26/12/2008

Eu dou as costas para a indiferença

"Um teto para meu país" é uma ONG formada por jovens de classe média alta para construir casas emergenciais da América Latina.

A ONG foi criada no Chile, em 1999, quando jovens universitários começaram a construir casas de madeira em regiões pobres. A idéia foi "exportada" pela primeira vez em 2001, depois que milhares de famílias ficaram desabrigadas por conta de um terremoto em San Salvador, capital de El Salvador, na América Central. Hoje, a ONG está presente em 14 países latino-americanos. O Teto veio para o Brasil em novembro de 2006, as primeiras casas foram feitas em abril de 2007, na periferia de Guarulhos.

O projeto, embora à primeira vista pareça assistencialista, na realidade visa à autonomia das comunidades em que atua. "As casas não são um presente para os novos moradores", "Além disso, o projeto, formulado em três etapas, busca organizar a população carente."

Na primeira etapa, quando são construídas as casas, o intuito é inserir os voluntários na comunidade. Durante a segunda fase, os voluntários atuam na reabilitação social da favela, por meio de atividades nas áreas da saúde, trabalho, assistência jurídica, educação e finanças. Um exemplo: os moradores, acostumados com a informalidade, recebem orientações sobre como gerir seu dinheiro para pagar gastos com luz, água e impostos. No terceiro estágio, a própria comunidade, já organizada, constrói casas permanentes, de alvenaria. Esse último objetivo, até o momento, foi atingido somente no Chile.



Para que isso seja possível, você precisa ajudar. CONSTRUÇÃO DE VERÃO 'UM TETO PARA O MEU PAÍS', de 12 à 18 de janeiro de 2009 em Guarulhos. Seja voluntário, 24 famílias agradecem.
Inscrições aqui. Para mais informações, voluntariado.brasil@umtetoparameupais.org :)


PS: Não é necessário ter conhecimento teórico ou prático.

Layout novo, como presente de natal para o blog :) Bem, queridos, feliz Natal, feliz Ano Novo, abraços gordos para vocês, divirtam-se, descansem, boa sorte com o vestibular, sorriem, dancem, contem estrelas, e tenham ótimas férias. Viajo amanha para o sul, depois vou para o Teto, depois vou procurar apartamento.. enfim, não sei quando eu volto. É capaz que o Tempo de Férias seja atualizado. Mas enfim, beijão para todos! :*

17/12/2008

Para sempre no fundo do mar?

Assumo que o desejo é o melhor para mim. Sei que é sempre assim. Mas e se eu não conseguir o melhor? Conseguiremos para você, querida. Não podia tentar, se eu fosse tentar iria falhar, então não se esforce, a gente molda um mundo perfeito para você. Esses amigos não são bons, esses lugares não são bons, fica em casa com a gente, aluga um filme, faz pipoca! E se eu não quisesse? Se eu quisesse enlouquecer pelo mundo e descobrir todas as possibilidades? Que desgosto, olha como você os deixa tristes. Você pensa que ninguém vê?, sempre tem alguém que vê e conta para outro alguém. Quando passa, eu acho tudo legal, e até me arrependo de coisas ruins que eu disse. Mas e se de novo, a mesma imposição de sempre? Aí eu tenho motivo para dizer que as pessoas não mudam e que eu não vou me adaptar! Acabei conhecendo tudo o que me interessou mesmo com todo cuidado, e abri mão do que não era saudável independente de qualquer advertência. Então de que adianta impor os medos que não são meus em um discurso amoroso de preocupação? As falhas da minha educação não podem mais ser concertadas a não ser por mim. Eu quero muito sair fora, ver o mar.

“Debaixo d’água tudo era mais bonito, mais azul, mais colorido, só faltava respirar. Debaixo d’água se formando como um feto, sereno, confortável, amado, completo, sem chão, nem teto, sem contato com o ar. Debaixo d’água por encanto, sem sorriso, sem pranto, sem lamento, e sem saber o quanto esse momento poderia durar. Debaixo d’água ficaria sempre contente londe de toda gente, para sempre no fundo do mar. Debaixo d’água protegido, salvo, fora de perigo, aliviado, sem perdão, sem pecado, sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar. Debaixo d’água tudo era mais bonito, mais azul, mais colorido, só faltava respirar. Mas tinha que respirar, todo dia.”

12/12/2008

O pior é que a culpa não é sua.

Tudo o que eu faço, todas as coisas que eu vejo e as pessoas com quem eu converso me lembram você. Eu não planejo mais nada sem me certificar da sua opinião, eu não faço mais porra nenhuma sem perguntar pra você. Dependo de você para fazer coisas mais solitárias. Eu virei uma merda de namorada apaixonada e submissa. Você não abusaria se soubesse que eu não correria atrás. Mas você o faz, porque sabe que o que eu quero, sempre, é ficar bem, e bem eu só estou com você. Isso é vida? Quero o meu desleixo e desinteresse de antes. Esse não é o equilíbrio, nossa paixão ficou só do meu lado e eu não quero mais carregar ela sozinha. A minha parte do nosso amor pra você.

10/12/2008

"vc era mais do que vc estava sendo"

Kleiton.... diz (00:08):
talvez vc tenha deixado d ser algumas coisas essencias
Natália diz (00:08):
tipo?
Kleiton....diz (00:10):
livre talvez... ou achar q eh livre.. decidida, e firme....
Kleiton.... diz (00:10):
vc tem firmeza em assuntos q precisam d maleabilidade e vice versa.


Isso foi um soco no estomago que talvez eu estivesse precisando.

08/12/2008

Um dia, a luz.

E se o coração começa a bater desse jeito, a única coisa que resolve é chorar bem. E se lá do alto da montanha o vento seca os olhos, a solução é ficar bem quietinha e tentar esquecer. Não que alguma coisa mudasse, o que é pior. Estado lamentável de fragilidade e impaciência me tonam vulnerável. E eu odeio minha vulnerabilidade.

Primeira vez que eu ví em um amigo um olhar de saudade. Foi o olhar mais gostoso e confortável que eu já vi. O que eu tenho feito das coisas?

Problemas para quem quer, obrigada.

Nunca achei que fosse errado então eu não sei por que andei pensando nisso esses dias, se eu ainda tivesse mudado de idéia, mas não, continuo centrada... Estranho.

Enquanto ninguém sabia o que ia fazer da vida, ou então se preocupavam se iam ou não tentar colégio técnico, mas pra que curso, oh, deus!, eu ficava de canto só observando o desespero alheio. É que era engraçado, para eu que já sabia, ver o quão preocupada as pessoas ficam com isso, com o que vai ser do futuro e talz. Me poupei, decide muito cedo que iria viver de música e seja-o-que-for-que-será. Pode parecer estranho, mas músico é muito descriminado e ninguém nos leva a sério. Sorte não ter desistido. Eu não podia estar no caminho mais certo. Vou ser professora, vou viver de música, vou recuperar vidas (musicoterapia, ed. especial, essas coisas), as melhores coisas que alguém pode fazer! Mas eu não decidi isso agora, decidi há 7 anos, e eu só tenho 19 anos! Não vejo minha vida diferente, não me vejo fazendo outras coisas. Às vezes me assusta. Talvez eu não me abra para novas possibilidades, mas é que eu não consigo admitir que possa haver possibilidades!, eu não quero! Então, se eu não quero, fim de papo; não! Não consigo, continuo me achando concervadora! E eu não sei até que ponto isso é bom ou ruim, nessa situação. Está dando tudo certo, eu sei que vai dar tudo certo, de um jeito ou de outro, não me importo mesmo em ter uma vida bem simples, eu só quero poder passar para o maior número de pessoas, todo esse amor que eu tenho pela música, e poder mecher com a vida delas! :’) Eu não sei qual é o problema, mas mesmo assim eu me preocupo, seja com o que for. Eu estou feliz, muito. Eu já planejei tudo! Enfim, sei lá (:

07/12/2008

Brincadeira da Tataia

Eu gosto de responder essas coisas, mas é capaz de eu não conseguir indicar mais ninguém ;x

Regras
I. Colocar uma foto individual nossa;
II. Escolher uma banda/artista;
III. Responder às questões somente com títulos de canções da banda/artista escolhido;
IV. Escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los.

_____________________________

I, II. Arnaldo Antunes - lógico, viciada ;D

III. Respondendo:
» És homem ou mulher? Essa mulher n.n
» Descreve-te: Macha fêmea x)
» O que as pessoas acham de ti? Sentimental :P
» Como descreves o teu último relacionamento: Socorro :O
» Descreve o estado actual da tua relação: Natureza divina ♥
» Onde querias estar agora? Tanto faz ;)
» O que pensas a respeito do amor? Seja como for ♥
» Como é a tua vida? Infinito particular ;)
» O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Pedido de casamento ♥
» Escreve uma frase sábia: Não há perdão para o chato (Y)

IV. Ahm.... *cri cri*

30/11/2008

Tudo é uma questão de como ensinar - nada específico sobre isso ;)

Só porque eu ainda não sei como falar o que eu preciso falar. Acontece ;)
Musiquinha BACANA pra quem acha que o universo infantil de hoje em dia é fútil, manipulado e burro. Vocês não sabem de nada ~:) Tem muita gente fazendo coisa boa por aí.

“O substantivo é o substituto do conteúdo,
O adjetivo é nossa impressão sobre quase tudo,
O diminutivo é o que aperta o mundo e deixa miúdo,
O imperativo é o que aperta os outros e deixa mudo.

Um homem de letras dizendo idéias sempre se inflama,
Um homem de idéias nem usa letras faz ideograma,
Se altera as letras e esconde o nome, faz anagrama,
Mas se mostro o nome, com poucas letras, é um telegrama.

Nosso verbo ser é uma identidade mas se projeto,
E se temos verbo com objeto, é bem mais direto,
No entanto falta ter um sujeito pra ter afeto,
Mas se é um sujeito que se sujeita, ainda é objeto.

Todo barbarismo é o português que se repeliu,
O neologismo é uma palavra que não se ouviu,
Já o idiotismo é tudo que a língua não traduziu,
Mas tem idiotismo também na fala de um imbecil.”

(Gramática – Sandra Perez e Luiz Tatit)

27/11/2008

Caminhando e cantando

Como não convém contar todo o sufoco que passei por causa desse final de semestre, tinha pensado em colocar algumas fotos que expressasse momentos importantes, mas como o meu computador não colabora, abandodei a idéia. Tento mais tarde, vai que dá certo. O que importa é que as provas e as aulas acabaram, e agora só tem uma semana de concerto, mas que nem conta (;

Bem, me re-interessei pelo movimento estudantil. Eu tinha perdido as esperanças na época do Passe Livre, quando eu via que nem manifestações e nem conversas civilizadas mudaram alguma coisa. Desde que me colocaram para votar na chapa do CA do meu curso, no começo do ano, quando eu não conhecia ninguém e nem sabia para o que isso ia servir, eu voltei a me preocupar com o destino dos estudantes. É, definitivamente o meu curso não é perfeito, por falta de estrutura, e porque muito dos alunos não se interessam por Educação Musical (porque meu curso se chama Licenciatura em Música com habilitação em Educação Musical). Mas a gente pode melhorar. Por isso eu lanço a campanha: NÃO SEJA UM BACHAREL FRUSTRADO. Se o seu sonho sempre foi tocar em orquestra, ou qualquer coisa que o valha, não preste licenciatura só porque é mais fácil de passar. Perdi a linha do raciocínio XD~

15/11/2008

A estranhesa da vida partida

Outro dia eu saí com alguns amigos para jogar sinuca, e, no meio daquelas conversas de quem não se vê ha muito tempo, e que quer contar como anda a vida, a Nat me perguntou: “Ué, você não gostava mais de usar mochilas?”, e eu ri respondendo: “Prefiro, mas ela tá em São Carlos”. Ela entendia a situação e disse: “É muito difícil se dividir em duas cidades”.
O que nos acontece é que, durante a semana moramos em uma cidade, por causa da faculdade, e nos finais de semana voltamos para a nossa terra natal. E vocês, a menos que passem por isso, não fazem idéia de como é complicado.
Complicado porque quando eu chego em Sanca e não tenho nada para fazer eu penso em pegar algum cd ou algum livro, mas eles estão em Campinas. Complicado porque quando eu quero sair, minhas roupas mais ajeitadinhas estão em Sanca, ou então eu me esqueço de trazer coisas que eu usaria pra estudar.
Fazer mala toda quinta feira, para refazê-la no domingo é bem (muito, bastante) exaustivo. Carregar a mala cheia de livro, flautas, roupa suja da minha casa até a rodoviária é um transtorno.
Talvez seja porque nem um ano se passou desde que minha vida passou a ser assim, mas eu ainda não me adaptei. Mal me acostumo com a outra cidade, e já me vou embora. Exaustivo, complicado.

/Editado
Template novo \o/

07/11/2008

Motivos? Nenhum.

No lugar mais escondido, onde as janelas dos apartamentos não avistavam, e nem a luz do poste alcançava. Em um horário onde provavelmente todos já estariam dormindo, ou, ao menos, dentro de suas casas. A mais nova no meio de garotos mais velhos não sabia o que fazia, mas fazia tudo e com muito gosto, não lhe parecia ruim. Quase um ano nessa rotina de alegria transcedental, inexplicavel. O fim clichê, mas desconhecido. O medo, o pavor, o pânico, o tudo, o nada, e o vazio. Vidas, sub-vidas, tentativa de vida depois de tudo que se viu, se fez, e aconteceu. Uma necessidade de uma mão que a segurasse firmemente. Um suspiro triste e estranhamente saudoso toda vez que se lembra. Dor junto de um sorriso quando se tem vontade. Mas a certeza de que o passado não volta se a gente não quiser, e a tranquilidade de saber que não se quer.

“Escolha viver, escolha um emprego, escolha uma carreira, uma família. Escolha uam televisão enorme, escolha lavadoras, carros, cd players, e abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa, escolha seus amigos. Escolha roupas esporte e malas combinando. Escolha um terno numa variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar da vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na tv, comendo porcaria. Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha o seu futuro. Escolha viver. Mas por que eu iria querer isso? Escolhi não viver, escolhi outra coisa, e os motivos... não há motivos!”
("Trainspotting" - Danny Boyle, 1996)

02/11/2008

Quando canto o mundo se espanta

Só me lembro de ter vindo comentar quando eu fui incrivelmente bem nas provas, o que passa – ou deve passar – a imagem semi-errônea de que eu sou nerd, portanto venho registrar minha mais terrível debilidade: o canto.

Para a terça passada tivemos que preparar uma música para apresentar na aula de canto. Escolhi uma relativamente fácil e ensaiei-a por um tempo considerável. Eu já imaginava; minha mão suava, minha voz tremia quase em pranto, não saia som, parei várias vezes para retomar o fôlego. Fiquei lá na frente da sala, olho na partitura, não via ninguém. Nâo sabia o que fazer com a mão, com a perna, cabeça... foi horrível! Não ouvi nenhuma risada, aleluia, e quando eu – sacrivelmente – terminei, bateram palmas e me pareceram mil abraços de reconforto. Foi um alívio terminar, mas um penar passar por isso. E eu nem posso ficar feliz; na próxima aula será a prova e eu tenho uma semana para aprender a cantar! :/

25/10/2008

Aquilo lá no fundo que eu sabia mas não assumia

Passaram-se horas, e eu ainda estava sentada no telhado de uma casa qualquer, esperando que todas aquelas pessoas sumissem. Não sei bem porque eu fugi, mas quando ví aquele tanto de gente correndo na direção onde eu estava, tranquilamente, sentada na cadeira de balanço, na frente de casa, sentindo o vento bagunçar o meu cabelo, eu fiquei assustada, e minha primeira reação foi levantar e correr também. Não sabia para onde, não sabia para quê, mas corria sem parar. Depois de um tempo comecei a achar divertido, eu olhava para trás e as pessoas não estavam bravas, parecia uma brincadeira e eu ri. Ri tanto que um desespero tomou conta de mim, o riso virou pranto, e eu não tinha mais forças para correr. Comecei a andar um pouco sem jeito de tão cansada até encontrar uma casa com o portão aberto. Entrei, e, em um impulso inexplicável, subi no telhado, e fiquei lá espiando aquele mundarél de pessoas incansáveis e malucas. De cima eu pude ver que elas faziam um tapete humano de cerca de um quilómetro! Quando passaram da casa onde eu estava, todos pararam e voltaram, e ficaram na frente, acampados, durante horas. Eu me escondia, mas era certeza que sabiam que eu estava lá, e, me parecia, que estavam esperando a minha rendição. Mas de quê? Para quê? Quando as primeiras estrelas começaram a aparecer no céu, toda aquela gente se transformou em um único ser, um gigante vistoso, imponente, que veio e ficou bem perto de mim, me olhando. Não disse nada, não fez nada, quase não se mecheu, só me olhava com um olhar sereno e ao mesmo tempo triste. Eu evitava olhar para os seus grandes olhos, com medo de ser mal interpretada, mas neles havia um imã que atraiam os meus, e que me davam uma tranquilidade para que eu me entregasse. Fiquei mas um bom tempo encolhida, com medo, aflita, até decidir levantar e me aproximar. Foi só olhar para ele que a distância entre nós encurtou, e, inexplicavelmente eu estava bem à frente dele. Não sabia o que fazer, não sabia o que falar, e ele também não fez e não falou nada. O encarei e ví nele todas as pessoas que passaram pela minha vida, todas aquelas que de alguma forma, deixaram uma sementinha que hoje me faz ser o que eu sou, as mesmas pessoas que depois de terem me feito bem durante tanto tempo, eu arranquei sem pensar muito da minha vida. O gigante sorriu, era isso que estava me faltando enxergar. Abri os braços, olhei para o céu, e com toda a minha forta eu gritei: “me desculpem, eu não sei o que eu fiz!”. E novamente um sorriso, e o olhar sereno, dessa vez, feliz. Ele voltou ao tamanho normal, a multidão reapareceu, e todos foram andando, calmamente, na direção contrária. Fui seguindo-os com o olhar até ficarem bem pequenos, e finalmente desaparecerem. Não sabia o que aconteceu, ainda mais porque, depois de um grande suspiro, eu estava de volta na cadeira de balanço, com o coração apertado, cheio de saudade e remorço.

19/10/2008

E olha que eu nem morri, heim

Quando se fica muito tempo sem postar, podem-se supor duas coisas; ou as coisas estão tão boas que eu esqueço de vir postar, ou tão ruins que não me deixam vir. No meu caso é uma mistura dos dois, quando há coisas boas quero aproveitá-las e quando há coisas ruins, quero esquecê-las.

Das coisas que verdadeiramente interessam, sobram poucas para contar. A primeira, e mais importante de todas as coisas, foi que eu me mudei. Finalmente. Deixei de ir votar em Campinas só para não ficar nem mais uma semana no outro apartamento. Agora estou morando com uma amiga da minha sala, que teve problemas semelhantes e até piores! com a menina que morou com ela. Estamos agora, juntas, as duas traumatizadas, querendo fazer diferente pra não termos problemas de novo. Mas vai dar tudo certo. O que importa é que eu estou aliviada, não fico mais tensa ao sair do meu quarto, e nem tenho mais vontade de passar o dia todo fora de casa. Aliviada e feliz, é isso que importa.

E a segunda é que na semana passada eu, e mais 14 alunos do curso de música fomos, como monitores, ao Encontro Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM), tipo um congresso. Inicialmente iríamos apenas monitorar cursos – ficar nas salas auxiliando os palestrantes, se necessário. Mas aconteceu que tivemos que fazer tudo; desde inscrições, guardar dinheiro, arrumar as salas, os computadores, resolver pepinos, até montar a mesa do coffebreak... Fizemos tudo. Fomos a base da organização do evento. Fora o infernaaal trajeto de Santo André (onde fiquei hospedada) até a Unesp: ônibus, trêm, dois metrôs e 15 min de caminhada, e detalhe: no horário em que todas as pessoas do universo resolvem sair para trabalhar :O Caótico! Foi tudo muito errado, muito estressante, mas o bom é que já acabou, e, no fundo, eu levei coisas boas comigo.

Fora isso, uhm, não tenho muitas coisas para falar. Mas tá tudo bem :) Vai fazer um mês que eu não volto para Campinas, estou com saudade de casa, do meu irmão... Hoje estou em Limeira, visitando o namorado que eu não via a muuito tempo também. Maldito horário de verão... perdemos uma hora para ficar juntos :(

27/09/2008

eu me lembro, foi em setembro

Sem rodeios: terça Kleiton e eu completamos um ano de namoro. Fora o lance bonitinho de ser um ano, essa é uma comemoração totalmente nova para mim, e o mais emocionante é que eu pensava que eu jamais iria comemorar. Não pelo fato de “oh, ninguém me ama, ninguém quer namorar comigo” *corta os pulsos*, mas sim porque eu era uma perdida na vida que realmente não queria. Mas olha como são as coisas; no meio dessa vida bandida, movida a álcool, risadas escandalonas e sem motivo, música alta, e beijos pra cá e pra lá, ele apareceu na porta do banheiro e tivemos a nossa chance. Chance que foi muito bem agarrada, literalmente, hê.

Bem, um ano feliz que eu pude enfim mudar coisas em mim que eu tanto enrolava e dava desculpas para adiar. Me dei chance de confiar e gostar de alguém – o que me foi (dolorosamente) difícil, assumo – e ganhei em troca um amigo, um irmão, e muitas alegrias. Nosso namoro saudável sem brigas – a menos na minha cabeça :x, sem desconfianças, sem pressões, e que tem tudo para durar, e vai durar! :D Sei lá, não sei como me sentir, mas estou orgulhosa de mim. Um ano com uma mesma pessoa, única e exclusivamente com ela...! Quem diria!

13/09/2008

Movimentos estudantis ainda existem

Protesto de alunos em Limeira irrita José Serra

"O governador de São Paulo, José Serra, se irritou ao ser criticado por estudantes que protestaram durante a inauguração do prédio do Campus 2 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Limeira, no interior de São Paulo. Serra interrompeu o seu discurso para responder aos cerca de 50 jovens, a maioria alunos do Centro Superior de Educação Tecnológica (CESET), administrado pela Unicamp, que faziam um apitaço no local.

'Mas que gritaria é essa. É surreal. Essa universidade é nova e nem tem aluno ainda. É surreal, não tem aluno aqui’, retrucou o governador, recebendo uma sonora vaia. ‘Quem quiser gritar vai ter que fazer o exame e passar no vestibular', prosseguiu, em tom já mais moderado."



Mas o que realmente acontecia, e que eu não acredito que o governador não tenha percebido, e sim agido de má fé, era que os alunos do CESET estavam reinvidicando, primeiramente, moradia para os alunos do CESET.

Limeira não é uma cidade grande o suficiente para abrigar mais de mil alunos todo ano, sem contar que em uma universidade sempre tem aquele que não podem pagar os preços abusivos que as imobiliárias/proprietários cobram de aluguel.

Ele acresentou dizendo que as aulas começariam "só a partir de março, e até lá não tem aluno aqui". Mas isso é no Campus 2 (Faculdade de Ciências Aplicadas), e quanto ao Campus 1? Não tem aluno? Não há necessidade de moradia? A Unicamp de Campinas tem moradia, por que a de Limeira não pode ter? E se a questão for realmente essa, "falta" de aluno, em março, quando tiver, vão construir uma moradia estudantil?

"A estudante Jenifer Silva, 26 anos, disse que essa é a oportunidade de levar a reivindicação até o governador. 'Os aluguéis estão muito caros e vão subir mais ainda com a chegada do campus 2 da Unicamp. Nós não temos condições de pagar aluguéis milionários', afirmou.

O estudante Kleiton Bueno, 19 anos, questionou a falta de um projeto de moradia estudantil em Limeira, sendo que a unidade da Unicamp em Campinas dispõe do beneficio. 'Hoje são 1,5 mil alunos e no ano que vem mais 500 sem lugar para morar', reclamou."

Tudo isso sem nem citar a questão da segurança, que, pelo que sei, praticamente é nula. Guardinhas que fazem ronda não inibem ladrões que, na frente de todos, entram na universidade e levam os caixas eletrônicos!

"Para a aluna Denise Manfio, 20 anos, a falta de segurança no bairro ocorre por causa da falta de investimentos do governo. 'Com o aumento dos estudantes, será preciso mais polícia para evitar os muitos assaltos que acontecem por aqui', exigiu."

Lembrem-se dessas coisas na hora de votar.

Ps: Vocês repararam no bonitinho de roxo? Meu namorado *-* Hahaha.

05/09/2008

Meu vício por paçocas

Venho, nos últimos dias, comemorando à cada nova refeição, uma vez que, depois delas, nada mais tenho comido. Eu explico: na frente do restaurante universitário, há um senhor vendendo docinhos, entre eles, a maravilhosa paçoquinha com cobertura de chocolate, onde cada uma custa 0,20$, e três custam 0,50$. Durante uma semana, aliando a gostosura à promoção imperdível, todo almoço e toda janta eu comprava três! Foi uma semana feliz até que eu entrei em uma farmácia e subi na balança. Eu sei que não foi culpa das pobres paçocas, mas eu descobri que no último semestre eu engordei 5kg! Nunca pensei que passaria por isso; quando eu era pequena, eu fiz dieta para engordar, e não funcionou. Meu peso continuava x desde que eu parei de crescer! Devido a isso e comentários não muito agradáveis do meu namorado, entrei em pânico.
E, uhm, não sei direito como foi, mas em duas semanas perdi 3kgs, e hoje faz três semanas que eu não como paçoquinha :)

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Tanta coisa para falar que eu acabo me perdendo no tempo. Normal. Agora eu voltei a postar normalmente, hê.

17/08/2008

Olá,

Estou passando por uma crise de escolha do próximo template e não consiguirei postar enquanto eu não resolver isso.

Fim :)

17/07/2008

Nada vai mudar porque é meu

A música extremamente alta impediu que meus péssimos ouvidos escutassem os sinos magicos que tocavam em cima da gente naquele instante. Talvez você tenha escutado por se concentar no momento, e eu, que mantinha os olhos abertos, não pude perceber. Mas os sinos continuavam tocando sob nós, e mesmo que, já em casa, deitada na cama, eu só escutasse um apito irritante no ouvido, eles tocavam. Foi só quando recebi sua resposta dizendo que isso tudo tinha um gosto de quero mais, é que houve silêncio, e eu pude ouví-los. E desde então não consigo parar de pensar em você.

Quase 10 meses e eu fico aqui pensando o que faria tudo isso acabar. Vejo motivos para brigar, mas terminar não. Sorte! Não posso, não devo e nem quero. Te amor, seu berne :D Não vejo a hora de te ver!
“Dizer pra sempre é bem menos do que sentir na carne o querer de verdade.”

MANO, quando foi que eu me tornei essa vaca sentimentaal?! HAHAHA ¬¬
-Nos vemos no Tempo de férias o/