Nunca me disseram que se eu fosse burra ficaria de castigo, nem que são as pessoas inteligentes que conseguem o que querem. Me disseram “seja forte e não se importe com o que vão dizer”. Talvez tenha sido pior. Talvez por isso eu cresci sendo um muro quase intrasnponível. Quase. Juro que eu não sei o que pensam de mim; tenho certeza que a pessoa que eu me sinto ser não é a pessoa que eu pareço ser. Eu posso querer saber sem me importar? Pode ser que eu não mude, que eu me irrite, posso ignorar e seguir em frente, mas... o que pensam que eu sou? Como acham que eu sou? Reclamam (sei que reclamam) que eu sempre decido tudo, mas alguém se impõe na minha frente? Conto em uma mão as pessoas que já me viram chorando, e mesmo assim sou chorona? Eu critico por força do hábito mesmo quando eu concordo; por quê? Por que eu preciso de uma certa evidência disfarçada no meio de uma humildade cretina? Se eu desaparecesse agora alguém seria capaz de seguir em frente sem tropeçar? Esse é o (meu?) problema: eu acredito que tropeçariam muito para conseguirem continuar o que eu comecei. Mas eu cansei de ser a primeira. Aquela que carrega a trupe nas costas e que leva as pancadas. Aquela típica ariana, sabe? Que dá o primeiro passo e a última palavra. Às vezes cansa. Às vezes, dentro de um grupo, todos deveriam falar. Parece que as pessoas sentem medo de mim, e eu não sei porque isso acontece, se sempre, sempre, eu tento ser o mais gentil que a minha personalidade permite. De qualquer forma, eu cansei. Cansei de ser a primeira.
PS: Postagem nova no Subversão Ideológica, segunda parte sobre partidos políticos! :)
PS: Postagem nova no Subversão Ideológica, segunda parte sobre partidos políticos! :)

