Quando eu estava estudando para o
vestibular, as pessoas costumavam me dizer que essa seria a primeira de muitas
provas difíceis que eu iria fazer. Sei que elas queriam “me acalmar”, mas no
fundo eu ficava em pânico.
Foi muito difícil passar no
vestibular. Além de eu só ser boa em gramática e interpretação de texto, eu
tinha a prova de aptidão, que além de durar mais uma semana, e de ser muito
cansativa, era o que mais valia, e o que eu mais queria e precisava ir bem (eu
tinha que ir bem na prova de música, pô!)
Não passei direto do colegial (o
que foi muito bom em diversos aspectos), mas passei depois de um ano muito
badalado de cursinho. Foi difícil, cansativo, e foi um alivio enorme ter
passado.
Quando começaram as primeiras
provas da faculdade, eu olhava para as pessoas que eu conhecia e que faziam
outros cursos e via elas estudando muito mais do que eu (também porque, minha
gente, a vida é injusta: eu não podia estudar depois das 22 horas, porque meu
estudo é barulhento u.u). Com o passar dos semestres, as aulas teóricas, fui
forçada a estudar bastante, ler textos e fazer trabalhos até de madrugada.
Sofrido, mas ainda assim, eu não ficava como as pessoas na biblioteca (tem
gente que até dorme na biblioteca, não sei se de tanto estudar, ou se pra não
perder tempo de voltar pra casa). Meu namorado, por exemplo, enchia meu curso
de insultos, de tanta inveja que ele sentia de mim ; )
Aí as pessoas falavam: você vai
ver pra sair da faculdade como vai ser difícil, você vai ver a prova do
mestrado como vai ser difícil (...)! E quer saber? Não foi difícil nem um, nem
outro.
Eu fiz faculdade de música
(licenciatura), e não é que foi fácil porque “música não é ciência”, mas porque
eu gostava de absolutamente todas as matérias, minhas aulas foram extremamente
práticas, tinha muita leitura complementar, trabalhos em grupo, tudo era legal
e eu queria aprender, então fazia sentido e ficava fácil estudar! Até as aulas
mais teóricas que não eram sobre música (psicologia do desenvolvimento,
psicologia da aprendizagem, estrutura e funcionamento da educação básica,
educação e sociedade) eram interessantíssimas, e eu adorei aprender sobre esses
assuntos!
Não é a toa que a minha média
geral da faculdade é 8,9, eu estudava com prazer, e, consequentemente, tirava
boas notas nas provas e nos trabalhos.
Aí chegou o final do ano passado
e decidir prestar o mestrado em Educação, lá na UFSCar mesmo, e do jeito
que as pessoas me falavam eu fiquei apavorada. Meu namorado prestou junto
comigo e quando eu perguntei pra ele se ele ia estudar pra prova ele disse “eu
estudei durante 4 anos”. A principio achei ousado, mas realmente, não
adiantaria estudar nas vésperas.
Aquela prova só teria sido
difícil para alguém que um dia acordou e, do nada, disse “hoje vamos falar
sobre educação”. Pra quem fez o meu curso, com ênfase em Educação Musical, com
a seriedade que eu fiz, e que derrabou suor e sangue no
PIBID, escrevendo
vários artigos acadêmicos sobre; não teria como ser difícil. Estava tudo dentro
de mim, enraizado e argumentado.
Não é a toda que eu passei no
mestrado, antes mesmo de ter apresentado o TCC, e que meu TCC foi ultra
elogiado pela banca (até meus pais foram elogiados, “parabéns pela pessoa
íntegra que vocês criaram”, rs).
O que eu quero dizer com isso não
é “olha como eu sou foda, seu merdinha”, apesar de eu ter feito um post com o
título “
sou foda”, rs. O que eu quero dizer é pra vocês não ficarem preocupados
com o que os outros falam. Veterano sempre vai dizer que o professor faz provas
difíceis, porque quer tirar com a sua cara; nossos pais sempre vão falar que
virão coisas piores pra você se esforçar mais agora; também vão ter aqueles que
vão tentar te desanimar por pura maldade. Então não liguem!
O grande lance é: dedicação.
E eu sou da teoria de que você só consegue se dedicar de corpo e alma para uma
coisa que você tem verdadeiro interesse. Então faça a escolha certa, pense com
carinho, sozinho, pondere, reconsidere, e quando achar que está pronto, vá
atrás. Porque não há provas mais difíceis que nos impedem de realizar as provas
de agora!
:)
E aí, já posso escrever um livro
de auto-ajuda? :D