20/03/2012

Há finais que vem para o bem


ATENÇÃO. Esse post contém spoiler!!!
Mas não tem problema, pode ler :)

Quando eu era criança, uma das coisas que eu mais gostava de fazer era ler. Herdei esse hábito da minha mãe, que lê muito e tem alimentado uma pequena biblioteca com o passar dos anos. Ela sempre brinca que a herança que ela vai deixar pra mim quando morrer vai ser seus livros – e que eu só posso me desfazer deles depois de lê-los (sob a ameaça de ela voltar como um fantasma para me assombrar caso eu não cumpra, rs).

Um costume que ela tinha (que eu acredito que já tenha abandonado) era ler o livro de trás pra frente (primeiro o último capítulo, depois o penúltimo e assim por diante até o primeiro), e depois relê-lo na ordem certa. Apesar de achar isso uma heresia, e nunca ter feito o mesmo (a não ser por um livro que se eu não me engano podia ser lido dos dois lados), adotei um costume parecido: ler a última frase do livro antes do resto.

Por anos, sempre que eu pegava um livro para ler meus dedos coçavam para ir até a última página. As vezes eu tentava resistir: começava a ler, mas páginas depois eu corria pro final e lia a última frase, pra só então continuar.

Até que eu peguei para ler O menino do dedo verde. Com ele foi assim, comecei a leitura, normalmente, até que não me aguentei e pulei para o final e li: Tistu era um anjo.

:O

Naquele momento todo o encanto do livro se desfez. Eu que estava achando o Tistu um cara legal, de repente soube, antes de saber dos seus feitos, que ele era um anjo – e isso acabou com toda a graça do livro. Nunca me arrependi tanto de ter feito alguma coisa na vida como eu me arrependi de ter lido a última frase desse livro.

Tempos depois, já mais consolada, terminei de ler o livro e o achei encantador mesmo já sabendo o final : )
Mesmo assim, abandonei esse costume. Fiquei traumatizada mesmo.

No ano retrasado, anos após esse ocorrido, quando eu estava me dedicando a ler todos os livros do Gabriel Garcia Marques (você pode gostar também desse post) que tinham na biblioteca da UFSCar, acabei por pegar para ler “Ninguém escreve ao coronel”. Não sei por que cargas d’água me bateu uma vontade louca de ler a última frase. Lutei comigo mesma, e no fim, li. A última frase era: “Merda”.

:O 

Aquilo me deixou transtornada! Merda? Como merda? Que tipo de livro acaba com essa palavra? Mas quem disse isso? Por quê?! AAAAH!

Diferentemente do outro livro, esse final me deixou muito curiosa para saber do que se tratava. Durante a leitura eu sempre ficava pensando: "quando é que a merda vai fazer sentido?" rs, e conforme ia avançando uma possibilidade ia aparecendo na minha imaginação e eu dizia "não, isso não é possível ><" e ia caminhando, caminhando e eu ficava torcendo para que não fosse realmente aquilo!... me sentia tensa, angustiada, preocupada, esperando um final feliz... que não veio. Veio o soco no estômago e a merda. Um dos melhores finais de livros que eu já vi.

Não vou contar né porque isso sim perde a graça; mas é ótimo! Super recomendo :)

Aliás, me adicionem no Skoob :)
E curtam a página do blog no facebook! 
E esse post inaugura o novo marcador do blog: "me veio na cabeça". Nele, vou falar coisas bobinhas que vieram na minha cabeça e que deu vontade de compartilhar - afinal, ninguém aguenta só falar coisas sérias o tempo todo né? :D

14/03/2012

Sensu o quê?!

Para quem não acompanhou a transição aqui no blog, eu acabei de me formar em Música e agora estou começando o mestrado em Educação (pequenos detalhes você pode ver no meu perfil) - as aulas começaram essa semana!. Eu pensei que eu não ia sentir diferença, já que eu continuo estudando na mesma universidade, mas a primeira aula foi tão estranha, que por alguns momentos eu fiquei tentando me lembrar porque era mesmo que eu tinha me metido nessa.

Diante disso resolvi fazer esse post pra ver se a minha cabeça se iluminava e se eu conseguia digerir essas novas experiências. Mais pra frente eu conto como estão sendo as aulas, porque eu ainda estou com uma mistura de euforia e medo, que não me permite compartilhar :)

A pós-graduação tem duas "modalidades":  lato sensu e sticto sensu. 

AHM?!?

A primeira é conhecida pelos cursos de especialização que objetivam dar ferramentas, capacitação para realização de algum problema específico de alguma área (Ex: Especialização em Educação de Jovens e Adultos; Especialização em Saúde da Mulher, etc).

A segunda é conhecida pelo mestrado, doutorado, pós-doutorado (...), e se diferencia por formular teses que ajudam no entendimento de alguma singularidade, ou que tentam comprovar alguma teoria (Ex. Música e juventude: um olhar para a formação humana através de vivências musicais no ambiente escolar - que no caso é o meu pré-título, hê).

As universidades que oferecem programas de pós-graduação possuem áreas de concentração, e essas áreas podem ser subdivididas em linhas de pesquisa. Quando você se inscreve para o processo seletivo, é muito importante, não só se identificar com a linha, mas também com o possível orientador. No mestrado, é o professor que escolhe quem ele vai orientar, por isso a tendência é ele optar por projetos que sejam semelhantes com o trabalho que ele realiza.

Eu estou dentro do programa de Educação, na linha Práticas Sociais e Processos Educativos que tem como eixo temático: ações de movimentos sociais, formação de educadores sociais, combate a preconceitos, questões de gênero, ações culturais, espaços de lazer, privação de liberdade, etc, com um olhar humanizador e dialógico. Uma das professoras da linha trabalha com Educação Musical, que é meu enfoque, e então eu consegui que ela me orientasse - inclusive ela foi minha professora na graduação : )

Resumo da ópera: se você optar por fazer pós graduação, não se descabele! O processo seletivo não é muito diferente do vestibular, então você já sabe como é. Mas lembre-se que a pós stricto sensu é para continuar estudando! Você precisa gostar de ler, escrever, ter tempo disponível e acreditar no seu projeto - ou você não terá motivação para pesquisar durante dois anos!


Estou muito ansiosa para ver como vai ser!
BOA SORTE PRA MIM! \o/

ps: agora o blog tem uma página no facebook, porque nós somos moderninhos, hê x) se você achar que deve, vai lá curtir a página. prometo não contar piadas, e indicar muitas músicas legais para vocês ouvirem :D

05/03/2012

Você foi convidado para escutar de novo

Outro dia eu vi no facebook a seguinte campanha:


Como brasileiro gosta mil vezes mais de falar mal do que falar bem (e eu não estou fora dessa estatística), a campanha não vingou - pelo menos não entre os meus contatos. O que eu acho uma pena já que a gente poderia não só ouvir outra coisa que não fosse "Ai se eu te pego" (não só a música, mas as piadas e tudo o mais que tem surgido com ela e com o seu digníssimo intérprete), como conhecer bandas que estão ainda no anonimato e que são muito boas.

Quando eu compartilhei no face, eu enviei junto o link do youtube da Mah Alves, que é minha prima, e tem uma voz inacreditavelmente linda. Como não teve sucesso e eu queria muito dar vida a essa campanha, eu resolvi criar uma nova tag no blog, chamada escuta de novo.

Escuta de novo já foi um blog que eu criei para compartilhar músicas, convidando as pessoas para escutarem a música mais de uma vez, para prestarem atenção nos elementos escondidos que a gente nunca percebe de primeira. O blog também não foi pra frente, mas como eu gostava da ideia, resolvi incorporar aqui.

Então juntando as duas ideias, nessa tag eu vou apresentar algumas bandas e/ou artistas mais desconhecidos (pelo menos da indústria fonográfica de massa) e convidá-los a ouvir com calma, sem demais preocupações, e se gostarem, ouvirem de novo, é claro! :)

Banda Kâo. Formada por Ananda Bossois, Fernando Rechia, João Luis de Oliveira, Beto Ferrari e Fabricio Mazutti, eles se conheceram durante a graduação (inclusive eles são da minha turma e eu os amo, he :D). Com diversas influências como blues, rock'n'roll, jazz, eles tocam MPB com uma mistura desses e de outros estilos. O resultado talvez seja difícil de digerir na primeira vez, para quem não está acostumado, mas vale a pena insistir. É da mais alta qualidade musical.

Vocês estão convidados a ouvirem "Tarde em Itapuã" de Vinícius de Morais e Toquinho na versão da Banda Kâo.



PS: Se gostarem, não se esqueçam de curtir o vídeo, isso é muito importante para a banda
E deixe um comentário aqui no blog dizendo o que você achou dessa nova ideia! :)

01/03/2012

Meme: 10 imagens, 10 coisas

Só agora que eu vi que o Allan me indicou para esse meme. Eu adoro responder memes, mas gosto de fazê-los com calma e dedicação, por isso durante a correria do semestre é difícil eu responder – e com o tempo eu acabo esquecendo deles.

Como agora eu (ainda) estou de férias e terrivelmente cansada de ficar de férias, vou aproveitar pra responder esse antes que as coisas tumultuem novamente : )
1- Postar 10 imagens de coisas que você gosta;
2- Citar quem o indicou para o Meme;
3- Indicar 10 pessoas para fazê-lo e notificá-las.
Vou tentar não ser clichê :)
PS: As imagens foram retiradas do We heart it ou do Google Imagens

Deixar minha casa arrumada

Desde sempre eu gostava de arrumar o meu quarto. Quando deixei de morar com os meus pais, esse gosto foi espalhado para o resto da casa. Não gosto de arrumar a bagunça dos outros, mas adoro dar um jeito nas minhas bagunças.


Assistir filmes
Taí uma coisa que eu verdadeiramente gosto de fazer. Não tenho gênero favorito, e escolho o filme pela capa, mas tenho preconceito com os hollywoodianos e os que recebem muitas indicações para o Oscar. Recentemente criei uma conta no Filmow. Vai lá dar uma olhada nos filmes que eu já adicionei no meu perfil! : )


Sair pra dançar

Aquela dança desregrada que só as baladas apertadas permitem, sabe? Faz um bem danado pra alma (e fortifica as pernas). Meus lugares favoritos são o Bar do Zé, e o Kit Net, ambos em Campinas. Dois estilos diferentes de lugares, que eu recomendo pra quem for passar pela cidade.


Usar calça jeans, camiseta e all star.

Meu armário é praticamente o guarda roupa da Mônica, e eu sempre visto isso, há uns 10 anos, pelo menos. Tenho pra mim que o básico nunca sai da moda ;D


Coisas gays

Eu adoro gírias gays, apesar de só usar as mais simplezinhas delas; coisas com arco-íris, as divas do pop que só menininhas adolescentes gostam de ouvir, festas gls, amigos gays (...)


Internet, blog e redes sociais
Eu sou do tipo de pessoa que trocaria fácil a vida real pela vida virtual. Peço comida pela internet, baixo filmes quase todos os dias... Tento me controlar para não virar uma zumbi anti social que só quer saber de ficar sem computador... mas eu adoro 8)


Show de bandas de garagem
show do Dance of Days ♥ no extinto Hammer Rock Bar
foto mal tirada por mim :)
Eu não gosto muito de ir à shows de bandas grandes, mas adoro ir nos de bandas de garagem. Aquelas de rock/punk/hard core/metal que seu vizinho que toca mal tem, sabe? É legal acompanhar a evolução da banda (tanto musical quanto dos integrantes), é divertido rir das bandas ruins, e estourar os pulmões cantando aquele cover mal feito. Durante anos eu ia nesses showzinhos todo final de semana. Sinto falta.


Fazer artesanato

Quando eu era menor, eu fazia aulas de pintura em tecido, e como convivia com pessoas que faziam outras mil coisas, eu sempre estava aprendendo a fazer um novo artesanato. Eu adorava. Por vários motivos parei de pintar com frequência. De tempos em tempo eu pinto algumas camisetas para dar de presente. Estava pensando em fazer algumas coisas para vender na internet. O que acham?


Pessoas
"Humano" (1998) - Arnaldo Antunes
Apesar de eu ser da filosofia de que "o inferno são os outros", ainda sim eu gosto das pessoas. Tem muita gente ruim, tem muita gente que não serve para esse mundo. Mas eu acho o ser humano uma invenção muito curiosa. Meu irmão, meu namorado, minhas primas, são exemplo de pessoas totalmente diferentes, talentosas, com o coração enorme, que me fazem feliz, e que me fazem acreditar que as pessoas podem fazer do mundo um lugar melhor!


Música
Essa sou eu em uma aula na faculdade ♪
Todo mundo gosta de música, mas eu amo diferente. Ouvir música, estudar teoria, história, percepção, harmonia, arranjo. Ler sobre o ensino de música. Tocar piano, tocar teclado. Eu amo isso. Não imagino a minha vida sem essas coisas, e foi por isso que eu decidi fazer disso a minha profissão. Sou musicista, sou pesquisadora, sou educadora, e sou totalmente dependente e não vivo sem Música ♥


Vou indicar 10 pessoas, mas não se sintam obrigadas: Dani, Mel, Letícia, Bruna, Del, Gabi, Melo, Pet, Carol, Renato.

Ah, voltem no blog semana que vem! Segunda feira tem novidade :) Estreia uma nova tag aqui no Grão de Estrela!

26/02/2012

Ah, se eu soubesse

Não sou fã do Chico Buarque. Casaria com ele, sim, se visse ele na rua gritaria "gostoso" sim, mas não sou fã. Acho as harmonias dele incríveis, a poesia encantadora, mas quando junta... não sei explicar, simplesmente digo não.

Um tempo depois dele ter lançado o seu último cd, lembro que eu estava no carro com minha professora da faculdade e mais dois amigos que trabalham com a gente, indo para não lembro onde, e no rádio estava o dito cd. A cena parecia de filme: os vidros abertos, braços para fora, volume alto e cantoria a todo pulmões - menos eu, que apenas me divertia com tudo.

Até que tocou aquela música que me tocou, que eu achei linda, que eu senti como se o Chico cantasse pra mim, que me fez sentir borboletas no estomago, que apareceu como um teatro na minha cabeça e eu via tudo o que ele cantava. Me apaixonei.



Mas acontece que eu sorri para ti
E ai larari lariri...


22/02/2012

Nada é tão difícil quanto parece

Quando eu estava estudando para o vestibular, as pessoas costumavam me dizer que essa seria a primeira de muitas provas difíceis que eu iria fazer. Sei que elas queriam “me acalmar”, mas no fundo eu ficava em pânico.

Foi muito difícil passar no vestibular. Além de eu só ser boa em gramática e interpretação de texto, eu tinha a prova de aptidão, que além de durar mais uma semana, e de ser muito cansativa, era o que mais valia, e o que eu mais queria e precisava ir bem (eu tinha que ir bem na prova de música, pô!)

Não passei direto do colegial (o que foi muito bom em diversos aspectos), mas passei depois de um ano muito badalado de cursinho. Foi difícil, cansativo, e foi um alivio enorme ter passado.


Quando começaram as primeiras provas da faculdade, eu olhava para as pessoas que eu conhecia e que faziam outros cursos e via elas estudando muito mais do que eu (também porque, minha gente, a vida é injusta: eu não podia estudar depois das 22 horas, porque meu estudo é barulhento u.u). Com o passar dos semestres, as aulas teóricas, fui forçada a estudar bastante, ler textos e fazer trabalhos até de madrugada. Sofrido, mas ainda assim, eu não ficava como as pessoas na biblioteca (tem gente que até dorme na biblioteca, não sei se de tanto estudar, ou se pra não perder tempo de voltar pra casa). Meu namorado, por exemplo, enchia meu curso de insultos, de tanta inveja que ele sentia de mim ; )


Aí as pessoas falavam: você vai ver pra sair da faculdade como vai ser difícil, você vai ver a prova do mestrado como vai ser difícil (...)! E quer saber? Não foi difícil nem um, nem outro.

Eu fiz faculdade de música (licenciatura), e não é que foi fácil porque “música não é ciência”, mas porque eu gostava de absolutamente todas as matérias, minhas aulas foram extremamente práticas, tinha muita leitura complementar, trabalhos em grupo, tudo era legal e eu queria aprender, então fazia sentido e ficava fácil estudar! Até as aulas mais teóricas que não eram sobre música (psicologia do desenvolvimento, psicologia da aprendizagem, estrutura e funcionamento da educação básica, educação e sociedade) eram interessantíssimas, e eu adorei aprender sobre esses assuntos!

Não é a toa que a minha média geral da faculdade é 8,9, eu estudava com prazer, e, consequentemente, tirava boas notas nas provas e nos trabalhos.


Aí chegou o final do ano passado e decidir prestar o mestrado em Educação, lá na UFSCar mesmo, e do jeito que as pessoas me falavam eu fiquei apavorada. Meu namorado prestou junto comigo e quando eu perguntei pra ele se ele ia estudar pra prova ele disse “eu estudei durante 4 anos”. A principio achei ousado, mas realmente, não adiantaria estudar nas vésperas.

Aquela prova só teria sido difícil para alguém que um dia acordou e, do nada, disse “hoje vamos falar sobre educação”. Pra quem fez o meu curso, com ênfase em Educação Musical, com a seriedade que eu fiz, e que derrabou suor e sangue no PIBID, escrevendo vários artigos acadêmicos sobre; não teria como ser difícil. Estava tudo dentro de mim, enraizado e argumentado.

Não é a toda que eu passei no mestrado, antes mesmo de ter apresentado o TCC, e que meu TCC foi ultra elogiado pela banca (até meus pais foram elogiados, “parabéns pela pessoa íntegra que vocês criaram”, rs).

O que eu quero dizer com isso não é “olha como eu sou foda, seu merdinha”, apesar de eu ter feito um post com o título “sou foda”, rs. O que eu quero dizer é pra vocês não ficarem preocupados com o que os outros falam. Veterano sempre vai dizer que o professor faz provas difíceis, porque quer tirar com a sua cara; nossos pais sempre vão falar que virão coisas piores pra você se esforçar mais agora; também vão ter aqueles que vão tentar te desanimar por pura maldade. Então não liguem!

O grande lance é: dedicação. E eu sou da teoria de que você só consegue se dedicar de corpo e alma para uma coisa que você tem verdadeiro interesse. Então faça a escolha certa, pense com carinho, sozinho, pondere, reconsidere, e quando achar que está pronto, vá atrás. Porque não há provas mais difíceis que nos impedem de realizar as provas de agora!

:)

E aí, já posso escrever um livro de auto-ajuda? :D

15/02/2012

Quem ama estrangula



Eu sou ciumenta. Dessas que briga feio com o namorado. Que fecha a cara do nada quando desconfia de qualquer coisa. Que vai falar com as amigas dele pra tirar satisfação. Que dá indiretas ácidas quando está prestes a ter um ataque, mesmo que tenham outras pessoas por perto. Sou do tipo que quando sente ciúmes, sente junto tanta raiva (por estar sentindo essa coisa irracional, e por ter sido provocada), que vira uma mistureba de sentimentos loucos e eu falo coisas sem coerência, grito e choro. Tudo em excesso.

Nem sempre eu fui assim. Eu já fui mais eu. Eu pensava: “não quer ficar comigo, meu bem? só lamento”. Por isso eu não sentia ciúmes. Antes desse atual (e eterno <3) eu tive 3 do que a gente pode chamar de namorado (porque desses 3, apenas 2 conheceram a minha família, e o mais longo durou 5 meses – o que na época foi um milagre!), e eu nunca tinha sentido ciúmes de verdade. Uma ciumeira aqui, porque um era bonitão e morava em outra cidade, outra acolá, porque era estiloso, tatuado e tinha moicano, ou porque era músico e viajava para fazer concertos; mas nada que fugisse do controle.

Meu atual namorado, com o qual me casarei muito em breve, teve a honra de mudar toda a minha forma de amar. No começo eu era daquele jeito, com o nariz em pé – mas com uma pontinha de medo de ele ir embora. Com o passar do tempo, fui gostando dele e comecei a ter um certo ciúmes controlado, que eu achava até normal, mas que eu não manifestava. Depois dos anos fiquei tranquilona. Achei que era irredutível.

Mas o amor é mesmo uma caixinha de surpresas e cá estou eu numa fase ciumenta possessiva obsessiva assassina, he : ) Juro que dá vontade de matar todo mundo – a desgraçada e o namorado.

Meu namorado é lindo. O sorriso dele é perfeito. A cor dele é linda. Ele é inteligente, defende suas idéias, coloca a mão na massa, é simpático...; mas convive com um monte de mulher que também acham tudo isso ótimas qualidades. E o pior: elas vêem/falam com ele mais do que eu! Que ódio!!!!

kleiton, o amado com cara de quem foi pego de surpresa >.<"

Vocês podem estar pensando “Mas Natália, se vocês estão juntos há 4 anos, é lógico que ele ama você, que quer ficar com você. Se ele aceitou namorar a distância é porque ele acha que vale a pena”. Concordo com tudo isso, MAS não descarta a possibilidade dele pensar “ah, ela não está aqui mesmo”, “só dessa vez”, “eu to tão bêbado que...”. Gente, no estado neurótico em que eu me encontro, vocês não fazem ideia das possibilidades que passam na minha cabeça. E não adianta confiar nele, acreditar no meu potencial, é irracional e portanto, não precisa ter coerência!

Mas se comove (e ameniza a minha imagem de vilã da história), não é legal se sentir assim. Quem sente ciúmes sabe como machuca, e que a gente não faz de propósito. É incontrolável. Na hora a gente quer machucar a pessoa amada (no meu caso, não fisicamente, que fique bem claro), só pra dar o troco. Mas depois que passa o ápice da fúria, você se sente mal por se sentir insegura, por ver o amado mal, e por você ter causado tudo aquilo. É horrível.

Mas vim aqui pra defender a nossa classe :D

Ninguém quer namorar alguém ciumento, ninguém quer assumir que é ciumento. Quando você vai falar sobre você para alguém você nunca diz que é ciumenta. Mas eu vos digo em verdade (profética ;) ) que se você é como eu (ou uma versão mais branda, ou mais drástica), não precisa se envergonhar disso. É uma falha como qualquer outra. Existem pessoas que são mau humoradas, outras que são muito irritadas (no caso, eu sou os dois, haha :x), ou que são pessimistas, ou qualquer outra coisa, e outras que são ciumentas; e como qualquer falha, ela pode ser moldada, canalizada e até extinta! (viva os dois semestres de psicologia da faculdade!)

E tudo fica mais fácil se o companheiro for compreensivo e te ajudar na dura batalha do autocontrole (indireta pra você, heim Kleiton!), afinal, os ciumentos também são pessoas que amam e merecem carinho : )

E você, é ciument@?


Editado: Gente do céu! Agora que eu percebi que eu postei tudo isso justo na época do julgamento do Lindemberg que matou a Eloá e que ta todo mundo ouvindo falar de novo, depois de tanto tempo. Espero que não me comparem a ele, porque eu nunca cheguei (nem chegaria) a fazer nada que chegasse perto do que ele fez. Além de que, se eu, na minha fase gritos e cara feia, já estou assumindo o problema, a tendência é melhor, né não? ;) Façam figas!

08/02/2012

Ode aos dias de hoje

Coisas da vida ou não, nessa edição do amigo secreto eu tirei a Pet, como no ano passado. Fiquei pensando, com os meus botões criativos, que a gente deve ter criado uma espécie de ligação tão forte, que vai além das possibilidades dos sorteios aleatórios de sites :) Pensar nisso me emocionou muito, hê.

Quis fazer uma coisa diferente esse ano, como no ano passado eu pedi para ela indicar uma música e eu escrevi o texto em cima dele, eu decidi fazer a minha própria música. Sei que a Pet toca bateria, então espero que ela, como musicista, goste dessa singela composição!

Para Pet, Ode aos dias de hoje

OdeAosDias[NataliaSeverino].MID

Revelação do Amigo Secreto, terceira edição.


07/02/2012

E digo mais, você desafina, amor.


Estudar e/ou entender de música faz as pessoas serem mais críticas. É sério. Desde que eu comecei a estudar, quando eu tinha uns 12 anos, eu sei disso. Na época que eu frequentava shows de bandas de garagem (dos meus 12 aos meus 18 anos), mesmo antes de entrar na faculdade, eu percebia quando os músicos que estavam tocando sabiam o que estava fazendo, e era uma tortura imensa quando eu percebia que eles tocavam “combinações de acordes que ficaram legais”. O grande lance era que eu ia em shows de punk, hardcore, heavy metal, então eu tive que aprender outra coisa: relevar.

Ainda hoje eu me torturo fácil ouvindo bandas que a maioria das pessoas acham o máximo. E olha que meu ouvido nem é dos mais refinados! Talvez tenha sido por isso que eu abandonei a ideia de ver shows de bandas grandes ao vivo – eu sempre me decepciono. No estúdio todo mundo canta bem (nada como bons programas para concertar as falhas) – e quanto maior a banda, melhor a produção, e melhor a qualidade do som.

No show ao vivo, um escorregão que o vocalista deu (coisa humana, todo mundo desafina), uma nota que o guitarrista adiantou, um tempo que o baixista perdeu, uma entrada que o baterista não deu, pronto!, pra mim estraga tudo. Porque quando eu vou no show eu quero ouvir exatamente como eu ouço no cd – e jogar as mãos pro alto e cantar gritando sem parecer ridícula, he.

Isso nunca acontece porque, er, as pessoas são humanas e não dá pra reproduzir a mesma coisa sempre do mesmo jeito.

Mas como eu tinha dito, eu aprendi a relevar. Lógico, para as bandas de garagem. Para os grandes, sou irredutível. Eu acho que a única coisa que eles devem fazer é tocar bem feito na hora do show. To pagando, pô!

Tudo isso por que? Bom, decidi que não quero ir no show dos Los Hermanos, mesmo que gostando muito, e mesmo eles tendo ficado tanto tempo separado o que fez uma pedaço do meu coraçãozinho quebrar em mil pedaços; nem do Chico Buarque, mesmo que eu não dê muita bola pra ele, eu queria só pra gritar “chico gostoso”, he.

É porque eu não tenho paciência para filas, para bandas de abertura, para caixas de som ruins, para improvisos, fãs histéricos, e morro de medo de descobrir que eles não são tão bons quanto no cd.

Continua :)

27/01/2012

Eu sou do tipo carne dura*

Eu não sou das pessoas mais simpáticas, confesso. As vezes sou, mas de forma genérica, não. Gosto de ser assim, mal encarada, pra deixar bem claro que não é pra mexer comigo. Mecanismo de defesa, sabe como é.

Mas acontece que a minha mãe vive me dizendo que eu tenho que ser simpática e me importar mais com as pessoas, e eu sempre respondo que não sei demonstrar essas coisas, e que quando tento, acho muito falso. Ela retruca que ninguém vai saber se é falso ou não, e com o tempo, isso passa a ser natural pra mim. Eu faço careta e desconverso.

Andei pensando nisso e naquela “coisa de ano, vida nova” e essa semana eu tirei pra ser simpática.

Percebi que é legal sorrir, dizer bom dia, perguntar se esta tudo bem: as pessoas te recebem melhor e são mais prestativas. E como eu passei uma semana sem ver ninguém conhecido, as pessoas não sabiam o quanto era forçado o meu sorriso e o meu bom dia, então elas retribuíram muito felizes. Foi muito legal!

Hoje duas pessoas não sorriram pra mim. Fiquei puta da vida, xinguei elas em pensamento, quis desistir, quis dizer: “você não sabe como eu estou me esforçando pra sorrir pra você, seu merda”, mas fiquei firme, esfriei a cabeça e continuei no meu propósito. Parabéns pra mim o/

a vida é como um espelho: se você sorri, ele sorri de volta.

Estou feliz, de verdade. Acho que estou pegando o jeito, he :)



* Conhece a carne fraca? Eu sou do tipo carne dura (Ellen Oléria - Testando)

16/01/2012

Eu sou linda, absoluta

No ano passado eu comprei em um desses sites de compra coletiva um cupom de uma massagem em um spa em Campinas. Fazia um bom tempo que eu queria ir em algum lugar que fizesse massagem, mas como eu sou uma pobre estudante, nunca tive dinheiro, então fui adiando.

Passada as correrias de final de semestre, fechamento do estágio, entrega de TCC; as festividades natalinas e a virada do ano; a minha mudança de casa em São Carlos (assunto para outro post); a busca pelo vestido de formatura (...), e tudo o mais, eu liguei para marcar a minha massagem.

A principio eu pensei que tinha sido enganada, porque eu passei um dia inteiro ligando e nada de alguém me atender. Mas também, quando me atenderam, foi tanta simpatia, que eu nem reclamei.

No dia da massagem, fomos lá o namoradinho e eu, toda nervosa, entrando num Spa num dos bairros mais chiques de Campinas, com a minha pobreza e simplicidade no estilo Jeca Tatu, he.

Fui tão bem tratada. Desacreditei. Eu pensei que por eu ter comprado um cupom, e economizado cerca de 70% do valor original, me tratariam com menos 70% de boa vontade. Mas não!

Enfim, foram 60 minutos maravilhosos. Eu escolhi a massagem aromaterápica e sai de lá, além de super relaxada, com a pele macia e super cheirosa. Minha mãe até brincou dizendo que eu estava cheirando mulher rica, rs.

we ♥ it

Sai de lá com um bom humor que há tempos que não tinha, me sentindo uma pessoa feliz, bonita, linda e absoluta. Foi realmente muito bom. Se eu fosse mais vezes, tipo uma vez por mês (bem que eu gostaria!) eu seria uma pessoa bem menos estressada, e teria bem menos dores nas costas!

Eu recomendo!

09/01/2012

4 anos, parte 3

Antes de fazer a minha revelação do amigo secreto, vou continuar a retrospectiva de comemoração aos quatro anos do Grão de Estrela e dez no mundo blogueiro.

O marcador de hoje é: vida social. Nele eu reúno textos que falam da minha relação com o mundo, do meu convívio com as pessoas, e o que eu acho disso tudo. Como eu sou regida pela filosofia de que “o inferno são os outros”, poucos posts desse marcador são relevantes, uma vez que na maioria deles eu reclamo das pessoas e da minha falta de tato para lidar com elas, he : )


3. #fikdik: “quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem”. Frase clichê do movimento social, mas o texto é bem menos revolucionário – diria até que não é nada revolucionário. É sobre as pessoas não serem agentes, ou seja, não fazerem as coisas com amor e responsabilidade. Vai ver esse é o grande mal da humanidade: comodismo.

2. Hoje tu ta presa: o post é grande e fala por si: o funk e a exacerbação da sexualidade. Não consegui expressar todas as minhas idéias a respeito do tema, porque fiquei com medo de parecer um pouco radical, mas quem se interessar, leia e dê uma opinião. Como eu trabalho com música, eu preciso de elementos para refletir sobre.

Só pra deixar claro o meu ponto de vista (que eu não tenho certeza se ficou bem defendido no post), a imagem abaixo, apesar de ser forte e eu não gostar desse tipo de sensaionalismo, expressa a idéia que eu quis passar:


1. Eu não sou pra casar: Lógico que eu sou pra casar. Quem disse que só porque eu não sei cozinhar, não sonho em ser mãe, não sou submissa, nem pretendo deixar de trabalhar para cuidar da casa e do marido, não posso ser "casável"? Por que existe esse paradigma de mulher para casar e porque as mulheres querem ser assim? Está entre os mais populares de todo o blog! (:



*

Faltam ainda mais 2 marcadores que eu gostaria de selecionar para registrar nessa retrospectiva, daí como eu não consegui terminar isso no ano passado, espero poder terminar ainda em janeiro (:



03/01/2012

Não será em 2012

Não vai ser esse ano que a sua vida vai mudar, que você vai encontrar aquela pessoa especial que te faça feliz, ou que todos os seus problemas vão se resolver. Pelo menos não pelo simples acaso da Terra estar ficando mais velha.

Sou daquelas que renovam a esperança e a força a cada começo de ano, mas não fico fazendo minhas promessas ou criando expectativas, vou apenas vivendo, tentando, ao menos, não regredir. Prefiro acreditar que o mundo vai caminhar para um lugar mais próximo da luz, mas nada, meus caros, vai acontecer se nós não fizermos nada. 


Ficou parecendo um pouco pessimista, mas eu juro que recomeços sempre me deixam feliz :) Tão inexplicável como no Natal, nessa época eu fico de bem com a vida, e vendo alegria em todos os lugares.

Por isso eu desejo que 2012 seja um ano de verdadeiras mudanças positivas em cada pessoa do mundo, inclusive para todos os blogueiros, hê :), para que, com os nossos quintais arrumados, possamos cuidar um pouquinho mais da Terra. E que venham os próximos 366 dias!



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Visual novo, com mudanças no perfil e em breve lista dos meus outros blogs atualizada. Beijos! :)

24/12/2011

Então bom Natal

Eu sei que tem muita gente que não gosta do Natal. Eu sou das que gostam, muito. Apesar de eu sempre lembrar que toda essa decoração natalina não tem nada de Brasil, e morrer de dó dos Papais Noeis de rua por seus chefes não terem a sensibilidade de adaptar a fantasia para o clima daqui, e também porque a data é só mais uma festividade capitalista onde somos persuadidos a mostrar que amamos e nos importamos com com alguém através de um presente bem caro, e porque as pessoas ficam pagando de cristã e benfeitoras mas chegando a virada do ano, elas querem "encher a cara e curtir a vida", quando na verdade Jesus nem nasceu no dia 25 de dezembro, e nem sabem que a comemoração do Natal veio apenas para suprimir festividades pagãs (Encontrei esse texto falando sobre a origem do Natal. Apesar de parecer bastante xiita, com as ênfases que o autor deu, eu achei bastante interessante)... Enfim, odeio toda a hipocrisia e capitalismo por trás do Natal, mas sei lá, talvez por me chamar Natália, a decoração, o espirito, me deixa muito feliz. De qualquer forma, gostaria de desejar um Feliz Natal para tod@s vocês!, que vocês possam estar com suas famílias, aproveitando esse momento para estar e sorrir juntos.

Pra finalizar, um vídeo muito gracinha que meu pai me mandou por e-mail há um tempo. O Natal na era digital, tenho certeza que vocês vão se identificar. Assitam!


21/12/2011

Retrospectiva de 4 anos, parte II

Nessa brincadeira de reler as postagens antigas, acabei encontrando várias que ficaram guardadas nos rascunhos. Algumas coisas inacabadas, outras bem bobinhas... Exclui algumas e outras eu publiquei, e estão aí para ser lidos, quem quiser se aventurar pelos arquivos do blog :)

Bom, pra dar continuidade a retrospectiva dos 4 anos de blog – antes que o ano acabe – o marcador de hoje é: devaneios. Eu sou o tipo de pessoa que se expressa melhor escrevendo, e como não tenho muito jeito com as pessoas, escrevo para mim mesma. Como eu já tive muitos problemas com pessoas conhecidas por conta das coisas que eu publiquei em blogs, eu decidi mascarar os textos mais íntimos, de forma que eles se pareçam com textos aleatórios, mas que dentro das metáforas colocam pra fora a mensagem que eu preciso externar. Por isso que a tag devaneios sempre está acompanhada de outra tag, que se refere ao verdadeiro problema.

Vamos ao top 5:

5. Odeio essa página da história: O post surgiu com o tema “madrugada” do Blogsintonizados. Foi escrito em um momento de crise do meu namoro. Pra quem conhece as músicas “Alta Noite” do Arnaldo Antunes e “I hate this party” das Pussycat Dolls, vai se familiarizar ;)


4.  Aquilo lá no fundo que eu sabia mas nãoassumia: A cada ciclo da minha vida, eu termino com as minhas amizades, como a forma mais drástica de “começar tudo de novo”. Mas teve um momento em que eu percebi que eu fui injusta demais em afastar as pessoas que eu mais amava, e me arrependi.

3. Percebimentos: Eu comecei a namorar meu noivo em uma fase onde eu precisava mudar todos os meus velhos hábitos para ter uma vida mais centrada. Eu já queria isso há muito tempo, mas nunca tinha encontrado uma motivação forte o suficiente pra mudar de verdade.

2. Previsão do tempo: Gosto muito desse por ser tão íntimo e tão nostálgico, que não vou nem explicar. Vou apenas reler e reler. Leiam também!


1. Fogo e Marte: Fogo é o elemento de Áries, Marte o planeja regente, e esse é um texto sobre a minha forma de amar. Escrevi para o meu noivo para lembrá-lo de como tudo começou, quais foram as nossas promessas e como eu me permiti amá-lo. Acho esse texto super a minha cara.

percebeu que

o que os olhos não vêem, o coração inventa?

09/12/2011

Uma nova ideia


Daqui até o final do ano decidi fazer um seleção dos meus posts favoritos para relembrar alguns momentos importantes desses 4 anos de blog. Para facilitar, já que foram muitas postagens, eu vou fazer um ranking dos marcadores mais utilizados.

O marcador de hoje é: Caminhando e cantando, que é usado para falar de coisas que me deixam revoltada. Começou a ser tão frequente que eu criei um blog-apêndice, o Subversão Ideológica, pra não deixar o Grão de Estrela muito pessimista, hê : )


Top 3

Texto de Felipe Berríos, fundador da ONG Um Teto Para o Meu País, que fala sobre a importância de ser jovem e usar a juventude como arma para uma mudança social. Gosto muito desse texto, e de tempos em tempos eu leio ele para eu não me esquecer de ser jovem

Ao invés de educarem os homens para não estuprarem, as mulheres cada vez mais são acusadas como culpadas pela violência que sofrem, tanto pelos lugares que frequentam, quanto pelas roupas que usam. Você também acha isso um absurdo? Então entenda o que foi a Marcha das Vadias, e veja como não se sentir vulnerável.

1. Para o triunfo do mal, basta que o bem não faça nada
Um dia eu voltei da escola que eu trabalho tão transtornada com as histórias que eu escutei, que eu não pude deixar de agradecer pela vida tranquila que eu tenho, e pedir força e coragem pra continuar trabalhando com educação. Eu me emociono sempre que eu leio.



Então por hoje é isso. Eu gostei bastante de recordar alguns posts antigos. Espero que vocês também gostem dessa seleção!

Divulgação: Subversão Ideológica

Olás, estou aqui só pra divulgar a nova postagem do meu outro blog. Nesse post, na verdade, eu não escrevi nada, só coloquei um vídeo que eu vi a galera passando no facebook. Eu fiquei indignada, e queria saber qual a opinião de vocês nesse absurdo.

Para ver o blog, clique aqui

Se não quiserem participar da polêmica, entrem no blog só pra ver a cara nova dele, he : )

28/11/2011

Sou foda, ou o dia em que eu passei no mestrado

Basicamente o meu ano foi em função de escrever o meu TCC. Algumas aulas aqui, estágio acolá, relatórios pra um, artigos pra congressos... Enfim, foi um ano bastante acadêmico. No meio dessa bagunça, inventei de prestar mestrado. É, assim mesmo, do nada.


Com medo de ser mais uma desempregada depois que eu me formar, e com pânico em pensar que eu teria que me submeter a educação infantil (nada contra, eu só não tenho aptidão), decidi que a ideia de continuar estudando me agrada. Então, meio que correndo, eu escrevi um projeto sobre a influencia da música na construção da cidadania de jovens de periferia, o projeto foi aprovado, fui fazer a prova escrita, passei na prova escrita, fui fazer a entrevista.....e

As vésperas de eu apresentar o meu TCC, estou aqui me contorcendo de tanta felicidade: porque eu passei no mestrado!!


Sério, estou muito mais feliz do que quando eu passei na faculdade. Na verdade é uma felicidade diferente, porque mesmo antes de terminar a graduação, eu já estou com o mestrado garantido. Não dá pra explicar. E pensar que eu concorria com pessoas que estavam se preparando ha mais tempo do que eu...!

Bom, isso só me dá mais certeza de que o trabalho que eu fiz durante esses dois anos, e que a minha dedicação à faculdade valeram todo o sacrifício, as noites mal dormidas e os estresses eventuais. Estou me sentindo foda : )

Agora só falta terminar a faculdade! Iei :D

23/11/2011

22 de novembro


Eu não sou católica, e não entendo nada sobre santos, e exatamente por isso, eu não gosto muito da ideia de feriados santos. Fere a minha crença, e eu me sinto um pouco enganada quando o Estado diz ser laico e me obriga a parar a minha vida por causa do dia da padroeira da cidade, por exemplo. Mas, como boa brasileira que sou, eu não vou reclamar de feriado, né? Hê :)

Dia 22 de novembro foi o dia de Santa Cecília, e a única coisa que eu sei é que ela é padroeira da música, e sendo assim, dia 22 de novembro foi o dia do Músico. Ouvi gente dizer “o dia do músico é todo dia, não no dia de uma santa”, mas, revoltas pagãs a parte, já que tem dia do dentista, do advogado, e de todas as profissões possíveis e imagináveis, vamos reservar um dia para os músicos e comemorar, e se incomodar o fato da escolha da data vir por conta de uma santa, finge que foi coincidência e para de ver pelo em ovo \o/


Nós músicos somos a parte estranha da sociedade. Ao mesmo tempo em que todos adoram, ninguém valoriza. Mas eu vou dizer uma coisa: não tem profissão melhor. Sabe aquele negocio que todo mundo fala: "Você precisa encontrar uma profissão que você goste de trabalhar"? Pois é disso que eu estou falando. Apesar de eu ter enveredado para o campo da educação ao invés do palco, eu me sinto musicista, eu amo, e respiro música o tempo todo! E essa alegria de ensinar música e tentar fazer com que mais pessoas sejam apaixonadas pela música não tem dinheiro que pague!

Então se você conhece um músico, alguém que vive de música, dê parabéns para ele, pelo seu dia (mesmo que atrasado), e pela coragem : )


17/11/2011

Seis coisas simples que eu quero fazer e ainda não fiz

Andei visitando alguns blogs e encontrei em vários deles essa lista de 6 coisas simples que a pessoa gostaria de fazer e que ainda não fez. Achei muito bacana por se tratar de coisas simples, e resolvi fazer a minha lista também para me motivar. Estão tod@s convidados a fazerem a sua!


Ter um diário legal

Não sei se esse vale, porque eu já fiz, mas enfim :) De uma forma ou de outra, eu sempre tive um diário. Nele eu escrevia coisas sobre o meu dia, frustrações, desejos, colava papel de bala ou qualquer pequena coisinha que pudesse me lembrar de algum momento bacana. Com o passar do tempo, a correria do dia a dia foi sugando a minha dedicação e agora meu blog é o que eu tenho de mais pessoal. Sinto saudade de ter um diário – afinal, não dá pra escrever tudo no blog; então eu gostaria muito de ter um novamente. Promessa para 2012 \o/

Me casar ♥

Depois de mais de quatro anos de namoro, é naturalmente o próximo passo. Como nem tudo são flores, precisamos terminar a faculdade, arrumar um emprego fixo e que pague o justo e o suficiente pra gente viver tranquilo, na nossa casinha com um pomar no quintal, onde a gente possa amarrar duas redes, e ficar balançando durante o pôr do sol, discutindo sobre política e educação, ou ouvindo música e fazendo outros planos. Não vejo a hora!

Montar uma sala de música na minha casa 

Eu queria ter um quarto na minha casa, que funcionasse como uma bolha: lá ficariam todos os meus instrumentos, uma bancada para confecção de instrumentos de sucata e demais materiais para aulas de música, uma estante com os meus livros, talvez até um pequeno set para fazer gravações, etc. Enfim, um lugar que eu pudesse ficar o dia todo fazendo e respirando música.

Fazer mochilão pela América Latina

Diferentemente da maioria esmagadora, eu amo a América Latina! Morro de vontade de conhecer todos os países. As cores, a músicas, a dança, a língua, tudo me cativa!  A principio, minha vontade original era visitar todos os países pedindo carona, mas como eu sou bundona e tenho cara de boba, não acho essa uma boa ideia, rs : ) Penso que eu poderia sair com o meu carro, ou até ir de ônibus, avião... Com um grupo de amigo talvez fosse mais divertido e seguro. Enfim, não sei como seria concretamente, mas está entre as coisas que eu quero fazer.


Tríplice: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho
 

Talvez até mesmo nessa ordem, por conta da complexidade, rs. Eu gostaria de plantar uma árvore em algum lugar que eu pudesse ver crescer, para eu me sentir parte da vida daquela árvore. Mas pra ser bem sincera, não sei se eu teria muita paciência pra esperar crescer não, acho que eu plantaria uma muda crescidinha já, hê. Um livro porque, bem, eu amo escrever, então eu tenho que aproveitar. Antigamente eu pensava em escrever um livro de literatura, hoje já penso que eu devo escrever um livro acadêmico (pois é, eu sei que perde todo o romantismo de escrever um livro, mas ainda sim é um livro). Quem sabe o meu mestrado não vira um?

Adotar uma criança

Por mais que de vez em quando eu ache legal essa coisa bonita de gerar uma vida, e até consiga me imaginar grávida, eu não quero em hipótese alguma parir (nem cesárea, nem nada) daí como não teria como a criança sair de mim, não rola ter um filho de mim :} Além de que, desde que eu tinha uns 7 anos e ia brincar com as crianças em um orfanato, eu falo pra todo mundo que eu quero adotar. Sei lá, penso que com tanta criança no mundo, abandonada, que daria a vida para ter alguém que cuidasse e amasse ela, eu não vejo porquê colocar mais gente no mundo. 



:)

13/11/2011

Dobradinha

Na semana passada, tivemos a semana do saco cheio na faculdade. É uma semana que junta um monte de feriado próximo e emenda tudo. O melhor mesmo é que esse período do semestre é realmente turbulento é só uma semana de folga pode salvar.

Aconteceu que nessa semana eu aproveitei para finalizar o meu TCC. Consegui transcrever 40 minutos de entrevistas, analisar os dados, embasar com referenciais teóricos e fazer a conclusão. Mas a minha orientadora achou pouco >.< Tudo bem, já está tudo certo, é só engordar um tiquinho.

Esta semana que passou eu estive em Vitória/ES participando de um congresso e apresentando trabalhos. Essa sim foi a minha semana do saco cheio. Esqueci de TCC, de trabalhos pra fazer, relatórios de estágio (...). Agora que eu estou voltando que fica tudo mais ou menos bagunçado - depois de duas semanas você se acostuma em não ir pra faculdade, hê.

Na verdade estou aqui só pra divulgar que o Blogueiro Secreto de 2011 já está no ar e que todos estão super convidad@s a participar! Entrem lá no blog que tá tudo explicadinho.



Força nesse final de semestre!

03/11/2011

#267

as pessoas me saturam.
como lidar?

01/11/2011

#236

Só vim dizer que estou viva. Que no meio de uma reflexão e outra, sinto que estou virando um espelho. Que tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e que eu não tenho administrado muito bem o meu tempo. Que tenho sentido muitos sentimentos ruins, e as pessoas tem me dito pra não compartilhar com elas porque parece que eu não faço do jeito certo - ?. As cobranças aumentam, os prazos encurtam, eu tendo a ficar ansiosa e atropelar tudo, mas tenho conseguido manter a mente quieta, a espinha ereta, e o coração tranquilo. Não confio em mais ninguém, isso me dá um vazio. Mas tamo firme. A faculdade tá acabando. Nossa....!

13/10/2011

Hoje tu ta presa

Não sei se todos sabem, mas eu faço faculdade de Música com habilitação em Educação Musical, e tenho trabalhado em alguns projetos, incluindo o estágio, em escolas estaduais tanto em bairro de classe média, central e periférico.

Um dos gêneros musicais mais ouvidos em todos eles é o funk. Para nós que estudamos Música, estamos acostumados a entender funk como aquele gênero musical criado na década de 60, que mistura jazz, soul e R&B, que tem como seu principal nome o James Brown; e nós costumamos dizer que funk é um gênero musical muito bom.

Mas o funk que os alunos escutam na escola não é esse, e esse funk, nós que estudamos Música, temos o costume de dizer que não é música, que é ruim, que é um lixo.

Eu particularmente não ouço funk em casa. Não tenho CDs, ou baixo na internet e coloco no celular para ficar escutando. Isso de forma bem genérica: quando eu descobri Gaiola das Popozudas eu achei o máximo algumas letras super feministas que diziam coisas do tipo: “eu dou pra quem quiser porque a porra da buceta é minha”. Qual o problema disso? Só porque a mulher quer estar no controle? Também passei bons tempos ouvindo Bonde do Rolê. Funk de classe média, me identifiquei, e adorei. Entre outros que não caberia citar.

Uma coisa que eu acredito que seja difícil discordar é que o ritmo do funk é muito contagiante. Por exemplo, ouçam essa batida. Ele te envolve e pede para que você se movimente junto. Não é o máximo?

A grande chave do problema, na minha opinião, e das pessoas com que eu costumo conversar sobre isso, é a letra.

05/10/2011

Terra e Marte


A armadura é para defender dos incômodos, ela sempre diz, e, ainda que sorrindo um sorriso meigo, quer convencê-lo de que é durona. Sou de Áries, completa. Nunca ninguém deu bola, e ela continuava na defensiva, mas ele diz: nossos signos combinam. Quando eu morrer vou virar uma estrela, diz ela tentando se fazer de louca para espantar. Deixa de besteira, ele ri. Sentados de frente para o outro, ele gasta todos os seus elogios, enquanto ela olha em seus olhos e tenta descobrir a cor. Você é tão especial, por que não deixa ninguém se aproximar? A armadura é para defender dos incômodos, replica e então levanta, dá um beijo em seu rosto e sai. Ele fica, inconformado. Ela volta e diz que os chifres do carneiro que a defende também machuca os outros sem querer.  Ele aceita, dobra uma folha de papel e entrega. Ela abre e vê um coração desenhado, acha infantil, mas entende. Dobra a folha novamente, joga no chão, pisa, depois pega e devolve para ele. Se o coração for forte, ele agüenta, diz. Ele pega uma caneta e desenha um coração na camiseta dela. Se o coração for de verdade, ele bate. Encostou o ouvido em seu peito. Tum. Todos ouvem. Se olham. Você é forte, ela diz. Você é humana, ele diz. Ela deixa a armadura de lado e segura sua mão. Me protege? Ele faz que sim, e ela se apaixona.

25/09/2011

Tudo junto e misturado in Rio


Eu sou um tanto quanto desligada. Talvez por não assistir TV, nem entrar em sites de notícias - nem participar de círculos sociais onde as pessoas são mais antenadas, eu só me toquei sobre o Rock in Rio quando eu vi uma mensagem no facebook que dizia assim: "Ia ser bom se tocasse Iron Maiden nas micaretas ai as pessoas iam se tocar de como é ter que ouvir Claudia Leite, Ivete e etc no Rock in Rio!". Não fiquei nada surpresa, afinal se Sandy e Junior e Britney Spears - com playback - tocaram, porque não as rainhas do axé?

Não vou nem entrar no mérito de música boa ou música ruim, porque toda música pode ser boa para alguém ou para alguma coisa, e nós só podemos julgar isso de acordo com a nossa opinião pessoal, que não é nem de longe a verdade universal. Mas enfim,

A grande questã que me deixa inconformada é: porque um evento que se chama Rock in qualquer coisa não se destina a ser um evento de rock? Eu juro que se eu fosse do rock e fosse lá por causa das bandas de rock eu ia achar tudo uma grande patifaria - Não que eu fosse discriminar os fãs dos outros gêneros/artistas, ou qualquer coisa do tipo, como eu vi que aconteceu. Mas pô! Coloca outro nome então!!

É medo de não dar certo? Com essa programação dificilmente não daria, por mais que o nome fosse esdruxulo: Paralamas, Titãs, Milton, Maria Gadú, Rihanna, Móveis, Ed Motta, Nação Zumbi, Esperanza Spalding, Orquestra de Heliópolis, Kesha, Africa Bambaataa, Joss Stone, Maroon 5, Zeca Baleiro, Arnaldo Antunes (esses são os que eu veria, hê) (...)

Se eu fosse do tipo de pessoa que tem o desprendimento de gastar dinheiro com shows (incluindo aqui o ingresso, a viagem de ida e de volta mais a hospedagem e alimentação), eu ia fácil : D

De qualquer forma, o SWU, que não se propõe a nada além de ser sustentável (todos rimos) é mais do rock que o Rock in Rio, e eu só queria compartilhar a minha opinião sobre isso. Eu acho que tudo cabe, mas o nome que você dá para o evento gera uma certa expectativa que é totalmente massacrada quando você olha a programação. Pronto, falei : )