O tão esperado e temido último ano da faculdade chegou, e trouxe com ele uma série de preocupações para além-faculdade que eu não tinha antes. Acredite, a frase: "e agora, o que eu vou fazer?" é bem mais complexa do que se parece. Estou tentando construir uma carreira acadêmica para caso eu deseje fazer mestrado, e estou aproveitando com muita dedicação cada oportunidade, para ganhar experiências diversas, caso eu vá trabalhar. Penso que o meu TCC - trabalho de conclusão de curso - pode me abrir muitas portas, já que ele é sobre uma proposta de como enxergar a Educação Musical nas escolas, mas para isso ele precisa ser visto. Sendo assim, tenho escritoo muito e aprimorando minhas experiências, torcendo para que todo esse esforço renda bons frutos. Resultado disso é que a minha cabeça está super lotada. Tenho lido tanto, que até ler legenda de filme me cansa; escrito tanto, que fico com preguiça de entrar no msn para conversar. Fico nervosa ao ver as pessoas da minha turma totalmente desesperadas por conta do TCC, e fico desejando que elas guardem essa angústia para elas, assim como tenho feito, mesmo sabendo que de tempo em tempos, é bom contar para alguém como isso está nos pressionando. De qualquer forma, venho aqui pedir desculpas pelo infinito sumiço e total descaso; é que se eu paro para pensar em mim e nas coisas que eu estou fazendo e da forma como estou conduzindo toda essa vida bandida, eu desmorono.
25/05/2011
11/05/2011
#219
É como se para a pessoa do quarto ao lado eu fosse só um meio de conseguir as coisas que ela não é capaz de fazer sozinha.
29/04/2011
Vários convidados
O que talvez muitos de vocês que acompanham o blog não saibam, é que um dos meus gêneros musicais favoritos é o Rap Nacional. Desde quando eu tinha uns 12 ou 13 anos. Hoje, com menos intensidade e sem acompanhar as novidade, ainda ouço e gosto muito. Posso até dizer que o Rap fez eu ser o que eu sou (leia mais aqui).
Hoje eu estava lembrando do show do Dexter que teve em Campinas no ano passado. Eu fiquei mais de um mês planejando, morrendo de ansiedade. Quando o dia realmente chegou, o meu lado classe média começou a se manifestar. Eu ficava pensando: "eu vou ser a pessoa mais branca desse show, eu vou apanhar", "eu e meu namorado temos moicano, vão achar que a gente é punk e a gente vai apanhar" (...). De fato, eu devia ser a pessoa mais branca, todos ficaram olhando pra gente, a gente chamou muita atenção enquanto dançava loucamente ao som do KL Jay ou cantava a todos pulmões (no meu caso, rs), mas eu nunca fui tão bem tratada!
![]() |
| www.rapnacional.com.br |
Toda vez que alguém esbarrava em mim, pisava no meu pé, derrubava bebida, era uma chuva de "desculpa, foi mal" que eu desacredidei. E era pra mim, depois viravam pro meu namorado e pediam desculpa pra ele por terem feito qualquer coisa comigo. Juro, nunca vi tamanha educação/preocupação.
Sem contar o cara de Capão que se juntou a nós do lado de fora, que era simpático a sua maneira, e ficou conversando e bebendo com a gente.
Isso me fez pensar na visão que a gente tem das coisas. Sempre me julguei "melhor" por ouvir Rap, e me sentir mais próxima das pessoas que vivem nas periferias, por nós termos algo em comum; mas quando eu tive a chance de estar junto com essa galera, eu senti medo (não sei nem se "medo" é a palavra certa). Isso me provou que todos nós temos preconceitos e por mais que a gente não os aceite e não queira que eles se manifestem, eles estão dentro de nós. E enquanto nós não o entendermos e não soubermos lidar, ele ainda vai estar lá.
15/04/2011
Dois patinhos na lagoa
Eis que mais um ano se passou, e venho aqui compartilhar com vocês que hoje é meu aniversário e que eu estou completando meu vigésimo segundo ano de vida!
E nessa brincadeira de pensar sobre fazer aniversário, fiz uma lista de coisas que provam para mim que eu estou ficando velha:
- Este é meu último ano da faculdade,
- Abri uma poupança para o meu casamento,
- Leio textos sobre Educação e morro de vontade de ter um filho pra ser meu cobaia, he :)
- Vejo crianças e morro de vontade de ter filho,
- Folheio revistas de designe de interiores e planejo minha casa com o meu futuro marido
- Vivo no dilema da minha profissão: trabalhar muito e ganhar pouco: será que isso não tem solução?
Entre outras coisas, claro.
Ao mesmo tempo que tudo isso me desespera um pouco, estou tranquila, porque eu sei que eu vou fazer as coisas sem pressa, e que tudo vai dar certo.
O jeito é aproveitar mais um dia de festa, porque o resto...
seja o que for!
-
Curiosidades
Em dias 15 de abril, o Titanic naufragou, Oswaldo de Andrade e sua mulher Pagu foram presos, foi inaugurado o primeiro McDonald's em uma cidade de Illinois, Fidel Castro visitou os EUA pela primeira vez, foi liberado o uso de cartão de crédito brasileiro no exterior. Leonardo da Vince e Fernando Pessoa nasciam; e Joey Ramone morria.
Com 22 anos, Gandhi já tinha três filhos, era casado há nove anos e trabalhava como advogado; Che Guevara fazia uma viagem por 12 províncias Argentinas, percorrendo 4 mil km em uma moto.
01/04/2011
Seja voluntário
É o seguinte: começou a campanha universitária da ONG Um teto para meu País, e como eu sempre faço, estou aqui para convencê-los a participar.
Fui voluntária duas vezes durante as construções universitárias de férias. Duas foram as vezes que eu consegui, mas já estive, em pensamento, em várias outras.
Quero deixar claro que não é fácil. Não tenho pretensão nenhuma de iludir ninguém. Viajar para São Paulo é demorado e caro – isso sempre me breca.
Para mim, estar com pessoas que eu não conheço é verdadeiramente penoso: eu julgo muito, não me sinto a vontade... E lá estou fora da minha zona de conforto, sem ter pra onde fugir.
Quando a caixa de água da escola onde ficamos alojados é pequena e insuficiente, não podemos tomar banho – ou banho ou água para beber e fazer comida. E quando se meche com terra, madeira, e fica em baixo do sol, isso é terrível.
Acordar cedo é um dos meus tormentos. Acordar cedo, tendo ido dormir tarde e cansada, com pessoas super animadas, me irrita.
Mas eu não fui ser voluntária pensando em mim.
Subir e descer morros, andar por vielas estreitas, carregar muita madeira, cavar buracos, martelar, enquanto o sol nasce até ele morrer... Todo aquele exercício físico que eu nunca fiz na vida. Cansa. Cansa muito.
Das famílias que conheci, uma onde a filha parou de falar depois de um tapa que levou da professora; outra que estava grávida do 11º filho; uma que teve que levar o filho pra longe porque ele não dormia de tanto pensar na casa que ia ganhar.
Realmente, nada daquele esforço eu estava fazendo para mim.
Mas estranhamente eu saio com a sensação de ter ganhado uma nova vida.
Não tenho coragem de reclamar de falta de dinheiro, dos meus pais que não me entendem, de ter que andar a pé, no sol, carregar peso. “Eu já ergui uma casa” – é o que eu sempre falo quando quero dizer que sou forte.
Mas sinto raiva de ver outras pessoas reclamando por tão pouco, por falta de dinheiro, por uma saúde mais instável, por não terem a casa dos sonhos, precisarem de tantas drogas para conseguir encarar a vida, e tantas outras coisas que a gente sempre reclama sem pensar... Sinto tanta raiva quando ouço essas reclamações, mas a única coisa que eu penso é: “Vá construir com o Teto”.
Minha vida não é perfeita, e eu sei que não vai ser. A sua também não será, e não é pessimismo. Precisamos dos momentos baixos para valorizar os altos, e dos altos para conseguirmos sair dos baixos.
Você pode dar um sentido para a sua vida ajudando alguém que está abaixo da linha da miséria e que está tão acostumado com a pobreza que não acredita mais em uma vida melhor.
Um novo teto é só um símbolo. Um impulso para o recomeço. É um chacoalhão, “olha, sua vida pode melhorar”. Nós, classe médias, subidos o morro e erguemos uma casa, tão inesperado quanto isso, sua vida pode melhorar.
E você pode tornar isso real. Basta perceber que você ganha muito mais do que doa, e que mesmo sendo pouco, muitas pessoas ganham com você.
Faça a diferença. Seja voluntário.
Campanha Universitária 2011
Construções dias 21, 22 e 23. Saiba mais em umtetoparameupais.org.br
28/03/2011
Sem nada pra fazer
N: Você gosta de beber
A: Você gosta de beber
T: Se apaixona facilmente
A: Você gosta de beber
L: Você gosta de beber
I: Você é ótimo na cama
A: Você gosta de beber
Jesuis, será que eu gosto tanto assim de beber?
A: Você gosta de beber
T: Se apaixona facilmente
A: Você gosta de beber
L: Você gosta de beber
I: Você é ótimo na cama
A: Você gosta de beber
Jesuis, será que eu gosto tanto assim de beber?
08/03/2011
Eu não sou para casar
Tem uma coisa que eu ouço os meus amigos de faculdade falando para as meninas da minha sala que me deixa profundamente irritada, não por eles não falarem isso para mim, mas sim por tudo o que essa frase trás com ela: “você é pra casar”. O contexto é sempre o mais propicio: quando elas cozinham alguma coisa gostosa, quando limpam a cozinha depois de um almoço comunitário, quando fazem algum favor para eles... Me incomoda não só por eles acharem que, para casar, uma mulher tenha que ser boa nessas coisas, mas por elas mesmas propagarem esse tipo de ideal, com frases simples do tipo “homem só sabe botar fogo na cozinha”. Mulher machista me incomoda tanto quanto homens machistas.
A idéia clássica é que, enquanto aproveitam a sua juventude, os homens querem as mulheres fáceis, as ousadas, e que vão dar para eles aquela história para contar para os amigos. Enquanto que para namorar e casar, preferem as corretas e prendadas. E as mulheres, tão preocupadas em se casar, não se permitem ser o que elas gostariam. Eu não quero ser essa mulher submissa que os homens desejam, e as mulheres procuram ser com medo de ficarem sozinhas, eu não sou pra casar!
Então o meu feliz dia das mulheres, vai para todas as mulheres que “não são para casar”. Às que gostam de sair com as amigas, com os amigos, ou até mesmo sozinhas, que gostam de beber e falar palavrão, que não sabem cozinhar, costurar, ou não querem ser mães. Às mulheres que gostam de homens, que gostam de mulheres, que beijam quem tiver vontade e transam no primeiro encontro. Para as que não querem que ele ligue no dia seguinte. Às que usam roupas curtíssimas, e às que são largadas. Que não se importam com a opinião alheia e nem com a tal reputação. Às mulheres que estudam e são ótimas profissionais. Que cortam o seu próprio cabelo, que escrevem seu próprio destino. Enfim, a todas as mulheres que não esperam um príncipe encantado para transformar a sua vida em um conto de fadas, pois sabem que a única pessoa capaz de fazer a sua vida valer a pena, é ela mesma.
01/03/2011
Concerto de Regentes volume 2
Tem me custado vir postar por pura falta do que dizer. Mas em todo caso, estou aqui para atualizar, e compartilhar com vocês o meu segundo concerto como regente (naquele mesmo esquema: avaliação final da disciplina 'Direção de Conjuntos Musicais 2', que dessa vez foi com o Coral da UFSCar, ao invés da Orquestra).
Confesso que esse concerto me esgotou muito. Aconteceram muitas coisas na época que acabaram com o meu emocional - e eu só não compartilho com vocês, porque estou tentando esquecer para não alimentar a raiva ;) Mas o surpreendente é que o resultado saiu muito bom. Espero que gostem também!
Confesso que esse concerto me esgotou muito. Aconteceram muitas coisas na época que acabaram com o meu emocional - e eu só não compartilho com vocês, porque estou tentando esquecer para não alimentar a raiva ;) Mas o surpreendente é que o resultado saiu muito bom. Espero que gostem também!
- O vídeo vai girar, mas não liguem, hê
03/02/2011
Sandra Lynch e o meme da banda
1. Entre nesse link aqui e o nome do artigo será o nome da sua banda.
2. Nesse link você vai descobrir o nome do álbum. As últimas 4 ou 5 palavras da última citação.
3. A capa do seu álbum será a terceira imagem que aparecer nesse link.
4. Monte sua capa. Pode usar qualquer editor de imagem. Preferencialmente, o Photoshop, mas, no sufoco, vai até o Paint.
5. Indique pessoas para fazer parte da banda junto com você.
5. Indique pessoas para fazer parte da banda junto com você.
Meu nome é Sandra Lynch e resolvi fazer um trabalho solo. Essa foi a música que deu o título para meu primeiro CD, "She can't forgive no one else". Espero que gostem :)
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Bom, como eu - na vida real - faço faculdade de musica, eu precisei fazer uma música de verdade pra postar esse meme. Originalmente ela foi feita para Clarinete, Piano e Viola, mas quando eu salvei em MID ficou tudo com som de piano, então, vai só no piano mesmo :) Cliquem aqui para ouvir! - E espero mesmo que gostem ^^
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Bom, como eu - na vida real - faço faculdade de musica, eu precisei fazer uma música de verdade pra postar esse meme. Originalmente ela foi feita para Clarinete, Piano e Viola, mas quando eu salvei em MID ficou tudo com som de piano, então, vai só no piano mesmo :) Cliquem aqui para ouvir! - E espero mesmo que gostem ^^
26/01/2011
#fikdik
Se tem um conselho que é universal, é este: não tente abraçar o mundo. Para mim não funciona já que, eu não só abraço o mundo inteiro, como ainda aceno com a mão - e quando eu vejo que ainda tem coisas para serem feitas, eu vou agregando. O grande problema é que as pessoas fazem 'demenos'. Esse é um dos grandes motivos pelo qual eu não crio expectativas com ninguém: as pessoas são regidas pela lei do menor esforço. Confesso que sempre tenho preguiça, e vou adianto ao máximo tudo o que precisa ser feito (o que me faz chegar no final do semestre e ficar totalmente desvairada), mas a sensação de ser responsável por alguma coisa que não só trará benefícios para você, como também para pessoas que estão por perto, e ver resultados positivos de ações feitas com as suas próprias mãos, compensam todo o sacrifício, cansaço, noites mal/pouco dormidas, estresse, brigas (...). Seja você a pessoa que põe a mão na massa, não seja escravo da inércia, se movimente, seja útil! - Porque eu adoraria poder dividir um pouco as tarefas e descansar também ;)
"Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem"
Rosa Luxemburgo
15/01/2011
#207
Odeio quando as pessoas acham que o compromisso que elas assumiram comigo é bobo demais para elas se compromissarem com ele seriamente.
13/01/2011
08/01/2011
Certos acordes
As unhas quebradiças e amareladas tentavam se equilibrar sobre as cordas. Sua fragilidade ainda podia ser vista pelas rápidas piscadelas, por onde se esvaia a sua insegurança de aprendiz. Tinha, porém, olhos atentos à professora. Queria retribuir à paciência dela, queria retribuir ao fato de alguém confiar nele e perder a tarde com ele e acreditar que ele podia aprender. E ficar ali, o tempo que fosse preciso, até que ele aprendesse. Queria aprender logo e queria se tornar um grande músico e compor uma linda canção para orgulhar a professora. Queria tocar na frente de um monte de gente e queria tocar lá no morro. Enquanto soasse os tiros, quebrando o silencio da madrugada, os mesmos tiros que eram sua canção de ninar, os tiros que se ouve todas as noites e que levam crianças para baixo da mesa e mães de joelhos sobre o altar – enquanto soasse o barulho deles, ele tocaria bem alto, e a música então poderia ensurdecer o barulho dos tiros e sufocar o ódio que pudesse estar escondido no peito daqueles que estivessem puxando os gatilhos. Acredita que a música pudesse fazê-los sonhar ou esquecer-se do que quer que estejam pensando, esquecer das drogas, do dinheiro, dos problemas, das armas – as dele ou as dos seus irmãos. E quem sabe eles também sentissem vontade de aprender e quem sabe pudessem também ser grandes músicos e tocar para muita gente – e quem sabe ele pudesse ensinar e fazer sair daqueles olhos duros, olhares de luz com notas de poesia. Entrou pela janela da sala de aula uma brisa leve, que sacudiu as cortinas velhas. Ele desviou o olhar para elas, como se a brisa tivesse cor, como se fosse uma dama, e estivesse muitíssimo bem vestida. A professora olhou ao redor. As paredes descascadas e sofridas como as mãos do menino. As cadeiras e mesas calejadas como eram os dedos indicadores que tanto se esforçavam para que deles também saíssem coisas belas – e não só o trabalho. E quem sabe ele pudesse finalmente ser apenas uma criança – enquanto diante dele, ali, estariam prostrados os sonhos e a confiança de sua primeira (senão única) professora, no sentido mais fiel que uma palavra pode ter. Quem sabe existam outras iguais à ela.
Presente da querida Mel Sliominas.
06/01/2011
No final de 2011
O ano letivo ainda nem começou e eu já sinto o peso de estar no último ano da faculdade. Passou tão rápido! Muito mais significativo do que fazer 18 anos, terminar a faculdade sim faz a vida olhar pra você e perguntar: e aí, qual o seu plano agora? Mas essa nem é a minha situação agora, eu ainda tenho um ano inteiro. Tenho a sensação de ter aprendido muito, de ter aproveitado muito do que a universidade me ofereceu acadêmica e socialmente. Absorvi o máximo que pude, aprendi a lidar com o diferente, a ser mais flexível. Eu amo a minha faculdade, amo toda a galera que entrou comigo, eles sempre me matam de orgulho - mesmo que uma hora ou outra eu queira matar um -, e eu sinto medo quando eu paro pra pensar em como vai ser a minha vida no final deste ano. Estágio, TCC, formatura...! Estou ansiosa, mas quero que passe bem devagar. Vou aproveitar ainda mais, estudar com mais empenho, me dedicar ainda mais, vou ficar mais perto dos meus amigos, vou tentar deixar de ser uma nerd anti social e vou sair mais, me divertir ainda mais. Quero sair da faculdade com a certeza de que eu fiz tudo o que pude - e a minha sorte, é que eu já venho fazendo tudo o que eu posso :) Vou tentar não pensar no final, e viver cada pedaço de cada momento. A Federal é linda, a turma 08 é linda, e a MÚSICA é divina! :) Quem venha 2011
31/12/2010
Do alto do morro
Ainda que tenha sido penoso subir a ladeira do morro, o peso nas mãos já não fazia diferença. Diferença, essa palavra tão utilizada para separar os mundos, hoje só se faz presente nas cores do céu. Lá do alto, todos os sentimentos do mundo, experiências à flor da pele, misturam-se com o concreto, a terra, o sofrimento e a alegria. Quanto se aprende no alto do morro!, como se enxerga além! A visão melhora, o coração aflora. O peso da alma se vai e descer a ladeira é mais fácil. Lá de baixo, o castelo de madeira vistoso preenche a vista, preenche os buracos, preenche a vida. A vida não será mais a mesma.
Estive com você nessa subida, e nós sabemos que não foi fácil, mas que, de tão compensadora, nós continuamos subimos, e eu desejo de todo o meu coração que mesmo que a força pareça acabar você continue; ou, como você mesma disse:
“ Eu não vou renunciar a mim, nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.”
Esse é o meu presente de amigo secreto! E minha amiga secreta é querida, e é a Pet!
24/12/2010
Feliz Natal!
Que o Natal seja um momento para se acreditar que vale a pena viver um Ano Novo! Aproveitem esse dia da forma como vocês acreditam, e sejam infinitamente felizes!
18/12/2010
12/12/2010
Carta ao Coronel
Fiquei sabendo que ninguém escreve ao coronel, e já que vivo para contar, resolvi escrever:
Querido Coronel,
Encontrei o relado de um náufrago, que contava a incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada. O verão feliz da senhora Forbes foi duramente interrompido pelo veneno da madrugada: folhetins contavam crônicas de uma morte anunciada. De tão triste e emocionante a história, fui investigar, e descobri que os funerais da mamãe grande se transformaram em doze contos peregrinos. Mandarei para você qualquer dia.
Na sesta de sexta feira, na última viagem do navio fantasma, o general em seu labirinto encontrou um senhor muito velho com umas asas enormes e olhos de cão azul; que recitava sobre o amor nos tempos do cólera. Entre outros textos do caribe, descrevia o cheiro de goiaba, e falava sobre o amor e outros demônios. Creio ser esse o homem suspeito das notícias de um seqüestro. Irei investigar.
Fiquei sabendo que você escreveu uma memória dos prazeres, intitulado "a memória de suas putas tristes". Gostaria de lê-la, se você não se importar, ficará só entre amigos.
Sem mais, aproveito a revoada dos pássaros e me vou.
Desejo-lhe que se livre do peso desses cem anos de solidão.
Com carinho,
Hans.
09/12/2010
"ela
que assumia a forma do amor quando amava
já não se reconhece mais"
(foi essa querida quem disso isso, belamente)
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