eu te amo, e nunca, nunca, vou te esquecer! ♥


26/03/2014

Desafio DIY 2014: Costura

     O tema do Desafio DIY do mês de fevereiro era costura. Além do mês de fevereiro já ter menos dias, esse, pra mim, era o desafio mais desafiador porque, uhm, eu sou nula no que diz respeito à costura. Por isso eu tinha até abandonado a ideia de fazer alguma coisa porque além da minha falta de coragem de encarar esse desafio, eu não sabia o que costurar. Eu não queria fazer alguma coisa que eu não fosse usar, sabe...

Foi então que eu me toquei que eu tenho uma almofada branca que eu quase nunca lavo (porque eu não tenho máquina de lavar, e tenho medo de não secar direito e ela ficar fedida) e que seria maravilhoso se ela tivesse uma capa que eu pudesse tirar pra lavar!



E como se não bastasse eu ter tido - finalmente - uma ideia do que costurar, eu e meu namorado encontramos uma daquelas máquinas de costura portátil manual! Foram os sinais astrais que eu precisava para encarar o desafio!


Achei que ia ser bem mais difícil usar essa máquina, mas até que não foi. Depois de ler o manual e assistir alguns vídeos no youtube, foi só treinar um pouquinho e pronto eu já era quase profissional na costura! :)

Então a minha ideia foi pegar uma blusa que eu comprei e que não tinha servido em mim e transformá-la em uma capa para a minha almofadinha. Eu não tirei nenhuma foto do processo, mas eu juro que foi eu quem fez *orgulhinho*

Depois de costurar a capa, eu preguei (aí com agulha e linha mesmo) alguns botões para que fosse possível tirar a capa pra lavar. O resultado foi uma almofadinha super PHYNA que me enche de orgulho!

O plano é fazer outra capa! Já tem até tecido aqui! Super empolguei!


Detalhe dos botões ♥




Quer entender o #DesafioDIY2014? Clica aqui :)
E se quiser participar do desafio, é só entrar lá no grupo no Facebook!

19/03/2014

5 coisas para fazer na minha cidade

O meme do Rotaroots desse mês pedia pra gente contar 5 coisas ~legais~ para se fazer na minha cidade! Então vou listar minhas 5 coisas favoritas por aqui!

Não sei se todos sabem, eu sou de Campinas, interior de SP, mas me mudei para São Carlos, interiorzão, para fazer faculdade. Acabei ficando por aqui e adotei "Sanca" como o meu novo lar ♥ Então, a cidade que eu vou apresentar para vocês é São Carlos: A cidade do clima bipolar! :D

1. Cine São Carlos
Cinema de rua é coisa do passado, mas aqui em Sanca ainda tem! Além de ter uma arquitetura bem antiga (e por isso, super fofa), e de muitas vezes passar filmes fora do circuito comercial, o preço é bem menor do que o cinema do Shopping. Então se você quer ver um filme legal, e não gastar muito (nem com o filme, nem com a pipoca), e ainda ter a sensação retrô de estar em um cinema de rua, venha conhecer o Cine São Carlos!

2. Comer lanches
São Carlos é bem ignorante no que diz respeito à lanches: eles são muito grandes. Esquece Burguer King ou qualquer outra lanchonete ou hamburgueria famosa. Os lanches daqui são grandes (eu nunca como um inteiro! D:) e muito gostosos. Quase todos os lugares são bons, mas se eu tenho que indicar algum, indico o Trem Bão. Cláááássico! Quem vem pra Sanca, tem que comer lá!

3. Praça da 15
A Praça da Rua 15 de Novembro é uma gracinha. Além de sediar o Chorando Sem Parar, e várias feiras de economia solidária, todo domingo tem uma feirinha de comes e artesanato. Eu adoro ir lá pra comer alguma coisa diferente!

4. UFSCar
Quem vem pra São Carlos tem que conhecer as universidades. Aqui temos a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos ♥) e a USP. Mas a UFSCar é linda demais, principalmente a área sul, onde fica os prédios dos cursos de humanas. No meio do campus tem um lago que tornou meus dias de graduação muito mais harmoniosos. Eu adorava ficar olhando o lago pela janela da sala de aula! *Saudades* Pra quem gosta de por do sol, apesar de lá não ser muito alto, a vista é bem bonita!!

Por do sol na Federal
A melhor do meu país ♥


Ah, e da UFSCar também é bem fácil de chegar no Parque Ecológico. Para aqueles que gostam de animais engaiolados (eu não gosto ._.)

5. Cachoeiras
Diz a lenda que São Carlos tem cachoeiras. Todo mundo conhece alguém que já foi - mas ninguém nunca foi. Então, se você vem pra cá, procure uma dessas cachoeiras! -- E por favor, me liga pra eu ir junto com você!!


E aí, na sua cidade, o que tem pra fazer?

10/03/2014

Repostagem: A culpa não é da vítima (parte 2)

Essas semanas começa a calourada na UFSCar.

Pela primeira vez em seis anos eu não sou mais universitária, e não faço mais parte disso. É legal e é estranho... Bom, mas só vim aqui repostar uma postagem que eu fiz esses dias, pra reforçar o recado.

Espalhem entre seus conhecidos universitários. E vamos acabar com o machismo nas universidades públicas!


08/03/2014

8 de março de 2014



Que todas as mulheres sejam valorizadas pelo seu trabalho, pelo seu esforço, seja qual for ele. Que nenhuma mulher seja julgada pela roupa que usa e os lugares que frequenta. Que todas as mulheres não se esqueçam do seu valor e da sua força. Que os homens saibam enxergar a mulher como um ser humano e não como objeto. Que nenhuma mulher seja violentada nem amedrontada. Que o machismo não acabe com a vida das mulheres.

Que sejamos fortes, que não desistamos, que nos mantenhamos unidas, que não deixemos de sorrir e de amar, e nem de lutar por um mundo onde possamos ser livres.



Seleção especial do Grão de Estrela 



Imagens: As imagens foram retiradas do facebook, we heart it, e google imagens. Não sei especificar qual foi qual, sorry :(

03/03/2014

Escuta de novo: Pitanga em pé de amora

     No ano passado eu postei aqui, falando como o Musicoteca tem me salvado do tédio das músicas repetidas. De tempos em tempos eu canso das músicas de sempre e sinto uma necessidade extraterrestre de conhecer músicas novas. E foi numa dessas aflições que eu entrei no Musicoteca e baixei o CD do Pitanga em Pé de Amora.

O Pitanga é um quinteto paulistano que faz música brasileira, com um quê de tradicional e um quê de novidade. As letras são poéticas e os arranjos maravilhosos. Os músicos são incrivelmente bons! A mistura de instrumentos com as vozes, a mistura de sons simples com arranjos complexos compõe uma sonoridade bastante cativante. Tem samba, tem choro, tem frevo, tem letras bonitas, pra agradar todos os gostos!

Foi amor a primeira escuta!

"Choro"



"Ceará"



Quem sabe faz ao vivo!
"Quem ouvirá" ♥



E nesse clima de Carnaval...
"Frevo"



Amou?
Baixe o CD deles e vem cantar comigo! :)

28/02/2014

Desafio das 52 semanas: semanas 7 e 8

Nossa, eu juro que não queria ser dessas pessoas que participam do desafio das 52 semanas e não postam nenhuma outra coisa no blog, rs rs. É que essa vida bandida não dá sossego nunca! D: Mas eu já deixei programado algumas outras postagens pra tentar me redimir! Segunda feira vem ao ar o Escuta de novo #8 :) Então se quiserem conhecer uma banda bem legal, voltem aqui na segunda!

--

Semana 7: Eu sempre…
1. Arrumo meu quarto antes de começar a estudar. Não consigo estudar se minha cama ou minha mesa estiverem bagunçada >.<

2. Me atraso para compromissos que comecem antes das 10 da manhã;

3. Deixo minhas roupas recém lavadas em uma pilha "pra passar" e nunca passo, rs

4. Falo que esse ano eu não vou pegar muitos compromissos - mas sempre pego, e sempre fico louca com isso!

5. Fico atrapalhada para listar coisas : ) - nunca sei o que colocar e em que ordem colocar, hihi

Semana 8: Os melhores filmes infantis que já assisti foram:



1. Cuerdas - é um curta-metragem, na verdade, que eu assisti essa semana e simplesmente se tornou meu favorito ♥ é a coisa mais linda dessa vida!

2. A espada era a lei - meu favorito de sempre, tenho nem palavras :)

3. A Bela e a Fera - meu segundo favorito, sempre. Além da história ser bem bacana (e eu sempre ter me identificado com a Bela - e com a Fera, rs), as maiores aprendizagens que eu tive quando eu era pequena vieram desse filme, então... é o melhor!

4. O pequeno Nemo - meu  terceiro favorito - já até falei dele aqui no blog uma vez! He he:)

5. Piratas do Caribe (todos os 4) - só fui assistir quando o quarto filme estava no cinema, e daí viciei até hoje!


Esse post faz parte do Desafio das 52 semanas. Clique aqui pra saber mais!

23/02/2014

Desafio das 52 semanas - Semanas 5 e 6

     Fui viajar e acabei me esquecendo de deixar programado as semanas 5 e 6 do Desafios das 52 semanas. Nossa, gente!, to sentindo que vai ser difícil fazer isso até o fim, rs rs rs :) Mas vamos lá!

Semana 5: Fazem parte da minha wishlist:
1. Um sofá 
2. Uma máquina de lavar roupas
(morar sozinha faz a gente ter outras prioridades ♥)
3. Um celular de dois chips que mude facilmente de chip (o meu morreu ;_;)
4. Um emprego fixo que seja muito amor - porque ninguém quer viver de bolsa da universidade pra sempre
5. Casar ♥


Semana 6: Os super poderes que eu gostaria de ter se fosse um super herói seriam:
O problema é que eu nunca gostei muito de história de super heróis, então eu não tenho certeza se o que eu vou listar aqui é um super poder... mas vamos lá! :)
(PS: Com tantos super heróis de verdade, que salvam o mundo sem super poder nenhum, acho besta valorizar só esses heróis de mentira... Mas ok ok, vamos entrar na brincadeira)

1. Capacidade de teletransporte
2. O poder de voar
3. O poder de voltar no tempo e ir para o futuro
4. O poder de mudar as coisas de lugar com o poder da mente
5. O poder de acabar com as injustiças do mundo, e fazer da Terra um lugar para todos viverem bem e em igualdade!



Esse post faz parte do Desafio das 52 semanas. Clique aqui pra saber mais!

14/02/2014

Desafio das 52 semanas: Semanas 3 e 4

Semana 3: Coisas pra se fazer no calor
*Gente, e com esse calor, como não pensar em MIL coisas pra fazer pra esse calor passar?*

1. Tomar banho de água gelada
2. Tomar açaí ♥
3. Sair de casa (desde que não seja pra ficar com o sol na cabeça)
4. Ir pra cachoeira
ps: gente, eu tenho pavor de água gelada, mas percebam que com o calor que está fazendo, água gelada é o que tem me mantido equilibrada

5. Ficar deitada no chão com o ventilador na cara (sinusite manda um beijo :*)

Semana 4: Minhas citações preferidas são: (trechos de livros, de músicas, frases de autores, etc)

ps: eu tenho um caderno só de citações! um dia eu posto aqui falando sobre ele!


1. "Sim, as estrelas. Elas sempre me fazem rir" (Antoine de Saint-Exupéry - O pequeno príncipe)

2. "Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada" (Clarisse Lispector - Água viva)

3. "Ela, que assumia a forma do amor quando amava, já não se reconhece mais" (Mariana Campos)

4. "Se a obra é a soma das penas, pago. Mas quero meu troco em poemas" (Itamar Assumpção)

5. "​A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades" (Machado de Assis - Dom Casmurro)

Nossa, poderia fazer isso o dia todo.... ♥

Esse post faz parte do Desafio das 52 semanas. Clique aqui pra saber mais!

10/02/2014

A culpa não é da vítima e minha decepção com os universitários

     Esses dias eu vi no facebook a seguinte campanha da Frente Perspectiva do Mackenzie:


Cada universidade tem seu próprio estilo de receber os novos alunos. Aqui em São Carlos, na UFSCar, temos a tradicional cervejada dos cursos, a gincana da Atlética, o baile do bixo, e na USP, além da programação oficial do DCE e dos cursos, tem também o Miss Bixete. O Miss Bixete, inclusive, foi alvo de grandes escândalos na calourada do ano passado. Vale a pena ler algumas coisas que foram escritas sobre esse episódio. Diante de um histórico recente de machismo em São Carlos, pensei comigo: melhor compartilhar isso no grupo da UFSCar.

Realmente, eu nunca fiquei sabendo de nenhum episódio de violência sexual durante a calourada na UFSCar (durante o TUSCA, no entanto...), mas não custava nada lembrar a galera que se uma bixete (ou veterana, ou quem for) beber demais ou usar drogas isso não pode ser usado de pretexto para abusar dela mesmo que "não se tenha" uma intenção maligna com isso.

Logo que eu postei no grupo, muitas meninas curtiram, mas muitas outras pessoas já começaram a se mostrar incomodadas, dizendo coisas como "isso nunca aconteceu aqui" ou "mas e os bixos?" ou "mimimi" ou "feminista vê pelo em ovo". Já imaginando no que isso iria dar, cancelei as notificações - já que ler comentários de noticias podem dar câncer ou fazer seus olhos caírem, além de matarem a fé na humanidade.

24 horas depois eu revolvi dar uma olhada na postagem: centenas de comentários e uma discussão fervorosa. Comecei a ler, mas parei rapidinho, e só comentei no final: "esses comentários são a necessidade da campanha".

Eu, na minha inocência, na minha ignorância e até mesmo no meu pré-conceito, achei que essa campanha seria bem recebida: o choque foi grande ao perceber, tão perto de mim, a tal cultura do estupro.

Alguns comentários diziam "é só não ficar inconsciente", "onde já se viu mulher beber a esse ponto?", "enche a cara depois quer reclamar", "por que ninguém defende os homens?", "é só ficar com amigos, não no meio de desconhecidos", "depois ela não vai nem lembrar", entre outros absurdos que eu juro que eu gostaria de dar print screen, mas não tive coragem de voltar lá e procurar os comentários.

É tanto absurdo que dá nojo da humanidade!
E não é só homens que acham que esse tipo de campanha é exagero, muitas mulheres também concordaram que isso não acontece, mas se acontecer é porque a mulher deixou/mereceu.
Sério, pra mim essa é a prova de que tá tudo errado mesmo!

Vamos tentar fazer uma comparação como a que fizeram: se você encontrasse um carro aberto, com muito dinheiro no banco, e ninguém por perto, você pegaria? se você encontrasse uma mulher bêbada, em uma festa dançando, você estupraria? GENTE! Que mundo é esse, por favor?

Primeiro, não, não pegaria o dinheiro, segundo, QUÊ?! Quando que pegar o dinheiro dos outros pode ser comparado a violar o corpo e a integridade de alguém?

Já ouvi algumas amigas dizendo "não pode bobear, não pode dar motivo, se essas coisas acontecem a gente tem que tomar cuidado". Não que eu discorde, mas não soa fatalista demais? Não soa privativo demais? Não soa injusto demais? 

Usando a comparação escrota que fizeram: você deixa de comprar um celular bacana porque tem medo de ser roubado? se você compra o celular e te roubam, a culpa é sua porque você comprou o celular? se não tivesse comprado isso não teria acontecido? se não tivesse usado ele na rua não teria sido roubado? se não tivesse ido praquela rua, naquele horário não teria sido roubado? Pois é, a culpa não é sua. A culpa é do sistema econômico e social que gera esses vários efeitos colaterais.

Se você é mulher e vive, faz suas coisas e tal, e te estupram, a culpa é sua porque você provocou? a culpa é sua porque você estava sozinha a noite numa rua deserta? a culpa é sua porque suas roupas eram curtas? a culpa é sua porque você tinha bebido demais? Não, querida, a culpa não é sua. A culpa é dessa sociedade machista que faz com que os homens acreditem que as mulheres são objetos que eles podem adquirir, usar, e fazer o que quiser, quando quiserem.

Via Moça, você é machista

Mas não, ser violada não é a mesma coisa de ter um celular roubado!
Uma coisa é um acessório, um objeto, algo que pode ser adquirido novamente, outra coisa é um corpo, uma pessoa, um ser por ele mesmo, que não pode ser trocado, e, pior, que tem vida, sentimento e memória!

É lógico que nós mulheres nos preocupamos com o que pode acontecer. Porque sim, embora muitos não acreditem, o mundo é mais perigoso para as mulheres. É lógico que a gente não quer que nada aconteça com a gente, com nossas amigas, irmãs, mães, etc. É "natural" pensar que a gente não pode aproveitar a vida, ser quem a gente é, fazer o que a gente quiser, vestir o que a gente quiser, beber o quanto a gente quiser... A gente não quer ser invadida, a gente não quer que nossas amigas sejam. Mas acontece, minhas amigas, que estamos fazendo isso do jeito errado!



Não é a nossa roupa que causa o estupro, não é a nossa atitude que causa, não é a nossa chapação, não é o lugar, é a pessoa que esta do outro lado a culpada de tudo isso: o estuprador.

Então, por favor, nunca - nunca - digam para uma mulher que ela não deve fazer isso ou aquilo para não correr riscos. Porque gente, nenhuma mulher quer ser estuprada! Digam - isso sim - para os seus amigos, irmão, namorado, que a mulher tem o direito de ser e fazer o que ela quiser, assim como eles, mas que eles não têm nenhum direito de interferir na vida dessa mulher, de invadir, de usar a força, de usar como objeto, de humilhar, enfim, que eles é que não devem cometer o estupro!

Enfim, tudo isso porque eu fiquei bem triste com toda essa agitação que teve por conta da postagem que eu compartilhei. Nenhum homem nunca vai entender esse medo, essa assombração que nós mulheres sentimos. Mas também nós não podemos baixar a cabeça e dizer "isso acontece" como se fosse só um roubo de celular! Nós não podemos deixar que a sociedade machista nos convença de que mulheres são inimigas. Não podemos aceitar que essas coisas continuem acontecendo e dizer "ela pediu".

Vamos fazer desse mundo um lugar melhor pra todxs, vai!




07/02/2014

Desafio das 52 semanas: Semanas 1 e 2

Como eu já anunciei, resolvi participar do desafio das 52 semanas :)
Esse primeiro mês eu vou trazer duas respostas de uma vez, pra alcançar as semanas que eu perdi, ok?
Vamos lá então!

Semana 1: Coisas que me fazem ficar feliz
1. Rever minhas amigas e minhas primas. Eu me mudei para São Carlos, e minha família e meus amigos ficaram em Campinas. É super difícil conseguir reencontrar com eles, mas quando dá certo eu fico mega feliz ♥

2. Perceber como eu gosto do meu trabalho! Adoro quando eu percebo que eu amo as pessoas com quem eu trabalho, as coisas que a gente faz junto... Esse tipo de realização é incrível!

3. Pode parecer neurótico, rs, mas eu fico super feliz quando eu faço faxina em casa :) Nada é melhor do que a sensação de pisar descalça no chão limpo e sentir o perfume no ar!

4. Eu fico maior feliz também quando meu namorado e eu saímos e nos divertíamos. A gente tem uma dificuldade estranha pra se divertir quando a gente sai juntos, então quando isso acontece é muito bom!

5. Se meu trabalho não aparecesse aqui duas vezes ia ser até estranho. Eu amo o que eu faço, e isso é realmente a minha vida! Eu fico muito feliz quando eu me sinto fazendo alguma coisa de verdade pra mudar a vida das pessoas e mudar o mundo. Não tem nem como descrever a alegria!

Semana 2: Eu nunca…
1. Nunca quebrei nenhum osso. Sempre quis usar gesso pros meus amigos assinarem, mas nunca... :(

2. Nunca andei de barco ou de navio. Só de canoa. Sempre quis saber se eu passava mal de andar de barco/navio, mas...

3. Nunca comi coração de galinha. Se tem algo que eu sou absolutamente contra é comer corações. Acho isso uma maldade simbólica terrível! Podem me dizer que é bom o quanto vocês quiserem, nunca vou comer!

4. Eu nunca disse pros meus pais que eu amava eles. Não sei explicar isso, mas nunca falei...

5. Eu nunca roubei nada do supermercado. Vários amigos meus faziam isso, hehe :) Eu que sou certinha e medrosa, nunca tive coragem de roubar nem um chocolate!


Ai ai, é isso gente! :)
Semana que vem tem mais!

Desafio das 52 semanas

2014 começou com tudo na blogosfera! Quanto amor!
Acabei de encontrar esse desafio das 52 semanas e resolvi participar dele! Assim, eu garanto que o Grão de Estrela não vai ficar sem postagem, hehe :)

Como funciona?
Cada semana, você deve postar respondendo 5 itens para cada uma das questões!
Muito simples, muito fácil! Bora então?

As perguntas para as respectivas semanas são:

Semana 1: Coisas que me fazem ficar feliz
Semana 2: Eu nunca…
Semana 3: Coisas pra se fazer no calor
Semana 4: Minhas citações preferidas são: (trechos de livros, de músicas, frases de autores, etc)
Semana 5: Fazem parte da minha wishlist:
Semana 6: Os super poderes que eu gostaria de ter se fosse um super heroi seriam:
Semana 7: Eu sempre…
Semana 8: Os melhores filmes infantis que já assisti foram:
Semana 9: Pessoas que eu gostaria de conhecer / ter conhecido:
Semana 10: Minhas comidas preferidas são:
Semana 11: Meus brinquedos preferidos na infância eram:
Semana 12: Coisas pra se fazer no frio:
Semana 13: Fico sem graça quando…
Semana 14: Meus sites preferidos na internet:
Semana 15: O que há de pior no mundo virtual?
Semana 16: Isso, pra mim, não é diversão:
Semana 17: Personagens cuja vida eu gostaria de viver por um dia: (filmes, livros, seriados, etc)
Semana 18: Sinto saudades…
Semana 19: Meus seriados preferidos:
Semana 20: Fico de mau humor quando…
Semana 21: Meus piores defeitos:
Semana 22: Na minha geladeira, tem que ter:
Semana 23: Coisas que me incomodam no mundo contemporâneo:
Semana 24: Casais preferidos (filmes, seriados, livros, etc)
Semana 25: Tenho aflição de…
Semana 26: Se eu pudesse trocar de profissão, eu seria…
Semana 27: Coisas legais pra se fazer nas férias:
Semana 28: Minhas maiores “neuras” e manias são:
Semana 29: Filmes que me falam ao coração:
Semana 30: Fico impaciente com pessoas que…
Semana 31: Quando não tenho nada pra fazer, gosto de…
Semana 32: Ainda quero aprender:
Semana 33: Tenho medo de…
Semana 34: Livros que eu acho que todo mundo deveria ler:
Semana 35: Minhas piores compras foram:
Semana 36: Morro de preguiça de…
Semana 37: O que, de melhor, o mundo virtual te trouxe/traz?
Semana 38: Desculpe, mas eu acho brega:
Semana 39: Minhas melhores qualidades:
Semana 40: Meus “cheiros” preferidos são:
Semana 41: As coisas mais difíceis num relacionamento amoroso são:
Semana 42: Quer acertar no meu presente? Então me dê…
Semana 43: Músicas que eu não canso de ouvir:
Semana 44: Meus vilões preferidos são:
Semana 45: Lembra a minha adolescência:
Semana 46: Parece que todo mundo sabe _______________, menos eu:
Semana 47: Quando estou apaixonado(a) eu…
Semana 48: Nunca tive coragem de…
Semana 49: Lugares no mundo que eu gostaria de conhecer:
Semana 50: Pessoas que eu admiro:
Semana 51: Coisas que me marcaram neste ano que está acabando:
Semana 52: No ano que vem eu quero:

Bom, como já estamos em fevereiro, eu acabei perdendo as primeiras semanas, então eu vou fazer o seguinte: nesse primeiro mês, eu vou responder 2 questões de uma vez, assim não fica tão pesado, e eu consigo alcançar as semanas! :)

Vou tentar postar toda sexta feira pra ver se eu crio uma rotina e não esqueço do desafio (isso é importante, haha). Também criei uma tag só pra esse desafio, assim fica fácil de achar ele aqui no blog! Conforme eu for postando eu vou atualizando as questões com o link das respostas!

Então é isso! :) Espero que acompanhem!