31/01/2014

Desafio DIY 2014: Colagem

     Nessa brincadeira de tentar reviver o Grão de Estrela, eu comecei a fuçar em todos os blog listados lá no grupo do Rotaroots (eu sei, pra quem não tinha tempo nem de respirar, visitar um monte de blog é mais demorado, mas ok) e sem querer eu entrei no blog Caos Criativo e tinha uma postagem falando do Desafio DIY 2014. Não preciso dizer mais nada, né? ♥ Já postei aqui várias vezes dizendo como eu sinto falta de fazer artesanato, e eu achei esse desafio perfeito pra me incentivar! 

Quer entender o #DesafioDIY2014? Clica aqui :)

Quando eu entrei no grupo, grande foi o meu sentimento de surpresa quando eu vi que o tema desse mês era colagem: Na semana passada eu tinha customizado a minha agenda com colagens :O 2014 já começou super sincronizado! ♥ Não sei se vale apresentar alguma coisa que já estava feita, mas eu me autorizei, hehe

A primeira coisa que eu fiz foi pegar vários cartões postais que o meu namorado tinha trazido do Mato Grosso pra mim. Os cartões estavam guardados e eu queria fazer alguma coisa com eles, só não sabia o que!


Depois marquei algumas linhas para recortar os cartões e ficar com vários pequenos triângulos.




Depois misturei os pequenos triângulos e fui montando novas paisagens com as paisagens dos cartões! E o resultado foi esse:






Colar as imagens misturadas foi o verdadeiro desafio! Pra mim que sou toda (toda!) certinha, essas coisas assim fora do lugar me dão certo nervoso. Mas fiquei muito contente com a minha ideia de misturar, e super satisfeita com o resultado!

Embora seja simples, essa é uma colagem que vai me acompanhar o ano todo (porque a minha agenda é tipo minha segunda pele, rs). Me lembra meu namorado, e nossas promessas de viajar mais juntos!

Espero que isso tudo me motive a ser mais "aventureira" :)
E espero que tenham gostado também!

E se quiserem participar do desafio, é só entrar lá no grupo no Facebook!

27/01/2014

2013 >> 2014

     Vou confessar uma grande verdade: de vez em quando eu acho que blogs não são mais para mim. Não sei explicar o motivo, apenas sinto isso. É uma sensação estranha porque eu fui blogueira praticamente a metade da minha vida! - véi, é muita coisa! Ao mesmo tempo em que eu sinto que se eu largar o blog eu estou largando algo que sempre fez parte da minha vida, eu também sinto como se se eu fizesse isso na verdade não estaria perdendo nada.

Talvez seja cansaço. Estou terminando o mestrado. Passei dois anos lendo e escrevendo muito! Juro que eu não tinha força pra ler blogs e comentar, muito menos para postar aqui. Já disse para mim que assim que eu terminasse o mestrado as coisas iriam mudar, mas a verdade é que eu não sei como as coisas vão ser, então fica bem difícil prometer alguma coisa para mim.

De qualquer forma, me mantenho na eterna esperança de que 2014 seja um ano mais tranquilo!
Programei algumas postagens, vamos torcer pra eu não deletá-las antes de serem publicadas, hehe! Então que venha 2014 e que eu consiga ser uma blogueira mais comprometida \o/

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PS: Fui injusta comigo! Achei que 2013 só tinha tido postagens porcarias! Mas teve coisas bem bacanas! Relembrar é viver \o/
Venham comigo e confiram meus favoritos de 2013:

Meme metalinguistico: autoexplicativo! questões sobre o blog respondidas com amor! ♥ Das fases da vida: sobre como a gente muda, mas sobre como o que a gente fez interfere em quem a gente é, e sobre o que a gente aprende com tudo isso. Sono: sobre os simples prazeres da vida :) Sem título: sobre como os blogs de moda não me representam, sobre como piercings, tatuagens e alargadores me representam. DIY: Suporte para livros: o primeiro DIY que eu fiz, que prometia ser o primeiro de muitos, mas que no fim foi o primeiro e último; A guerra não declarada na visão de um favelado: sobre o dia em que eu assisti uma palestra com o Eduardo do grupo de Rap Facção Central. Memorável ♥ Amanhã de manhã: porque eu continuo sendo romântica ♥


20/11/2013

Se bem que Deus existe

Eu nunca fui contra a ideia de Deus. Eu não consigo agradecer a Deus pelas coisas boas que acontecem e nem falar coisas como "graças a Deus", "se Deus quiser", "fica com Deus", não sei rezar nem me sinto confortável perto de pessoas que colocam toda a responsabilidade da sua vida nas mãos de Deus. Mesmo assim, não consigo desacreditar na existência de um ser superior de bondade colossal que olha e cuida de todos.

Eu fui criada em uma família cristã, estudei em escola cristã, então, sem dúvida, isso me influenciou muito. Quando eu tinha uns 16 anos comecei a me questionar se eu realmente me sentia cristã, se acreditava em Deus e em todas as coisas coisa que eu aprendi dentro do espiritismo, ou se eu achava que acreditava naquilo tudo só por estar sempre dentro de ambientes cristãos.

Me afastei da religião enquanto lugar físico e pude perceber que de fato aquelas crenças me pertenciam. Talvez não da forma como me ensinaram, talvez não tão "quadradinho", mas sim, aquilo tudo fazia sentido para mim, e eu precisava daquilo para a minha vida.

Não me importa se você não acredita em Deus, não me importa se a sua religião é outra. Também não me importa se você diz que eu não posso ter religião fora de algum templo. As regras, os dogmas, as condutas não me interessam. Porque para mim, a grande beleza é procurar ser alguém melhor - para você, para o outro, para o mundo.

E o que importa também, para mim, é que eu sei que existem muitos seres (no plural!) que estão por aí nos protegendo, nos livrando de todo o mal, colocando as pessoas certas no nosso caminho, desviando as pessoas mal intencionadas. Nos dando bons conselhos, confortando as nossas angustias, dores e perdas. Tem coisas que acontecem na nossa vida que parece que aconteceram só pra provar isso para a gente.

A minha família, sem dúvida, esta bem acolhida por esses seres de luz, e eu só posso agradecer à Deus.

31/10/2013

A guerra não declarada na visão de um favelado (II)

Há exatos 1 ano (nossa, como o tempo voa!) eu postei aqui contanto que tinha comprado o livro "A guerra não declarada na visão de um favelado" do Eduardo. Postei só contando que eu tinha o livro em minhas mãos, mas que ainda não tinha começado a ler. Apesar de eu não contar nenhuma grande informação, foi legal porque apareceram muitas pessoas por aqui interessadas no livro.

Eu comecei a ler o livro, mas, infelizmente não consegui terminá-lo. Primeiro porque o mestrado tem exigido muito e eu não posso me dar ao "luxo" de ler algum livro que não vá me auxiliar diretamente na escrita da dissertação. Segundo porque o livro é bem pesado, e por isso não dá pra ler muitas páginas seguidas. Dá uma angústia e uma tristeza do mundo e é preciso refletir muito pra seguir na leitura. Terceiro porque meu namorado pegou o livro pra ler e ainda não me devolveu :P

De qualquer forma, fiquei sabendo que o Eduardo etá fazendo palestras, não sobre o livro, mas sobre a ideia do livro, e não é bem uma palestra, é mais uma roda de conversa. Enfim, o Eduardo está participando de encontros pra conversar com a galera sobre essa opressão, sobre os mecanismos de alienação, sobre as grandes corporações e seus bilionários rendimentos, sobre a desigualdade social, e todas as outras coisas que instigaram o Eduardo a escrever o livro.

Como a vida é loca, acabei indo com o meu namorado até Santos para assistir a palestra.
Chegando no lugar, foram várias sensações diferentes. Primeiro porque o evento era na Associação Cortiços do Centro, uma associação autogestionária que está construindo moradias populares (dá pra ver uma foto dos prédios em construção, clica aqui). Essa associação, pelo o que nos pareceu, está ligada à União Nacional por Moradias Populares. Gente, não tem coisa mais rica que isso, procurem conhecer!

Segundo porque antes das palestras vários grupos de Rap se apresentaram. E foi bacana demais ver a galera fazendo música, mostrando a sua ideia, e, mais ainda, mostrando que é consciente da realidade política e social, e, ao mesmo tempo, apontando sugestões, soluções, caminhos alternativos que não seja o crime e a violência. Bacana demais!

Terceiro porque lá na Associação tinha criança, tinha jovem e tinha adulto, todos juntos, interagindo, ouvindo o Rap, disposto a ouvir o outro, a aprender com o outro. Ao menos foi essa a impressão que me deu.

Quando o Eduardo chegou eu não pude nem fingir que eu não senti uma emoção tremenda. Pô, eu sempre gostei de Rap, e ver um ícone do Rap Nacional, tão de perto, tão real, tão disponível, olhando no seu olho, conversando com você é emocionante demais! - mesmo que eu nunca tenha sido, assim, tão fã do Facção Central.

foto daqui

Para mim a conversa não foi nenhuma novidade. Eu sei que falar assim parece prepotência. Mas é que eu não ignoro que o mundo é podre, que o capitalismo é destrutivo, que a sociedade é desigual e injusta. Eu não acho que pobre é incapaz ou preguiçoso. Eu não confio na mídia, não confio no governo, não confio na educação. Então, de certa forma, nada do que ele falou me surpreendeu. Mas isso porque eu ouço Rap, porque eu leio e estudo muito, porque eu converso com as pessoas sobre política (política não partidária).

Quando você ignora ou quando você realmente não sabe que a sociedade é assim podre, você pode se chocar. E foi o que eu vi acontecer nesse dia. A voz firme do Eduardo penetra na sua mente, te faz pensar, reavaliar seu dia-a-dia, sua postura, suas ações. Faz você perceber que sim o sistema quer te destruir - e sinto muito em dizer, embora possa soar deveras de direita: a classe média também é vítima nesse sistema, porque mesmo que a gente não seja "a escória", a gente não é "patrão", e são os patrões, os chefes, os donos que dominam tudo isso. A classe média, a classe C, D, são apenas marionetes. 

Mas o Eduardo não falava para a classe média. Falava para a periferia, para moradores de cortiços, para pessoas do movimento Hip Hop, para os empacotadores de supermercado, para as domésticas e para os ajudantes de pedreiros - aqueles que até nós, classes mé(r)dias, menosprezamos.

E foi bonito a galera se manifestando, falando como a tv aliena, como a novela ilude, como o jornal engana. As senhoras se despertando, os jovens testemunhando a tentação de entrar para o crime. Falaram sobre educação, sobre família, sobre exemplos, manifestações de ruas, participação política, conscientização, movimentação....! Teve um menino que falou de Paulo Freire, ele disse algo como: "Quem a gente tem como referência? O Ronaldo Fenômeno. Mas por quê? E Paulo Freire? Quem já ouvir falar de Paulo Freire? Ele sim devia ser a nossa referência!" Emocionei demais!

Embora o Eduardo tenha focado muito na transformação pessoal, eu acredito no coletivo. Sim, cada um deve passar pelo seu próprio processo de conscientização, de transformação, mas as nossas referencias, nosso apoio, nossas companhias influenciam muito, e elas não devem ser ignoradas nem ao menos desconsideradas. Mas de qualquer forma achei aquele encontro muito importante, muito, de verdade!

Saí de lá mais de esquerda, mais consciente do meu papel como educadora, mais sensível com a periferia.
E vamo seguir a vida, em busca da revolução!


Foto que a gente tirou. Sem zoom! Ele tava pertinho mesmo! :')



Veja: A guerra não declarada na visão de um favelado

18/10/2013

Escuta de novo: Baby do Brasil

Atenção: esse post é tietagem ;)


     Há alguns dias, o SESC daqui trouxe a Baby do Brasil para fazer o show Baby Sucessos, junto com o seu filho Pedro Baby. Fiquei super animada para ir, mas como nenhum amigx comentou que também queria ir, acabei ficando com preguiça de ir comprar o ingresso.

Eu tenho esse problema de não querer ir em show de artistas que eu não conheço, o que no fundo, me dá muita raiva de mim. Eu facilmente vou ao cinema assistir filmes sozinha, e, logicamente, filmes que eu nunca assisti, por que raios eu não iria a um show sozinha só porque eu não conheço o artista?! Logo eu que escolhi a música como profissão. Imperdoável, eu sei.

Mas eis que o destino é assim um cara danado que só, e eu acabei ganhando ingressos para o show da Baby, e foi uma amiga mais eu! Eu não sabia nada da Baby, além de que ela era dos Novos Baianos (♥), mãe da Sarah Sheva, Nãna Shara e Zabelê (vulgo SNZ), e doidona. 

Chegando no SESC, o ginásio estava bem vazio, deu até uma tristeza. No começo do show, a gente ria das letras das músicas que tinham rimas muito clichês, a gente ria por a Baby estar de roxo da cabeça aos pés (literalmente), ria de umas pessoas loucas dançando loucamente...

Mas de repente a gente parou de rir. De repente a gente percebeu que aquela senhora de 60 anos tem uma energia, uma alegria, um bom humor invejáveis. Que ela estava cantando lindamente, super afinada! Que a banda era incrível! Que o Pedro Baby tinha uma voz linda! E a gente ficou besta de ver a qualidade do show! Eu sai do show completamente alucinada! Maravilhada! Super fã!

Descobri que o show Baby Sucessos foi gravado pelo Estudio MTV, e esta todinho disponível no youtube! Vale muito a pena assistir! Mas caso você não queira, não possa, ou não tenha tempo, veja pelo menos uma dessas três músicas, duvido muito que você não fique querendo mais!

Planeta Vênus ♥



Tinindo Trincando ♥



Masculino e Feminino (o vídeo tá ruim, o áudio tá mais ou menos)
Foi o bis do show ♥

09/10/2013

Só alegria!

     Apesar de eu não ter uma profissão, assim, bem definida, porque eu não tenho exatamente um trabalho, eu percebi essa madrugada como eu sou feliz com a profissão que eu escolhi!

O curso que eu fiz na graduação se chama "licenciatura em Música com habilitação em Educação Musical". Quando eu estava prestando o vestibular, eu já sabia que eu queria dar aulas de música, e eu não conseguia me ver fazendo outra coisa que não isso; mas eu ainda não conhecia o vasto campo da educação musical, e nem sabia que havia tantas possibilidades quando falamos em "ensino de música".

Eu me encontrei, e, ainda por cima, pra deixar tudo ainda mais amor, encontrei um grupo de pessoas incríveis com quem eu adoro trabalhar! Descobri que eu posso ser criativa, divertida, espontânea, sociável, entre outras coisas que eu não sabia que era capaz, nessa brincadeira de aprender a ensinar.

Além das aulas particulares que eu dou, eu não tenho aquilo que se chama de trabalho. Mas adoro aquilo que eu considero como sendo o meu trabalho. Adoro a minha pesquisa de mestrado, adoro a minha busca por uma educação mais humana, adoro dar cursos e formações, adoro organizar eventos acadêmicos, adoro ser orientadora... Adoro até mesmo as reuniões que se estendem  pela madrugada - porque mesmo se forem "sérias", são divertidas.

Enfim, não tinha porque falar isso aqui, mas eu quis mesmo assim. As vezes eu me desanimo e acho que eu não estou fazendo nada pela educação musical e pelo mundo, então preciso valorizar quando eu percebo o meu papel, quando eu percebo que o que eu faço tem sim a sua relevância, que pode sim mudar o mundo!

Então fica aqui o meu registro pessoal, cheio de amor, alegria e realização!

04/10/2013

Das fases da vida

     Eu causei quando eu era adolescente. Embora eu sempre diga para os meus pais que eu sempre fui responsável (e era), eu aproveitei muito, e aprontei muito também!

Na época eu dizia que os meus pais não me entendiam, mas hoje eu percebo que eu não entendia os meus pais (salve, Renato Russo!). Meus pais nunca foram do tipo super protetores, mas é óbvio que se preocupavam e se importavam comigo - é que quando a gente tem 15 anos, se nossos pais não nos deixam sair para ir a uma super festa no sábado a noite, com aqueles amigos que eles nunca ouviram falar, em um lugar totalmente afastado da cidade, a gente só consegue pensar que eles não entendem como ir naquela festa é importante pra gente, e isso quer dizer, obviamente, que eles nos odeiam.

Mas não odeiam.

Mesmo os meus pais sendo bem firmes (o que me impediu de aprontar muito mais, porque eu sempre tive medo dos meus pais saberem e ficarem decepcionados comigo - e brigarem comigo), eu aproveitei bastante. De verdade. Fui a muitas festas, fui a muitos shows, fui a muitas casas de amigos que meus pais não conheciam. Dancei muito, dancei sem música, entrei em bate cabeça. Fiz vários piercings, coloquei alargadores. Bebi muita bebida destilada, fumei muito cigarro de puta chique. Beijei quem eu não conhecia, beijei mais de 10 pessoas em uma noite, beijei mais de 2 pessoas ao mesmo tempo, beijei homem, beijei mulher, beijei travesti. Dormi fora de casa pra não ter que voltar bêbada pra casa. Disse que saí com uma amiga, mas saí com outra. Falei que ia para um lugar, e acabei indo para outro. Ia em show de rock, em show de rap, em festa eletrônica, em manifestações de rua...

Mas eu sempre olhei para mim e me achei a mais certinha do grupo, nunca achei que tudo isso fosse algo exagerado, nunca fiz pra chocar alguém, nunca quis aparecer pra ninguém. Infelizmente, a lembrança que eu tenho é da minha família apontando o dedo pra mim direto. Lembro de ter ouvido coisas do tipo "você é um desgosto para os seus pais", "eles fazem tudo por você e você retribui desse jeito?", "por que essa roupa?", "por que esse cabelo?", "por que essa música?", "por que você faz isso?". Talvez meus pais nem saibam o quanto a minha família só me fez ter vontade de continuar sendo a ovelha negra, o anjo torto.

O que ninguém da minha família nunca reparou é o quão podre eles também eram. Eu não vou apontar os podres, porque, lógico, não faz sentido nenhum eu fazer isso, ainda mais aqui. Mas eu queria dizer para o mundo que eu não me arrependo de nada do que eu fiz. Se meus pais sofreram, eu só posso pedir desculpas, e dizer que eu sempre pensava neles - de verdade! Eu aproveitei minha adolescência conscientemente, do jeito que eu queria aproveitar, fiz as escolhas que quis fazer, e elas, sem dúvidas, moldaram a pessoa que eu sou hoje. E eu tenho muito orgulho da pessoa que eu sou, das escolhas que eu fiz, das coisas que eu faço, eu não mudaria quem eu sou nem por um milhão de elogios. Sei que meus pais também se orgulham, e acreditam em mim.

Me basta.

Parte de mim, no entanto, gosta de mostrar o sucesso que é a minha vida, a minha carreira, o meu namoro, meu novo relacionamento com os meus pais, mas tento não deixar isso ficar muito forte, afinal, assim como eu mudei muito, eles também podem ter mudado.

Família é família, e, pelo menos no caso da minha, no fundo todo mundo se quer bem - eu sei disso. Colocando o dedo onde não é chamado, ou sendo relapso algumas vezes, eu sei que todo mundo se gosta, e não sou eu quem vai tentar destruir isso só pra mostrar que eu estou feliz.

30/09/2013

Escuta de novo: Flor de aguapé

Voltando com o blog eu tenho que, necessariamente, voltar com o projeto Escuta de novo :) Eu me incomodo bastante com as pessoas reclamando o tempo todo de como a música brasileira é um lixo, que nada presta, quando na verdade a música brasileira é composta por artistas talentosíssimos! Então o projeto é para divulgar artistas independentes e que estão fora do circuito comercial.

Aproveitem, e se gostarem, escutem de novo!

O grupo é formado por 3 músicos que se encontraram no curso de música da UFSCar. Eles se propõem a estudar a música brasileira mas têm se definido mais como um grupo que faz choro cantado. O Diego (bandolim) foi da minha turma na graduação! Foi bem legal acompanhar a entrada dele no mundo do choro e do samba, e eu fico super feliz quando eu vejo o quanto ele tem construído! A Jacque (voz) e o Leo (piano) também são pessoas bem queridas e excelentes músicos!

Vale lembrar que eu não sou fã de choro, hê :) A primeira vez que eu fui ver o Flor de Aguapé eu não esperava muito apesar de conhecer os músicos, e saber que eram talentosos, porque não é um estilo de música que mexe comigo, mas quando eu ouvi eles tocando "Naquela mesa" eu até chorei tamanha sensibilidade da música, do arranjo, da voz...! Simplesmente lindo! Vale a pena ouvir!



Gostou? Então curta a página do Flor de Aguapé no facebook! :)

26/09/2013

Como eu fui parar no Chile

     Embora eu já tenha viajado bastante nessa vida, eu não sou uma pessoa que pode ficar viajando muito. Primeiro por questões financeiras (afinal, uma viagem demanda bastante grana - ou coragem, se você for de carona, e optar por hospedagens solidárias (duas coisas que eu não tenho, hehe)), segundo porque fica difícil sair da rotina quando você tem responsabilidades e prazos a serem cumpridos.

Por isso, ao longo do ano, eu só me programo para viajar nas férias. Mas o bom de estar no mundo acadêmico é que existem muitos congressos e, como eu moro em São Carlos, no interior de São Paulo, nenhum deles é na cidade. Faz parte da carreira acadêmica a participação em congressos. Essas participações contam ponto no currículo, além de serem espaços privilegiados para a divulgação do trabalho e da pesquisa que a gente realiza dentro da universidade. 

Ou seja, tem que ir!

Nessa brincadeira de participar de congressos eu já fui para Goiânia (GO), Salvador (BA), Montes Claros (MG), Vitória (ES), entre várias outras cidades. Como é raro poder viajar, principalmente para lugares tão longe, eu costumo sempre ir alguns dias antes e voltar alguns dias depois, para aproveitar a cidade, apoiada do pensamento "afinal, quando eu vou poder voltar aqui de novo?".

E foi assim que eu fui parar em Santiago, no Chile! Aconteceu o Encontro Latino Americano da Sociedade Internacional para Educação Musical e eu tive 3 trabalhos aprovados (sentindo-se orgulhosa e nerd! ;))


Como não podia deixar de ser, aproveitamos bastante a cidade. Não tanto quanto eu gostaria (não skiei, nem comi pratos típicos, nem comprei vinhos chilenos), porque o dinheiro estava realmente contadinho, mas deu para andar muito, conhecer a cidade, as pessoas, a língua, deu pra ver neve, pra ver lhamas *--* deu até para molhar as mãos no oceano pacífico (que eu confesso: depois de ver a neve, entrar no pacífico era a minha segunda maior vontade!) -  não em Santiago, mas em Viña del Mar, cidade próxima. Queria ter entrado até a cabeça, mas estava frio e eu não tive coragem :(

Mas foi incrível! Uma pena, no entanto, que o congresso, embora fosse latino americano, tenha deixado muito a desejar :( Mesmo assim, fiquei com vontade de voltar a estudar espanhol e fazer mochilão pela América Latina. Quem sabe um dia?


17/09/2013

Um novo começo

we heart it

     Daí que eu percebi que o blog acabou ficando mais depressivo do que eu pretendia, e decidi que a lembrança que eu quero deixar para mim de mim mesma dessa minha fase da vida não é essa. Eu adoro relembrar as minhas histórias, a minha forma de ver e perceber o mundo lendo os arquivos do meu blog (inclusive dos blog antigos que não foram deletados ;)), e não são essas histórias que eu quero guardar. É muito legal rir de mim mesma e perceber quantas coisas mudaram e quantas coisas continuam do mesmo jeito. Me dá uma saudade incrível de algumas coisa que eu vivi e saber que eu registrei elas é como reviver tudo. O que foi bom e o que foi ruim. Pelo jeito que eu andei postando parece que só coisas ruins têm acontecido, o que está longe de ser verdade.

Minha vida está muito boa. De verdade. Defendi a minha dissertação de mestrado no exame de qualificação e ela foi aprovada com muito elogios e com poucas mudanças necessárias. Voltei a dar aulas de piano, o que tem me forçado a estudar muito mais. Tenho me aceitado melhor, e, consequentemente, me compreendido melhor - o que me ajuda não só a contornar certos impulsos mas também me obriga a olhar um pouco mais para mim. Me assumi como moradora de São Carlos (para quem não acompanhou, em 2008 eu saí de Campinas para fazer faculdade aqui), o que me fez ter outra relação com a cidade, com a minha rotina, além de tirar a pressão da família que sempre perguntava quando que eu ia voltar. "Não volto mais, São Carlos é meu lar, vai me visitar ♥". Meus pais parecem lidar bem. Meu namorado nem tanto.

Enfim, quero voltar a blogar. Eu havia dito que não queria mais o blog como uma rede social, e sim como refugio. Hoje eu quero de volta o lado social, quero os amigxs, quero compartilhar histórias, quero me envolver com as historias dos outros! Me aceitam de volta? 0:)


10/09/2013

Esses sentimentos negativos deformaram minhas expressões faciais.

25/08/2013

Olhos

Fazia tempo que eu não sentia a tristeza de ter os olhos inchados de tanto chorar.


08/08/2013


05/08/2013

Me faz bem

Eu gosto de alimentar minha raiva
até o ponto em que eu perca o controle de mim.

20/07/2013

Sono

Me divirto fazendo barulhos engraçados enquanto bocejo.

09/07/2013

Auto sabotagem

Comportamentos auto destrutiveis. Quem nunca?

28/06/2013

Externar no corpo a dor que o coração sente.

24/06/2013

Eu  me comprometo
... Sem medo

13/06/2013

I should blame you


I Should walk you through the halls of my own fate.
I should let you taste the tears that fell in hate.
I should be there to remind you everyday.
I Should.


10/06/2013

Não acredito

É, talvez eu seja mesmo um pouco reacionária por não acreditar nessa revolução.