07/04/2014

Escuta de novo: Marina Wisnik

   A Marina Wisnik foi mais uma das artistas que eu conheci através Musicoteca. Mais uma daquelas inesperadas e incríveis descobertas! O que mais me chamou atenção foi que suas músicas são bem simples, com poucos instrumentos, mas com letras que são verdadeiros poemas. Depois que eu fui descobrir que ela é poetiza! -- eu tenho uma queda por poetas que fazem música, não sei explicar ♥


No mês passado, a Marina Wisnik veio tocar no SESC, e lógico que eu fui assistir! O show não foi tão bacana. Estava chovendo, o espaço era aberto, então o som não estava muito legal... Mas mesmo assim, é sempre legal ver um artista que você gosta ao vivo! Pude conversar um pouquinho com ela e acabei comprando seu livro de palíndromos.

Palíndromos são aquelas palavras que lidas de trás pra frente significam a mesma coisa (tipo OVO, ARARA, etc). São 28 poemas palíndromos, e o livro se chama SÓS.

A arte do livro é maravilhosa! Ele vem numa caixinha, as páginas soltas, e cada poema em uma página. Cada folha tem uma cor, uma letra e uma textura diferente. Fiquei encantada! -- e já estou planejando colocar alguns em uma moldura para pendurar na parede!

Tirei algumas fotos, enquanto vocês veem as fotos e leem os poemas (experimentem ler de trás pra frente também!), vão escutando "Miragem"




Marina Wisnik "SÓS" - 2009



Porque eu tinha que tietar, né



"eco vil. ar ama, areia cai: era amar ali você"





06/04/2014

Canções da vida (parte 3)


    
    Depois de um ano que eu me mudei para São Carlos nós já tínhamos mesmo perdido o contato. Depois de anos deixando nossas mães loucas porque saíamos da escola de música e íamos pra pracinha balançar no balanço, conversar e criar teorias sobre a vida, algo aconteceu e nós não tínhamos mais o que conversar. Tão estranho que nós fazíamos listas de assunto para que quando a gente se encontrasse na outra semana nós pudéssemos continuar com a nossa querida tradição de ficar conversando na rua até escurecer. E as nossas mães, ligando assustadas para nossos celulares porque ainda não tínhamos voltado para casa. Me lembro de uma vez que eu cheguei em casa chorando -- uma das raras vezes que eu não consegui esconder o choro dos meus pais -- e quando perguntaram o que tinha acontecido, contei "briguei com o Flavio", mas na verdade, era muito pior, pior do que ter discutido (coisa que eu não lembro de ter acontecido), era ver o quanto a gente se gostava, o quanto nós éramos amigos e nos dávamos bem mas que, sem nunca termos entendido porque, estávamos nos afastando um do outro!
     Depois que nos formamos na escola de música, não tínhamos mais a rotina em comum que nos fazia tentar mais uma vez aquela conversa descontraída de horas e horas. Alguns meses depois, como fazíamos cursinho no mesmo lugar, nós nos encontrávamos pelos corredores, aqueles abraços apertados e longos, e sempre aquele saudosismo de outros tempos: "vamos lá fora conversar?"
     Nunca mais foi igual embora tentávamos com muito amor e carinho. Eu já não conhecia seus amigos, e nem sabia o que ele ia prestar no vestibular. Ele tinha deixado a música de lado e nunca mais combinamos de assistir algum show juntos. Mesmo com tudo isso eu ainda dizia que você era o meu melhor amigo. Meu amigo de áries que era eu mesma em outro corpo, ao mesmo tempo que era o complemento de mim.
     Não me lembro de termos conversado mais depois que eu me mudei para São Carlos. Essa foi uma mudança que ao mesmo tempo em que foi ótima, foi terrível. Não lidei muito bem no começo e optei por deixar pra trás toda lembrança que eu tinha de Campinas, dos lugares às pessoas. Me afastei de todos, jogando pedras, desejando não querer nada daquilo pra minha nova vida. Embora nunca tenha te contado, você foi uma das pessoas que eu acabei abandonando.
     Depois do primeiro ano na faculdade tive três meses de férias, e acabei voltando para Campinas para visitar meus pais. Naquele mês eu já queria voltar para São Carlos, porque, além de tudo, eu estava organizando a calourada dos bixos que entrariam naquele. No meu último final de semana de férias, resolvi ir no centro comprar roupas. E aí começa toda uma série de coisas que eu não consigo acreditar que tenham sido ao acaso. Primeiro porque eu nunca gostei de comprar roupas, muito menos no centro, muito menos no final de semana, muito menos de manhã. Mas eu estava lá, no sábado, cedinho, no centro, comprando roupas.
     Na hora de voltar, fiquei esperando meu ônibus no ponto onde eu sempre pegava o ônibus para ir para a casa dos meus pais. Depois de um ano fora da cidade, eu não sabia que o ponto daquela linha tinha mudado de lugar. Já meio nervosa, acabei pegando outro ônibus que passava mais ou menos perto de casa. Quando eu estava chegando em casa, o ônibus estava tão lotado, mais tão lotado, que eu não consegui descer no ponto certo, e acabei indo até o ponto final, que era o terminal do Shopping, pensando que então lá eu pegaria outro ônibus que fosse para a minha casa. Quando eu cheguei no terminal, vi que eu não tinha dinheiro para pegar outro ônibus, e, já com raiva de tudo, cheia de sacolas e um sol bem forte na cabeça, decidi ir a pé do Shopping para a casa dos meus pais. Seria um trajeto de mais ou menos 40 minutos, apenas uma descida, coisa fácil -- eu já tinha feito isso outras vezes.
     Eu já tinha andado mais da metade do caminho e já estava muito próxima da casa dos meus pais. Percebi uma festa cheia de pessoas do outro lado da rua, e um garoto atravessando a rua e depois sumindo. Andei mais um pouco e esse garoto surgiu na minha frente dizendo uma coisa que eu não tinha entendidO e eu falei a frase que mais me irrita de lembrar ter falado na minha vida: "desculpa, não entendi". Ele tinha uma arma (ou não tinha, nunca saberei) embaixo da blusa e estava me assaltando. Pegou minha bolsa com tudo o que tinha dentro, e as sacolas de compra. Foi a primeira e única vez que eu fui assaltada na minha vida.
     O que poderia ser uma coisa totalmente trágica hoje eu encaro como uma conspiração do Universo. Não consigo ter raiva daquele assaltante, não consigo ter raiva do ônibus errado nem de nada o que aconteceu.... porque foi por causa disso que eu tive que ficar mais uma semana em Campinas, para fazer meus documentos, e adiei minha volta para São Carlos.
     Na segunda ou terça feira, não me lembro e algo em mim não quer descobrir, pra não guardar na memória a data específica, já que os sentimentos desse dia já são pesados demais para guardar, eu vi um e-mail do meu pai que dizia algo como "avisamos todos os trabalhadores que o filho da trabalhadora Tereza, Flavio Monteiro, faleceu". Sabe quando por um segundo você não acredita em uma coisa? Quando você não vê possibilidade nenhuma daquilo ser verdade? Meu pai e a mãe dele trabalhavam no mesmo lugar, foi enviado uma nota de falecimento para todos os empregados, não, infelizmente, não tinha chance daquilo não ser real.
     Foi a primeira vez que eu chorei com a morte de alguém. Chorei incontrolavelmente, inconsolavelmente. Eu nem sabia chorar tudo aquilo, não sabia o que fazer com aquele choro, não conseguia entender, não conseguia pensar, eu só sentia uma tristeza e uma dor tão fortes, que eu só conseguia chorar.
     O enterro era naquele mesmo dia. E é por isso que eu falo que o Universo, de um jeito bastante torto, estava por trás de tudo isso. Não pode ter sido o acaso! Se nada disso estivesse acontecido, eu estaria em São Carlos, estaria fora de casa, não teria visto o e-mail do meu pai, não teria como ter voltado para Campinas a tempo!
     Minha mãe me levou ao enterro e eu não consegui falar uma palavra no carro. Eu só chorava. Não tinha coragem de ir até o lugar onde estava sendo o velório, não conseguia me aproximar de ninguém que eu conhecia. Quando alguns amigos da escola de música me viram, vieram correndo falar comigo, eles estavam preocupados porque ninguém mais tinha contato comigo e tinham medo que eu não ficasse sabendo. Eu fico imaginando como seria se eu não tivesse sabido, como seria descobrir depois de alguns anos, que meu melhor amigo morreu em um acidente...! Isso, sem dúvidas, é muito pior do que ser assaltada!
     Com esses amigos, durante o velório, eu ri muito. Ri porque o Flavio era uma pessoa muito alto astral, muito divertida, não tinha como lembrar dele sem contar qualquer história engraçada! Todo mundo gostava dele, todo mundo se divertia com ele, era impossível que o velório fosse apenas com lágrimas. A gente ria, relembrava, chorava, ria, em um trágico encontro de amigos queridos que estavam distantes há muito tempo.
     Numa época onde máquinas fotográficas digitais não eram tão comuns, só me entristece saber que não tínhamos mais fotos juntos e que não registramos nossos momentos divertido!
     Hoje seria seu aniversário se estivesse com a gente na Terra. Meu querido amigo, filho de Áries, irmão, amigo, marido de mentirinha. Não consigo não lembrar de você, não consigo não chorar quando percebo que você morreu, mesmo que já tenham passado cinco anos. Sonho com o dia em que a gente vai se reencontrar e a gente vai poder dar aquele abraço de urso que durava minutos e que era tão apertado, tão gostoso, tão acolhedor! Rezo para que você esteja bem, e que também sinta saudades de mim! Você ainda é e sempre será o meu melhor amigo, o mais querido, aquele que eu nunca tive pudor, vergonha ou medo de falar qualquer coisa, por mais fora do padrão que pudesse ser. Sinto falta dos nossos fins de tarde, das idas ao cinema, das conversas, das músicas que trocávamos, de ver você tocar, de tocar com você, de rir toda vez que você levava um tombo, e de dizer que eu amo você, do jeitinho que você é! Sinto sua falta como nunca senti falta de ninguém! Eu te amo, e nunca, nunca, vou te esquecer! ♥


26/03/2014

Desafio DIY 2014: Costura

     O tema do Desafio DIY do mês de fevereiro era costura. Além do mês de fevereiro já ter menos dias, esse, pra mim, era o desafio mais desafiador porque, uhm, eu sou nula no que diz respeito à costura. Por isso eu tinha até abandonado a ideia de fazer alguma coisa porque além da minha falta de coragem de encarar esse desafio, eu não sabia o que costurar. Eu não queria fazer alguma coisa que eu não fosse usar, sabe...

Foi então que eu me toquei que eu tenho uma almofada branca que eu quase nunca lavo (porque eu não tenho máquina de lavar, e tenho medo de não secar direito e ela ficar fedida) e que seria maravilhoso se ela tivesse uma capa que eu pudesse tirar pra lavar!



E como se não bastasse eu ter tido - finalmente - uma ideia do que costurar, eu e meu namorado encontramos uma daquelas máquinas de costura portátil manual! Foram os sinais astrais que eu precisava para encarar o desafio!


Achei que ia ser bem mais difícil usar essa máquina, mas até que não foi. Depois de ler o manual e assistir alguns vídeos no youtube, foi só treinar um pouquinho e pronto eu já era quase profissional na costura! :)

Então a minha ideia foi pegar uma blusa que eu comprei e que não tinha servido em mim e transformá-la em uma capa para a minha almofadinha. Eu não tirei nenhuma foto do processo, mas eu juro que foi eu quem fez *orgulhinho*

Depois de costurar a capa, eu preguei (aí com agulha e linha mesmo) alguns botões para que fosse possível tirar a capa pra lavar. O resultado foi uma almofadinha super PHYNA que me enche de orgulho!

O plano é fazer outra capa! Já tem até tecido aqui! Super empolguei!


Detalhe dos botões ♥




Quer entender o #DesafioDIY2014? Clica aqui :)
E se quiser participar do desafio, é só entrar lá no grupo no Facebook!

19/03/2014

5 coisas para fazer na minha cidade

O meme do Rotaroots desse mês pedia pra gente contar 5 coisas ~legais~ para se fazer na minha cidade! Então vou listar minhas 5 coisas favoritas por aqui!

Não sei se todos sabem, eu sou de Campinas, interior de SP, mas me mudei para São Carlos, interiorzão, para fazer faculdade. Acabei ficando por aqui e adotei "Sanca" como o meu novo lar ♥ Então, a cidade que eu vou apresentar para vocês é São Carlos: A cidade do clima bipolar! :D

1. Cine São Carlos
Cinema de rua é coisa do passado, mas aqui em Sanca ainda tem! Além de ter uma arquitetura bem antiga (e por isso, super fofa), e de muitas vezes passar filmes fora do circuito comercial, o preço é bem menor do que o cinema do Shopping. Então se você quer ver um filme legal, e não gastar muito (nem com o filme, nem com a pipoca), e ainda ter a sensação retrô de estar em um cinema de rua, venha conhecer o Cine São Carlos!

2. Comer lanches
São Carlos é bem ignorante no que diz respeito à lanches: eles são muito grandes. Esquece Burguer King ou qualquer outra lanchonete ou hamburgueria famosa. Os lanches daqui são grandes (eu nunca como um inteiro! D:) e muito gostosos. Quase todos os lugares são bons, mas se eu tenho que indicar algum, indico o Trem Bão. Cláááássico! Quem vem pra Sanca, tem que comer lá!

3. Praça da 15
A Praça da Rua 15 de Novembro é uma gracinha. Além de sediar o Chorando Sem Parar, e várias feiras de economia solidária, todo domingo tem uma feirinha de comes e artesanato. Eu adoro ir lá pra comer alguma coisa diferente!

4. UFSCar
Quem vem pra São Carlos tem que conhecer as universidades. Aqui temos a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos ♥) e a USP. Mas a UFSCar é linda demais, principalmente a área sul, onde fica os prédios dos cursos de humanas. No meio do campus tem um lago que tornou meus dias de graduação muito mais harmoniosos. Eu adorava ficar olhando o lago pela janela da sala de aula! *Saudades* Pra quem gosta de por do sol, apesar de lá não ser muito alto, a vista é bem bonita!!

Por do sol na Federal
A melhor do meu país ♥


Ah, e da UFSCar também é bem fácil de chegar no Parque Ecológico. Para aqueles que gostam de animais engaiolados (eu não gosto ._.)

5. Cachoeiras
Diz a lenda que São Carlos tem cachoeiras. Todo mundo conhece alguém que já foi - mas ninguém nunca foi. Então, se você vem pra cá, procure uma dessas cachoeiras! -- E por favor, me liga pra eu ir junto com você!!


E aí, na sua cidade, o que tem pra fazer?

10/03/2014

Repostagem: A culpa não é da vítima (parte 2)

Essas semanas começa a calourada na UFSCar.

Pela primeira vez em seis anos eu não sou mais universitária, e não faço mais parte disso. É legal e é estranho... Bom, mas só vim aqui repostar uma postagem que eu fiz esses dias, pra reforçar o recado.

Espalhem entre seus conhecidos universitários. E vamos acabar com o machismo nas universidades públicas!


08/03/2014

8 de março de 2014



Que todas as mulheres sejam valorizadas pelo seu trabalho, pelo seu esforço, seja qual for ele. Que nenhuma mulher seja julgada pela roupa que usa e os lugares que frequenta. Que todas as mulheres não se esqueçam do seu valor e da sua força. Que os homens saibam enxergar a mulher como um ser humano e não como objeto. Que nenhuma mulher seja violentada nem amedrontada. Que o machismo não acabe com a vida das mulheres.

Que sejamos fortes, que não desistamos, que nos mantenhamos unidas, que não deixemos de sorrir e de amar, e nem de lutar por um mundo onde possamos ser livres.



Seleção especial do Grão de Estrela 



Imagens: As imagens foram retiradas do facebook, we heart it, e google imagens. Não sei especificar qual foi qual, sorry :(

03/03/2014

Escuta de novo: Pitanga em pé de amora

     No ano passado eu postei aqui, falando como o Musicoteca tem me salvado do tédio das músicas repetidas. De tempos em tempos eu canso das músicas de sempre e sinto uma necessidade extraterrestre de conhecer músicas novas. E foi numa dessas aflições que eu entrei no Musicoteca e baixei o CD do Pitanga em Pé de Amora.

O Pitanga é um quinteto paulistano que faz música brasileira, com um quê de tradicional e um quê de novidade. As letras são poéticas e os arranjos maravilhosos. Os músicos são incrivelmente bons! A mistura de instrumentos com as vozes, a mistura de sons simples com arranjos complexos compõe uma sonoridade bastante cativante. Tem samba, tem choro, tem frevo, tem letras bonitas, pra agradar todos os gostos!

Foi amor a primeira escuta!

"Choro"



"Ceará"



Quem sabe faz ao vivo!
"Quem ouvirá" ♥



E nesse clima de Carnaval...
"Frevo"



Amou?
Baixe o CD deles e vem cantar comigo! :)

28/02/2014

Desafio das 52 semanas: semanas 7 e 8

Nossa, eu juro que não queria ser dessas pessoas que participam do desafio das 52 semanas e não postam nenhuma outra coisa no blog, rs rs. É que essa vida bandida não dá sossego nunca! D: Mas eu já deixei programado algumas outras postagens pra tentar me redimir! Segunda feira vem ao ar o Escuta de novo #8 :) Então se quiserem conhecer uma banda bem legal, voltem aqui na segunda!

--

Semana 7: Eu sempre…
1. Arrumo meu quarto antes de começar a estudar. Não consigo estudar se minha cama ou minha mesa estiverem bagunçada >.<

2. Me atraso para compromissos que comecem antes das 10 da manhã;

3. Deixo minhas roupas recém lavadas em uma pilha "pra passar" e nunca passo, rs

4. Falo que esse ano eu não vou pegar muitos compromissos - mas sempre pego, e sempre fico louca com isso!

5. Fico atrapalhada para listar coisas : ) - nunca sei o que colocar e em que ordem colocar, hihi

Semana 8: Os melhores filmes infantis que já assisti foram:



1. Cuerdas - é um curta-metragem, na verdade, que eu assisti essa semana e simplesmente se tornou meu favorito ♥ é a coisa mais linda dessa vida!

2. A espada era a lei - meu favorito de sempre, tenho nem palavras :)

3. A Bela e a Fera - meu segundo favorito, sempre. Além da história ser bem bacana (e eu sempre ter me identificado com a Bela - e com a Fera, rs), as maiores aprendizagens que eu tive quando eu era pequena vieram desse filme, então... é o melhor!

4. O pequeno Nemo - meu  terceiro favorito - já até falei dele aqui no blog uma vez! He he:)

5. Piratas do Caribe (todos os 4) - só fui assistir quando o quarto filme estava no cinema, e daí viciei até hoje!


Esse post faz parte do Desafio das 52 semanas. Clique aqui pra saber mais!

23/02/2014

Desafio das 52 semanas - Semanas 5 e 6

     Fui viajar e acabei me esquecendo de deixar programado as semanas 5 e 6 do Desafios das 52 semanas. Nossa, gente!, to sentindo que vai ser difícil fazer isso até o fim, rs rs rs :) Mas vamos lá!

Semana 5: Fazem parte da minha wishlist:
1. Um sofá 
2. Uma máquina de lavar roupas
(morar sozinha faz a gente ter outras prioridades ♥)
3. Um celular de dois chips que mude facilmente de chip (o meu morreu ;_;)
4. Um emprego fixo que seja muito amor - porque ninguém quer viver de bolsa da universidade pra sempre
5. Casar ♥


Semana 6: Os super poderes que eu gostaria de ter se fosse um super herói seriam:
O problema é que eu nunca gostei muito de história de super heróis, então eu não tenho certeza se o que eu vou listar aqui é um super poder... mas vamos lá! :)
(PS: Com tantos super heróis de verdade, que salvam o mundo sem super poder nenhum, acho besta valorizar só esses heróis de mentira... Mas ok ok, vamos entrar na brincadeira)

1. Capacidade de teletransporte
2. O poder de voar
3. O poder de voltar no tempo e ir para o futuro
4. O poder de mudar as coisas de lugar com o poder da mente
5. O poder de acabar com as injustiças do mundo, e fazer da Terra um lugar para todos viverem bem e em igualdade!



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14/02/2014

Desafio das 52 semanas: Semanas 3 e 4

Semana 3: Coisas pra se fazer no calor
*Gente, e com esse calor, como não pensar em MIL coisas pra fazer pra esse calor passar?*

1. Tomar banho de água gelada
2. Tomar açaí ♥
3. Sair de casa (desde que não seja pra ficar com o sol na cabeça)
4. Ir pra cachoeira
ps: gente, eu tenho pavor de água gelada, mas percebam que com o calor que está fazendo, água gelada é o que tem me mantido equilibrada

5. Ficar deitada no chão com o ventilador na cara (sinusite manda um beijo :*)

Semana 4: Minhas citações preferidas são: (trechos de livros, de músicas, frases de autores, etc)

ps: eu tenho um caderno só de citações! um dia eu posto aqui falando sobre ele!


1. "Sim, as estrelas. Elas sempre me fazem rir" (Antoine de Saint-Exupéry - O pequeno príncipe)

2. "Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada" (Clarisse Lispector - Água viva)

3. "Ela, que assumia a forma do amor quando amava, já não se reconhece mais" (Mariana Campos)

4. "Se a obra é a soma das penas, pago. Mas quero meu troco em poemas" (Itamar Assumpção)

5. "​A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades" (Machado de Assis - Dom Casmurro)

Nossa, poderia fazer isso o dia todo.... ♥

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10/02/2014

A culpa não é da vítima e minha decepção com os universitários

     Esses dias eu vi no facebook a seguinte campanha da Frente Perspectiva do Mackenzie:


Cada universidade tem seu próprio estilo de receber os novos alunos. Aqui em São Carlos, na UFSCar, temos a tradicional cervejada dos cursos, a gincana da Atlética, o baile do bixo, e na USP, além da programação oficial do DCE e dos cursos, tem também o Miss Bixete. O Miss Bixete, inclusive, foi alvo de grandes escândalos na calourada do ano passado. Vale a pena ler algumas coisas que foram escritas sobre esse episódio. Diante de um histórico recente de machismo em São Carlos, pensei comigo: melhor compartilhar isso no grupo da UFSCar.

Realmente, eu nunca fiquei sabendo de nenhum episódio de violência sexual durante a calourada na UFSCar (durante o TUSCA, no entanto...), mas não custava nada lembrar a galera que se uma bixete (ou veterana, ou quem for) beber demais ou usar drogas isso não pode ser usado de pretexto para abusar dela mesmo que "não se tenha" uma intenção maligna com isso.

Logo que eu postei no grupo, muitas meninas curtiram, mas muitas outras pessoas já começaram a se mostrar incomodadas, dizendo coisas como "isso nunca aconteceu aqui" ou "mas e os bixos?" ou "mimimi" ou "feminista vê pelo em ovo". Já imaginando no que isso iria dar, cancelei as notificações - já que ler comentários de noticias podem dar câncer ou fazer seus olhos caírem, além de matarem a fé na humanidade.

24 horas depois eu revolvi dar uma olhada na postagem: centenas de comentários e uma discussão fervorosa. Comecei a ler, mas parei rapidinho, e só comentei no final: "esses comentários são a necessidade da campanha".

Eu, na minha inocência, na minha ignorância e até mesmo no meu pré-conceito, achei que essa campanha seria bem recebida: o choque foi grande ao perceber, tão perto de mim, a tal cultura do estupro.

Alguns comentários diziam "é só não ficar inconsciente", "onde já se viu mulher beber a esse ponto?", "enche a cara depois quer reclamar", "por que ninguém defende os homens?", "é só ficar com amigos, não no meio de desconhecidos", "depois ela não vai nem lembrar", entre outros absurdos que eu juro que eu gostaria de dar print screen, mas não tive coragem de voltar lá e procurar os comentários.

É tanto absurdo que dá nojo da humanidade!
E não é só homens que acham que esse tipo de campanha é exagero, muitas mulheres também concordaram que isso não acontece, mas se acontecer é porque a mulher deixou/mereceu.
Sério, pra mim essa é a prova de que tá tudo errado mesmo!

Vamos tentar fazer uma comparação como a que fizeram: se você encontrasse um carro aberto, com muito dinheiro no banco, e ninguém por perto, você pegaria? se você encontrasse uma mulher bêbada, em uma festa dançando, você estupraria? GENTE! Que mundo é esse, por favor?

Primeiro, não, não pegaria o dinheiro, segundo, QUÊ?! Quando que pegar o dinheiro dos outros pode ser comparado a violar o corpo e a integridade de alguém?

Já ouvi algumas amigas dizendo "não pode bobear, não pode dar motivo, se essas coisas acontecem a gente tem que tomar cuidado". Não que eu discorde, mas não soa fatalista demais? Não soa privativo demais? Não soa injusto demais? 

Usando a comparação escrota que fizeram: você deixa de comprar um celular bacana porque tem medo de ser roubado? se você compra o celular e te roubam, a culpa é sua porque você comprou o celular? se não tivesse comprado isso não teria acontecido? se não tivesse usado ele na rua não teria sido roubado? se não tivesse ido praquela rua, naquele horário não teria sido roubado? Pois é, a culpa não é sua. A culpa é do sistema econômico e social que gera esses vários efeitos colaterais.

Se você é mulher e vive, faz suas coisas e tal, e te estupram, a culpa é sua porque você provocou? a culpa é sua porque você estava sozinha a noite numa rua deserta? a culpa é sua porque suas roupas eram curtas? a culpa é sua porque você tinha bebido demais? Não, querida, a culpa não é sua. A culpa é dessa sociedade machista que faz com que os homens acreditem que as mulheres são objetos que eles podem adquirir, usar, e fazer o que quiser, quando quiserem.

Via Moça, você é machista

Mas não, ser violada não é a mesma coisa de ter um celular roubado!
Uma coisa é um acessório, um objeto, algo que pode ser adquirido novamente, outra coisa é um corpo, uma pessoa, um ser por ele mesmo, que não pode ser trocado, e, pior, que tem vida, sentimento e memória!

É lógico que nós mulheres nos preocupamos com o que pode acontecer. Porque sim, embora muitos não acreditem, o mundo é mais perigoso para as mulheres. É lógico que a gente não quer que nada aconteça com a gente, com nossas amigas, irmãs, mães, etc. É "natural" pensar que a gente não pode aproveitar a vida, ser quem a gente é, fazer o que a gente quiser, vestir o que a gente quiser, beber o quanto a gente quiser... A gente não quer ser invadida, a gente não quer que nossas amigas sejam. Mas acontece, minhas amigas, que estamos fazendo isso do jeito errado!



Não é a nossa roupa que causa o estupro, não é a nossa atitude que causa, não é a nossa chapação, não é o lugar, é a pessoa que esta do outro lado a culpada de tudo isso: o estuprador.

Então, por favor, nunca - nunca - digam para uma mulher que ela não deve fazer isso ou aquilo para não correr riscos. Porque gente, nenhuma mulher quer ser estuprada! Digam - isso sim - para os seus amigos, irmão, namorado, que a mulher tem o direito de ser e fazer o que ela quiser, assim como eles, mas que eles não têm nenhum direito de interferir na vida dessa mulher, de invadir, de usar a força, de usar como objeto, de humilhar, enfim, que eles é que não devem cometer o estupro!

Enfim, tudo isso porque eu fiquei bem triste com toda essa agitação que teve por conta da postagem que eu compartilhei. Nenhum homem nunca vai entender esse medo, essa assombração que nós mulheres sentimos. Mas também nós não podemos baixar a cabeça e dizer "isso acontece" como se fosse só um roubo de celular! Nós não podemos deixar que a sociedade machista nos convença de que mulheres são inimigas. Não podemos aceitar que essas coisas continuem acontecendo e dizer "ela pediu".

Vamos fazer desse mundo um lugar melhor pra todxs, vai!




07/02/2014

Desafio das 52 semanas: Semanas 1 e 2

Como eu já anunciei, resolvi participar do desafio das 52 semanas :)
Esse primeiro mês eu vou trazer duas respostas de uma vez, pra alcançar as semanas que eu perdi, ok?
Vamos lá então!

Semana 1: Coisas que me fazem ficar feliz
1. Rever minhas amigas e minhas primas. Eu me mudei para São Carlos, e minha família e meus amigos ficaram em Campinas. É super difícil conseguir reencontrar com eles, mas quando dá certo eu fico mega feliz ♥

2. Perceber como eu gosto do meu trabalho! Adoro quando eu percebo que eu amo as pessoas com quem eu trabalho, as coisas que a gente faz junto... Esse tipo de realização é incrível!

3. Pode parecer neurótico, rs, mas eu fico super feliz quando eu faço faxina em casa :) Nada é melhor do que a sensação de pisar descalça no chão limpo e sentir o perfume no ar!

4. Eu fico maior feliz também quando meu namorado e eu saímos e nos divertíamos. A gente tem uma dificuldade estranha pra se divertir quando a gente sai juntos, então quando isso acontece é muito bom!

5. Se meu trabalho não aparecesse aqui duas vezes ia ser até estranho. Eu amo o que eu faço, e isso é realmente a minha vida! Eu fico muito feliz quando eu me sinto fazendo alguma coisa de verdade pra mudar a vida das pessoas e mudar o mundo. Não tem nem como descrever a alegria!

Semana 2: Eu nunca…
1. Nunca quebrei nenhum osso. Sempre quis usar gesso pros meus amigos assinarem, mas nunca... :(

2. Nunca andei de barco ou de navio. Só de canoa. Sempre quis saber se eu passava mal de andar de barco/navio, mas...

3. Nunca comi coração de galinha. Se tem algo que eu sou absolutamente contra é comer corações. Acho isso uma maldade simbólica terrível! Podem me dizer que é bom o quanto vocês quiserem, nunca vou comer!

4. Eu nunca disse pros meus pais que eu amava eles. Não sei explicar isso, mas nunca falei...

5. Eu nunca roubei nada do supermercado. Vários amigos meus faziam isso, hehe :) Eu que sou certinha e medrosa, nunca tive coragem de roubar nem um chocolate!


Ai ai, é isso gente! :)
Semana que vem tem mais!

Desafio das 52 semanas

2014 começou com tudo na blogosfera! Quanto amor!
Acabei de encontrar esse desafio das 52 semanas e resolvi participar dele! Assim, eu garanto que o Grão de Estrela não vai ficar sem postagem, hehe :)

Como funciona?
Cada semana, você deve postar respondendo 5 itens para cada uma das questões!
Muito simples, muito fácil! Bora então?

As perguntas para as respectivas semanas são:

Semana 1: Coisas que me fazem ficar feliz
Semana 2: Eu nunca…
Semana 3: Coisas pra se fazer no calor
Semana 4: Minhas citações preferidas são: (trechos de livros, de músicas, frases de autores, etc)
Semana 5: Fazem parte da minha wishlist:
Semana 6: Os super poderes que eu gostaria de ter se fosse um super heroi seriam:
Semana 7: Eu sempre…
Semana 8: Os melhores filmes infantis que já assisti foram:
Semana 9: Pessoas que eu gostaria de conhecer / ter conhecido:
Semana 10: Minhas comidas preferidas são:
Semana 11: Meus brinquedos preferidos na infância eram:
Semana 12: Coisas pra se fazer no frio:
Semana 13: Fico sem graça quando…
Semana 14: Meus sites preferidos na internet:
Semana 15: O que há de pior no mundo virtual?
Semana 16: Isso, pra mim, não é diversão:
Semana 17: Personagens cuja vida eu gostaria de viver por um dia: (filmes, livros, seriados, etc)
Semana 18: Sinto saudades…
Semana 19: Meus seriados preferidos:
Semana 20: Fico de mau humor quando…
Semana 21: Meus piores defeitos:
Semana 22: Na minha geladeira, tem que ter:
Semana 23: Coisas que me incomodam no mundo contemporâneo:
Semana 24: Casais preferidos (filmes, seriados, livros, etc)
Semana 25: Tenho aflição de…
Semana 26: Se eu pudesse trocar de profissão, eu seria…
Semana 27: Coisas legais pra se fazer nas férias:
Semana 28: Minhas maiores “neuras” e manias são:
Semana 29: Filmes que me falam ao coração:
Semana 30: Fico impaciente com pessoas que…
Semana 31: Quando não tenho nada pra fazer, gosto de…
Semana 32: Ainda quero aprender:
Semana 33: Tenho medo de…
Semana 34: Livros que eu acho que todo mundo deveria ler:
Semana 35: Minhas piores compras foram:
Semana 36: Morro de preguiça de…
Semana 37: O que, de melhor, o mundo virtual te trouxe/traz?
Semana 38: Desculpe, mas eu acho brega:
Semana 39: Minhas melhores qualidades:
Semana 40: Meus “cheiros” preferidos são:
Semana 41: As coisas mais difíceis num relacionamento amoroso são:
Semana 42: Quer acertar no meu presente? Então me dê…
Semana 43: Músicas que eu não canso de ouvir:
Semana 44: Meus vilões preferidos são:
Semana 45: Lembra a minha adolescência:
Semana 46: Parece que todo mundo sabe _______________, menos eu:
Semana 47: Quando estou apaixonado(a) eu…
Semana 48: Nunca tive coragem de…
Semana 49: Lugares no mundo que eu gostaria de conhecer:
Semana 50: Pessoas que eu admiro:
Semana 51: Coisas que me marcaram neste ano que está acabando:
Semana 52: No ano que vem eu quero:

Bom, como já estamos em fevereiro, eu acabei perdendo as primeiras semanas, então eu vou fazer o seguinte: nesse primeiro mês, eu vou responder 2 questões de uma vez, assim não fica tão pesado, e eu consigo alcançar as semanas! :)

Vou tentar postar toda sexta feira pra ver se eu crio uma rotina e não esqueço do desafio (isso é importante, haha). Também criei uma tag só pra esse desafio, assim fica fácil de achar ele aqui no blog! Conforme eu for postando eu vou atualizando as questões com o link das respostas!

Então é isso! :) Espero que acompanhem!

31/01/2014

Desafio DIY 2014: Colagem

     Nessa brincadeira de tentar reviver o Grão de Estrela, eu comecei a fuçar em todos os blog listados lá no grupo do Rotaroots (eu sei, pra quem não tinha tempo nem de respirar, visitar um monte de blog é mais demorado, mas ok) e sem querer eu entrei no blog Caos Criativo e tinha uma postagem falando do Desafio DIY 2014. Não preciso dizer mais nada, né? ♥ Já postei aqui várias vezes dizendo como eu sinto falta de fazer artesanato, e eu achei esse desafio perfeito pra me incentivar! 

Quer entender o #DesafioDIY2014? Clica aqui :)

Quando eu entrei no grupo, grande foi o meu sentimento de surpresa quando eu vi que o tema desse mês era colagem: Na semana passada eu tinha customizado a minha agenda com colagens :O 2014 já começou super sincronizado! ♥ Não sei se vale apresentar alguma coisa que já estava feita, mas eu me autorizei, hehe

A primeira coisa que eu fiz foi pegar vários cartões postais que o meu namorado tinha trazido do Mato Grosso pra mim. Os cartões estavam guardados e eu queria fazer alguma coisa com eles, só não sabia o que!


Depois marquei algumas linhas para recortar os cartões e ficar com vários pequenos triângulos.




Depois misturei os pequenos triângulos e fui montando novas paisagens com as paisagens dos cartões! E o resultado foi esse:






Colar as imagens misturadas foi o verdadeiro desafio! Pra mim que sou toda (toda!) certinha, essas coisas assim fora do lugar me dão certo nervoso. Mas fiquei muito contente com a minha ideia de misturar, e super satisfeita com o resultado!

Embora seja simples, essa é uma colagem que vai me acompanhar o ano todo (porque a minha agenda é tipo minha segunda pele, rs). Me lembra meu namorado, e nossas promessas de viajar mais juntos!

Espero que isso tudo me motive a ser mais "aventureira" :)
E espero que tenham gostado também!

E se quiserem participar do desafio, é só entrar lá no grupo no Facebook!

27/01/2014

2013 >> 2014

     Vou confessar uma grande verdade: de vez em quando eu acho que blogs não são mais para mim. Não sei explicar o motivo, apenas sinto isso. É uma sensação estranha porque eu fui blogueira praticamente a metade da minha vida! - véi, é muita coisa! Ao mesmo tempo em que eu sinto que se eu largar o blog eu estou largando algo que sempre fez parte da minha vida, eu também sinto como se se eu fizesse isso na verdade não estaria perdendo nada.

Talvez seja cansaço. Estou terminando o mestrado. Passei dois anos lendo e escrevendo muito! Juro que eu não tinha força pra ler blogs e comentar, muito menos para postar aqui. Já disse para mim que assim que eu terminasse o mestrado as coisas iriam mudar, mas a verdade é que eu não sei como as coisas vão ser, então fica bem difícil prometer alguma coisa para mim.

De qualquer forma, me mantenho na eterna esperança de que 2014 seja um ano mais tranquilo!
Programei algumas postagens, vamos torcer pra eu não deletá-las antes de serem publicadas, hehe! Então que venha 2014 e que eu consiga ser uma blogueira mais comprometida \o/

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PS: Fui injusta comigo! Achei que 2013 só tinha tido postagens porcarias! Mas teve coisas bem bacanas! Relembrar é viver \o/
Venham comigo e confiram meus favoritos de 2013:

Meme metalinguistico: autoexplicativo! questões sobre o blog respondidas com amor! ♥ Das fases da vida: sobre como a gente muda, mas sobre como o que a gente fez interfere em quem a gente é, e sobre o que a gente aprende com tudo isso. Sono: sobre os simples prazeres da vida :) Sem título: sobre como os blogs de moda não me representam, sobre como piercings, tatuagens e alargadores me representam. DIY: Suporte para livros: o primeiro DIY que eu fiz, que prometia ser o primeiro de muitos, mas que no fim foi o primeiro e último; A guerra não declarada na visão de um favelado: sobre o dia em que eu assisti uma palestra com o Eduardo do grupo de Rap Facção Central. Memorável ♥ Amanhã de manhã: porque eu continuo sendo romântica ♥


20/11/2013

Se bem que Deus existe

Eu nunca fui contra a ideia de Deus. Eu não consigo agradecer a Deus pelas coisas boas que acontecem e nem falar coisas como "graças a Deus", "se Deus quiser", "fica com Deus", não sei rezar nem me sinto confortável perto de pessoas que colocam toda a responsabilidade da sua vida nas mãos de Deus. Mesmo assim, não consigo desacreditar na existência de um ser superior de bondade colossal que olha e cuida de todos.

Eu fui criada em uma família cristã, estudei em escola cristã, então, sem dúvida, isso me influenciou muito. Quando eu tinha uns 16 anos comecei a me questionar se eu realmente me sentia cristã, se acreditava em Deus e em todas as coisas coisa que eu aprendi dentro do espiritismo, ou se eu achava que acreditava naquilo tudo só por estar sempre dentro de ambientes cristãos.

Me afastei da religião enquanto lugar físico e pude perceber que de fato aquelas crenças me pertenciam. Talvez não da forma como me ensinaram, talvez não tão "quadradinho", mas sim, aquilo tudo fazia sentido para mim, e eu precisava daquilo para a minha vida.

Não me importa se você não acredita em Deus, não me importa se a sua religião é outra. Também não me importa se você diz que eu não posso ter religião fora de algum templo. As regras, os dogmas, as condutas não me interessam. Porque para mim, a grande beleza é procurar ser alguém melhor - para você, para o outro, para o mundo.

E o que importa também, para mim, é que eu sei que existem muitos seres (no plural!) que estão por aí nos protegendo, nos livrando de todo o mal, colocando as pessoas certas no nosso caminho, desviando as pessoas mal intencionadas. Nos dando bons conselhos, confortando as nossas angustias, dores e perdas. Tem coisas que acontecem na nossa vida que parece que aconteceram só pra provar isso para a gente.

A minha família, sem dúvida, esta bem acolhida por esses seres de luz, e eu só posso agradecer à Deus.

31/10/2013

A guerra não declarada na visão de um favelado (II)

Há exatos 1 ano (nossa, como o tempo voa!) eu postei aqui contanto que tinha comprado o livro "A guerra não declarada na visão de um favelado" do Eduardo. Postei só contando que eu tinha o livro em minhas mãos, mas que ainda não tinha começado a ler. Apesar de eu não contar nenhuma grande informação, foi legal porque apareceram muitas pessoas por aqui interessadas no livro.

Eu comecei a ler o livro, mas, infelizmente não consegui terminá-lo. Primeiro porque o mestrado tem exigido muito e eu não posso me dar ao "luxo" de ler algum livro que não vá me auxiliar diretamente na escrita da dissertação. Segundo porque o livro é bem pesado, e por isso não dá pra ler muitas páginas seguidas. Dá uma angústia e uma tristeza do mundo e é preciso refletir muito pra seguir na leitura. Terceiro porque meu namorado pegou o livro pra ler e ainda não me devolveu :P

De qualquer forma, fiquei sabendo que o Eduardo etá fazendo palestras, não sobre o livro, mas sobre a ideia do livro, e não é bem uma palestra, é mais uma roda de conversa. Enfim, o Eduardo está participando de encontros pra conversar com a galera sobre essa opressão, sobre os mecanismos de alienação, sobre as grandes corporações e seus bilionários rendimentos, sobre a desigualdade social, e todas as outras coisas que instigaram o Eduardo a escrever o livro.

Como a vida é loca, acabei indo com o meu namorado até Santos para assistir a palestra.
Chegando no lugar, foram várias sensações diferentes. Primeiro porque o evento era na Associação Cortiços do Centro, uma associação autogestionária que está construindo moradias populares (dá pra ver uma foto dos prédios em construção, clica aqui). Essa associação, pelo o que nos pareceu, está ligada à União Nacional por Moradias Populares. Gente, não tem coisa mais rica que isso, procurem conhecer!

Segundo porque antes das palestras vários grupos de Rap se apresentaram. E foi bacana demais ver a galera fazendo música, mostrando a sua ideia, e, mais ainda, mostrando que é consciente da realidade política e social, e, ao mesmo tempo, apontando sugestões, soluções, caminhos alternativos que não seja o crime e a violência. Bacana demais!

Terceiro porque lá na Associação tinha criança, tinha jovem e tinha adulto, todos juntos, interagindo, ouvindo o Rap, disposto a ouvir o outro, a aprender com o outro. Ao menos foi essa a impressão que me deu.

Quando o Eduardo chegou eu não pude nem fingir que eu não senti uma emoção tremenda. Pô, eu sempre gostei de Rap, e ver um ícone do Rap Nacional, tão de perto, tão real, tão disponível, olhando no seu olho, conversando com você é emocionante demais! - mesmo que eu nunca tenha sido, assim, tão fã do Facção Central.

foto daqui

Para mim a conversa não foi nenhuma novidade. Eu sei que falar assim parece prepotência. Mas é que eu não ignoro que o mundo é podre, que o capitalismo é destrutivo, que a sociedade é desigual e injusta. Eu não acho que pobre é incapaz ou preguiçoso. Eu não confio na mídia, não confio no governo, não confio na educação. Então, de certa forma, nada do que ele falou me surpreendeu. Mas isso porque eu ouço Rap, porque eu leio e estudo muito, porque eu converso com as pessoas sobre política (política não partidária).

Quando você ignora ou quando você realmente não sabe que a sociedade é assim podre, você pode se chocar. E foi o que eu vi acontecer nesse dia. A voz firme do Eduardo penetra na sua mente, te faz pensar, reavaliar seu dia-a-dia, sua postura, suas ações. Faz você perceber que sim o sistema quer te destruir - e sinto muito em dizer, embora possa soar deveras de direita: a classe média também é vítima nesse sistema, porque mesmo que a gente não seja "a escória", a gente não é "patrão", e são os patrões, os chefes, os donos que dominam tudo isso. A classe média, a classe C, D, são apenas marionetes. 

Mas o Eduardo não falava para a classe média. Falava para a periferia, para moradores de cortiços, para pessoas do movimento Hip Hop, para os empacotadores de supermercado, para as domésticas e para os ajudantes de pedreiros - aqueles que até nós, classes mé(r)dias, menosprezamos.

E foi bonito a galera se manifestando, falando como a tv aliena, como a novela ilude, como o jornal engana. As senhoras se despertando, os jovens testemunhando a tentação de entrar para o crime. Falaram sobre educação, sobre família, sobre exemplos, manifestações de ruas, participação política, conscientização, movimentação....! Teve um menino que falou de Paulo Freire, ele disse algo como: "Quem a gente tem como referência? O Ronaldo Fenômeno. Mas por quê? E Paulo Freire? Quem já ouvir falar de Paulo Freire? Ele sim devia ser a nossa referência!" Emocionei demais!

Embora o Eduardo tenha focado muito na transformação pessoal, eu acredito no coletivo. Sim, cada um deve passar pelo seu próprio processo de conscientização, de transformação, mas as nossas referencias, nosso apoio, nossas companhias influenciam muito, e elas não devem ser ignoradas nem ao menos desconsideradas. Mas de qualquer forma achei aquele encontro muito importante, muito, de verdade!

Saí de lá mais de esquerda, mais consciente do meu papel como educadora, mais sensível com a periferia.
E vamo seguir a vida, em busca da revolução!


Foto que a gente tirou. Sem zoom! Ele tava pertinho mesmo! :')



Veja: A guerra não declarada na visão de um favelado

18/10/2013

Escuta de novo: Baby do Brasil

Atenção: esse post é tietagem ;)


     Há alguns dias, o SESC daqui trouxe a Baby do Brasil para fazer o show Baby Sucessos, junto com o seu filho Pedro Baby. Fiquei super animada para ir, mas como nenhum amigx comentou que também queria ir, acabei ficando com preguiça de ir comprar o ingresso.

Eu tenho esse problema de não querer ir em show de artistas que eu não conheço, o que no fundo, me dá muita raiva de mim. Eu facilmente vou ao cinema assistir filmes sozinha, e, logicamente, filmes que eu nunca assisti, por que raios eu não iria a um show sozinha só porque eu não conheço o artista?! Logo eu que escolhi a música como profissão. Imperdoável, eu sei.

Mas eis que o destino é assim um cara danado que só, e eu acabei ganhando ingressos para o show da Baby, e foi uma amiga mais eu! Eu não sabia nada da Baby, além de que ela era dos Novos Baianos (♥), mãe da Sarah Sheva, Nãna Shara e Zabelê (vulgo SNZ), e doidona. 

Chegando no SESC, o ginásio estava bem vazio, deu até uma tristeza. No começo do show, a gente ria das letras das músicas que tinham rimas muito clichês, a gente ria por a Baby estar de roxo da cabeça aos pés (literalmente), ria de umas pessoas loucas dançando loucamente...

Mas de repente a gente parou de rir. De repente a gente percebeu que aquela senhora de 60 anos tem uma energia, uma alegria, um bom humor invejáveis. Que ela estava cantando lindamente, super afinada! Que a banda era incrível! Que o Pedro Baby tinha uma voz linda! E a gente ficou besta de ver a qualidade do show! Eu sai do show completamente alucinada! Maravilhada! Super fã!

Descobri que o show Baby Sucessos foi gravado pelo Estudio MTV, e esta todinho disponível no youtube! Vale muito a pena assistir! Mas caso você não queira, não possa, ou não tenha tempo, veja pelo menos uma dessas três músicas, duvido muito que você não fique querendo mais!

Planeta Vênus ♥



Tinindo Trincando ♥



Masculino e Feminino (o vídeo tá ruim, o áudio tá mais ou menos)
Foi o bis do show ♥

09/10/2013

Só alegria!

     Apesar de eu não ter uma profissão, assim, bem definida, porque eu não tenho exatamente um trabalho, eu percebi essa madrugada como eu sou feliz com a profissão que eu escolhi!

O curso que eu fiz na graduação se chama "licenciatura em Música com habilitação em Educação Musical". Quando eu estava prestando o vestibular, eu já sabia que eu queria dar aulas de música, e eu não conseguia me ver fazendo outra coisa que não isso; mas eu ainda não conhecia o vasto campo da educação musical, e nem sabia que havia tantas possibilidades quando falamos em "ensino de música".

Eu me encontrei, e, ainda por cima, pra deixar tudo ainda mais amor, encontrei um grupo de pessoas incríveis com quem eu adoro trabalhar! Descobri que eu posso ser criativa, divertida, espontânea, sociável, entre outras coisas que eu não sabia que era capaz, nessa brincadeira de aprender a ensinar.

Além das aulas particulares que eu dou, eu não tenho aquilo que se chama de trabalho. Mas adoro aquilo que eu considero como sendo o meu trabalho. Adoro a minha pesquisa de mestrado, adoro a minha busca por uma educação mais humana, adoro dar cursos e formações, adoro organizar eventos acadêmicos, adoro ser orientadora... Adoro até mesmo as reuniões que se estendem  pela madrugada - porque mesmo se forem "sérias", são divertidas.

Enfim, não tinha porque falar isso aqui, mas eu quis mesmo assim. As vezes eu me desanimo e acho que eu não estou fazendo nada pela educação musical e pelo mundo, então preciso valorizar quando eu percebo o meu papel, quando eu percebo que o que eu faço tem sim a sua relevância, que pode sim mudar o mundo!

Então fica aqui o meu registro pessoal, cheio de amor, alegria e realização!

04/10/2013

Das fases da vida

     Eu causei quando eu era adolescente. Embora eu sempre diga para os meus pais que eu sempre fui responsável (e era), eu aproveitei muito, e aprontei muito também!

Na época eu dizia que os meus pais não me entendiam, mas hoje eu percebo que eu não entendia os meus pais (salve, Renato Russo!). Meus pais nunca foram do tipo super protetores, mas é óbvio que se preocupavam e se importavam comigo - é que quando a gente tem 15 anos, se nossos pais não nos deixam sair para ir a uma super festa no sábado a noite, com aqueles amigos que eles nunca ouviram falar, em um lugar totalmente afastado da cidade, a gente só consegue pensar que eles não entendem como ir naquela festa é importante pra gente, e isso quer dizer, obviamente, que eles nos odeiam.

Mas não odeiam.

Mesmo os meus pais sendo bem firmes (o que me impediu de aprontar muito mais, porque eu sempre tive medo dos meus pais saberem e ficarem decepcionados comigo - e brigarem comigo), eu aproveitei bastante. De verdade. Fui a muitas festas, fui a muitos shows, fui a muitas casas de amigos que meus pais não conheciam. Dancei muito, dancei sem música, entrei em bate cabeça. Fiz vários piercings, coloquei alargadores. Bebi muita bebida destilada, fumei muito cigarro de puta chique. Beijei quem eu não conhecia, beijei mais de 10 pessoas em uma noite, beijei mais de 2 pessoas ao mesmo tempo, beijei homem, beijei mulher, beijei travesti. Dormi fora de casa pra não ter que voltar bêbada pra casa. Disse que saí com uma amiga, mas saí com outra. Falei que ia para um lugar, e acabei indo para outro. Ia em show de rock, em show de rap, em festa eletrônica, em manifestações de rua...

Mas eu sempre olhei para mim e me achei a mais certinha do grupo, nunca achei que tudo isso fosse algo exagerado, nunca fiz pra chocar alguém, nunca quis aparecer pra ninguém. Infelizmente, a lembrança que eu tenho é da minha família apontando o dedo pra mim direto. Lembro de ter ouvido coisas do tipo "você é um desgosto para os seus pais", "eles fazem tudo por você e você retribui desse jeito?", "por que essa roupa?", "por que esse cabelo?", "por que essa música?", "por que você faz isso?". Talvez meus pais nem saibam o quanto a minha família só me fez ter vontade de continuar sendo a ovelha negra, o anjo torto.

O que ninguém da minha família nunca reparou é o quão podre eles também eram. Eu não vou apontar os podres, porque, lógico, não faz sentido nenhum eu fazer isso, ainda mais aqui. Mas eu queria dizer para o mundo que eu não me arrependo de nada do que eu fiz. Se meus pais sofreram, eu só posso pedir desculpas, e dizer que eu sempre pensava neles - de verdade! Eu aproveitei minha adolescência conscientemente, do jeito que eu queria aproveitar, fiz as escolhas que quis fazer, e elas, sem dúvidas, moldaram a pessoa que eu sou hoje. E eu tenho muito orgulho da pessoa que eu sou, das escolhas que eu fiz, das coisas que eu faço, eu não mudaria quem eu sou nem por um milhão de elogios. Sei que meus pais também se orgulham, e acreditam em mim.

Me basta.

Parte de mim, no entanto, gosta de mostrar o sucesso que é a minha vida, a minha carreira, o meu namoro, meu novo relacionamento com os meus pais, mas tento não deixar isso ficar muito forte, afinal, assim como eu mudei muito, eles também podem ter mudado.

Família é família, e, pelo menos no caso da minha, no fundo todo mundo se quer bem - eu sei disso. Colocando o dedo onde não é chamado, ou sendo relapso algumas vezes, eu sei que todo mundo se gosta, e não sou eu quem vai tentar destruir isso só pra mostrar que eu estou feliz.